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04/04/2014
REVIEW - LIVRO: O VALE DOS MORTOS
 
 
O Vale dos Mortos
 
 
 
 
 
 
 
 


Zumbis! Zumbis por todos os lados! Seja no cinema, TV, games, livros ou quadrinhos, os zumbis andam fazendo jus ao termo praga, se espalhando rapidamente...  e quase sempre fazendo sucesso.

E a onda não é só americana. Mangás surgem uns atrás dos outros, seriados ingleses, e quadrinhos e livros nacionais também. É o caso de O Vale dos Mortos, de Rodrigo de Oliveira, lançamento da Faro Editorial.

O mais interessante dessa onda zumbi é que, ao contrário do esperado, ainda não existe saturação. Pelo contrário, cada novo produto vem encontrando seu espaço, sua identidade própria, com detalhes que acrescentam muito ao mito zumbi.

E O Vale dos Mortos já demonstra seu diferencial logo de cara.  A ambientação não é nos Estados Unidos, como o habitual, mas sim na Grande São Paulo, em cenários que realmente existem. Melhor do que isso: ao contrário da maioria das histórias de zumbis, aqui vemos o exato momento em que as criaturas surgem, numa bela jogada que pega uma profecia do Livro do Apocalipse – e outras referências – para criar uma situação diferenciada, que garante ainda uma versão ainda maior do apocalipse zumbi, pois a causa da praga criou um número de mortos-vivos gigantescamente maior do que vemos em outras tramas.

Rodrigo de Oliveira apresenta novas ideias, sendo bastante inventivo, mas comete alguns deslizes, principalmente no início do livro, exagerando na descrição dos locais e objetos, o que torna alguns capítulos um tanto cansativos. Felizmente, conforme a história segue, o autor consegue estabelecer um ritmo melhor. Outro defeito da obra é o alto número de erros de concordância, algo que poderia ser evitado com uma revisão mais apurada.

Apesar desses erros, o livro é bastante envolvente, com bons protagonistas: o casal Ivan e Estela; acompanhados de coadjuvantes em sua maioria apagados demais, mas com algumas boas exceções melhor desenvolvidas, como o encrenqueiro Zac.

O que mais chama a atenção em O Vale dos Mortos é a estrutura da trama. Como já ressaltado, é uma das raras vezes em que testemunhamos o início de tudo numa história de zumbis e, além disso, temos uma visão mais ampla, com uma pequena parte do livro dedicada aos efeitos da praga em diversas localizações do globo, servindo para mostrar o colapso total da sociedade de maneira incrivelmente rápida – e convincente.

O cenário estabelecido ao final é extremamente empolgante, com uma bela ponta deixada para as continuações (A Batalha dos Mortos, A Senhora dos Mortos, A Ilha dos Mortos e A Era dos Mortos), promissoras de imediato, afinal Rodrigo de Oliveira criou um mundo bem estruturado e já no decorrer deste primeiro livro demonstrou uma evolução significativa em sua escrita.

O Vale dos Mortos (1ª edição, 2014) – De Rodrigo de Oliveira – capa de Osmane Garcia Filho – 320 páginas – formato 16 x 23 cm – R$ 34,90 – Faro Editorial.

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