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04/04/2014
REVIEW - DVD: RESGATE EM ALTA VELOCIDADE
 
 
Resgate em Alta Velocidade
 
 
 
 
 
 
 
 


A indústria cinematográfica mainstream norte-americana vive de padrões e não é muita dada à originalidade. O que importa é o lucro. E para obter lucro, originalidade é luxo. Por isso, a repetição de fórmulas consagradas e facilmente digeridas pelo público têm mais vez, já que são vistas com mais carinho pelos produtores e investidores, que são, na verdade, os responsáveis para que um filme saia do papel e comece a ser rodado.

Sendo assim, nada mais “natural” que a todo o momento sejam lançados novos filmes sobre anti-heróis em busca de vingança, jovens outsiders que comprovam seus talentos, a menina doce e ingênua em busca de um “príncipe encantado”, o herói que não sabe que é herói e toma conta de seu destino heroico, o vilão arrependido em busca de redenção... E, é claro, o sujeito que se vê obrigado a se enfiar de cabeça num poço de encrenca para poder salvar a pele de alguém. Daí é só inserir carros – e consequentemente, perseguições, batidas e explosões – e um coadjuvante – de preferência do sexo oposto e mais jovem que o protagonista/piloto – e temos um gênero, hoje mais do que batido: os filmes de perseguição automotiva.

O gênero, por si só, não contempla muitas inovações, por isso, tem os pés fincados no lugar-comum. E Resgate em Alta Velocidade (Getaway), sem dúvida não foge à regra, ou melhor, ao padrão. O diretor Courtney Solomon (Maldição, 2000; Dungeons & Dragons: A Aventura Começa Agora, 2000) optou por criar um filme 100% de perseguição. Tão 100% que não sai disso: é só perseguição e mais nada. A preocupação em criar o filme de perseguição por excelência foi tanta que o roteiro, a cargo dos estreantes (mais uma evidência de que o roteiro ficou para segundo... terceiro plano) Sean Finegan e Gregg Maxwell Parker, foi deixado de lado, já que o conteúdo se resume basicamente a fugas, derrapagens, batidas, capotagens, explosões e afins.

O pouco que há de história pode ser sintetizado da seguinte maneira: Brent Magna (Ethan Hawke), um ex-piloto profissional, tem a mulher sequestrada e, por causa disso, é coagido a roubar um Shelby Mustang modificado e equipado com diversas câmeras e a sair por aí causando o terror em Sófia, capital da Bulgária, enquanto seus atos são ditados pelo sistema de telefonia celular do portentoso carrão. Quem está do outro lado da linha é um homem misterioso que se identifica apenas como “A Voz” (Jon Voight). Em meio a intermináveis fugas de carro, Magna encontra uma garota anônima (Selena Gomez), que depois ele descobre ser a dona do carro e filha de um milionário diretor de banco. Daí em diante, não há mais nada a não ser carros correndo pra lá e pra cá nas situações mais absurdas possíveis. A ênfase nas perseguições é tanta que não há como não ficar entediado com o filme, cujo enredo é tão fraco que serve como um potente sonífero.

Fico me perguntando se um filme de quinta categoria e voltado ao puro entretenimento barato realmente vale os altos gastos com produção, locação e efeitos especiais. Bem, há (mau) gosto pra tudo.

Elenco: Ethan Hawke, Selena Gomez, Jon Voight, Rebecca Budig, Paul Freeman, Bruce Payne. Roteiro: Sean Finegan e Gregg Maxwell Parker. Direção: Courtney Solomon.

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