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14/07/2003
REVIEW - CINEMA: DEMOLIDOR
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quando começaram a noticiar o elenco de Demolidor – O Homem Sem Medo (aliás, um raro caso de subtítulo acrescentado no Brasil que ficou bom), quem ficou com medo fui eu, afinal praticamente nenhum dos atores se parecia com os personagens. Já quando vi a primeira foto do uniforme, condenei o filme ao fracasso. Só fui ter um pouco de fé no filme quando apareceram os trailers, que mostravam boas cenas de ação. Essa fé foi recompensanda na estreia, pois o filme é realmente bom!

Como vou falar diretamente a quem já viu o filme ou a quem não liga de saber a história antes de ver, aqui vai um aviso a quem ainda não viu: não pare o filme quando começam os créditos finais. Uma hilária surpresa está no meio deles.

Bom, como era de se esperar, muita coisa foi mudada. Começando pelo acidente que conferiu poderes ao Demolidor. Em vez de salvar um homem cego, ele estava fugindo depois de ver o pai trabalhando como capanga. Mas neste caso, se for bem analisado, foi até mais dramático do que a versão original. O Rei do Crime perdeu boa parte da sua imponência dos quadrinhos e foi encaixado nas origens do Demolidor. O Mercenário, foi apresentado como um típico membro de gangue, só que com habilidades extraordinárias, mas foi eficiente e em alguns momentos até divertido.

Elektra
foi quem mais sofreu modificações. Esqueçam a juventude da garota, o Tentáculo, Stick, sua vida como assassina e outras coisas mais. No filme, tudo acontece bem rápido. Ela não é uma ninja, pelo menos não do modo certo, acha que o Demolidor matou seu pai (que na verdade foi morto pelo Mercenário a mando do Rei, que era sócio dele) e é muito boazinha, sem as neuroses presentes nos quadrinhos. Mesmo assim, ela tem o cinismo apresentando na minissérie Demolidor – O Homem Sem Medo. É claro que essas mudanças foram feitas para ela poder ser a “mocinha” de seu próprio filme no futuro.

Um outro ponto negativo foi a substituição da mãe freira de Matt Murdock por um amigo padre. De resto, tudo está muito bom, a história, embora rápida, é eficiente e cheia de ação. As interpretações, que muitos achavam que iam decepcionar, foram boas com destaque para os relacionamentos de Matt com Foggy e Elektra. Ben Urich faz um caminho bem familiar ao leitor de quadrinhos, mas infelizmente não trabalha no Clarim Diário.

O que mais me surpreendeu foi o radar do Demolidor, retratado de uma maneira fabulosa no filme. Os poderes do personagem foram muito bem explorados, tanto quanto suas fraquezas. Muita gente estranhou o fato dele dormir numa espécie de caixão para poder fugir dos sons durante o sono. Realmente é estranho, mas anos atrás, em uma história onde seus poderes são ampliados, ele chegou a usar um caixão similar.

Uma coisa que muitos notaram sãos os altos saltos que os personagens dão, mas sinceramente, não tem nada de estranho, são exatamente o que os personagens fazem nos quadrinhos. No filme, podemos até notar que eles estão mais humanizados, com lutas de incrível rapidez, porém com ferimentos que nos quadrinhos são raros. Até mesmo lutas com bandidos convencionais, deixam marcas no Demolidor, como podemos conferir pelas cicatrizes nas costas dele.

Várias referências aos quadrinhos estão presentes, sejam em participações especiais, nomes jogados no caminho ou até cenas vindas direto das páginas, como o Demolidor agarrado a uma cruz ou o dilema de Ben Urich. A Marvel acertou uma vez mais e agora só podemos esperar pela vingança do Rei do Crime em Demolidor II e pela volta de Elektra em seu filme solo.

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