MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
05/03/2014
REVIEW - CINEMA: VIDAS AO VENTO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Já se vão 20 anos desde que os estúdios americanos finalmente perceberam que longas-metragens animados não são produtos exclusivos para crianças. Desde que essa “descoberta” foi feita, grandes mudanças surgiram no mercado do cinema mundial, sendo as principais as ascensões das empresas Pixar e DreamWorks.

No Japão, por outro lado, cineastas e estúdios caíram em si muitos anos antes e até com mais abrangência. Se nos EUA os desenhos são sempre estruturados de uma forma que agrade crianças e adultos, na terra do sol nascente não são poucos os animes criados exclusivamente para adultos.

Prova disso é que Vidas ao Vento (Kaze Tachinu) chega aos cinemas brasileiros apenas legendado, sem cópias dubladas. Provavelmente a última obra do já lendário Hayao Miyazaki para os cinemas, o filme é uma de suas produções mais pé no chão.

A trama nos apresenta Jiro, um jovem que adora aviões, embora não possa pilotá-los por ser míope. Isso não o impede de continuar sonhando com aeronaves, o que o leva a se tornar designer e garantir um emprego numa importante empresa que produz aviões, sempre inspirado pelo seu ídolo, o italiano Caproni.

Bastante sensível e muitas vezes até melancólico, o desenho segue a carreira de Jiro, que por vezes fica até obcecado, em paralelo à sua vida pessoal, que dá tons mais tristes por conta de sua paixão pela adoecida Nanoko.

Ainda que seja mais fincado na realidade, Vidas ao Vento não abandona por completo a fantasia que tanto enriqueceu as obras anteriores de Miyazaki. Aqui essa fantasia se faz presente nos encontros de Jiro e Caproni no mundo dos sonhos, em cenas que são visualmente incrivelmente criativas.

Mesmo sendo esteticamente belo, Vidas ao Vento peca no roteiro. Envolvente em sua primeira metade perde a força perto do final. O drama pessoal de Jiro é jogado de escanteio, sem ser realmente aprofundado e o fim chega abruptamente. Isso sem contar o fato de o criador do famigerado avião de combate Zero ser apresentado sem nenhuma opinião, demonstração de emoção, sobre o verdadeiro uso de sua criação. O que começa como algo extremamente emotivo, acaba de maneira bastante vazia.

Roteiro e direção: Hayao Miyazaki.

Veja também:
- Galeria de imagens da animação
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