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17/10/2014
REVIEW - DVD: A HORA DO ESPANTO 2
 
 
A Hora do Espanto 2
 
 
 
 
 
 
 
 


Já vou direto ao ponto: quando um filme é ruim, mas muito ruim, fica até difícil criticá-lo, pois são tantos pontos negativos que o cérebro dá um nó na hora de começar a descer a lenha. Mas já que a tarefa é ingrata, vamos do início mesmo.

Filmes de vampiros não costumam ser muito originais, sempre apelando para velhos conceitos. E quando recorrem a algo inovador, extrapolam com vampiros que brilham e outras bobagens do gênero. Grande parte da revitalização bem direcionada do tema veio com os livros das Crônicas Vampirescas da escritora norte-americana Anne Rice (Entrevista com o Vampiro) publicados a partir do início da década de 1970 e que tornaram o mito do vampiro mais próximo da humanidade ao incluir romantismo, compaixão e profundos conflitos internos em vez da pura sede desenfreada por sangue.

Depois, no início dos anos 1990, veio o apaixonante RPG Vampiro: A Máscara, de autoria do também norte-americano Mark Rein-Hagen. Com o jogo, surgiu um novo conceito: os vampiros são divididos por clãs que compartilham comportamentos e poderes místicos e eles estão infiltrados na sociedade humana sem que saibamos, tomando, inclusive, decisões políticas e econômicas que alteram o rumo da nossa organização social. Tudo isso por debaixo dos panos para evitar uma nova perseguição aos vampiros como a ocorrida na época das Cruzadas.

Ou seja, as narrativas que envolvem vampiros têm muito potencial, desde que bem cuidadas. E aí vem um filminho que não passa de um remake de outro filme sem vergonha da década de 1980 – sem nenhuma relação entre ambos, aliás –, e que se inicia já com um clichê extremamente cara de pau: um grupo de jovens viaja em um intercâmbio estudantil para a Romênia, país do notório Vlad Tepes, o lendário Conde Drácula, e lá alguns deles descobrem que a professora de artes é ninguém menos que a ex-condessa húngara Elizabeth Bathory, que ficou conhecida por diversas práticas hediondas, como o suposto hábito de tomar banho em sangue de virgens para manter sua beleza intacta. Assim, duas das histórias mais antigas de vampiros, que já foram recontadas inúmeras vezes, são retomadas no filme sem um pingo de sofisticação e apuro.

A direção de câmeras é péssima e sequer aproveita as belas arquiteturas romenas. Os atores são pífios e chegam a ser irritantes. O roteiro é absurdamente mal cuidado, coisa de amador. A iluminação provavelmente foi feita por algum estagiário incompetente. E as cenas de luta, então... Constrangedoras, pra dizer o mínimo.

A Hora do Espanto 2 (Fright Night 2: New Blood) é um filme para ser esquecido e enterrado dentro de um caixão. Mas que não seja na Valáquia, pois isso seria uma heresia ao mito vampírico.

Elenco: Will Payne, Jaime Murray, Sean Power, Sacha Parkinson, Chris Waller, Alina Minzu, Constantin Barbulescu. Roteiro: Matt Venne. Direção: Eduardo Rodriguez.

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