MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
02/04/2015
REVIEW - HQ: QUARTETO FANTÁSTICO - INCONCEBÍVEL
 
 
Quarteto Fantástico - Inconcebível
 
 
 
 
 
 
 
 


O Quarteto Fantástico é um dos mais tradicionais grupos da Marvel Comics, e por isso mesmo, carrega muito do tradicionalismo da Era de Prata dos quadrinhos, com histórias que envolvem seres de outras galáxias, aparatos tecnológicos mirabolantes, alívio cômico onipresente, conflitos familiares e diálogos extensos, quase verborrágicos. E é justamente por essas razões que o grupo divide tanto a opinião dos leitores. Há quem ame a família Richards-Storm-Grimm, mas também há aqueles que não veem graça no grupo, já que suas histórias não trazem o mesmo conteúdo mais “maduro” e moderno de HQs de super-heróis, como X-Men, Demolidor e até mesmo Capitão América.

Porém, quando esses mesmos elementos característicos dos quadrinhos do Quarteto são trabalhados com as tais maturidade e modernidade, acabam por resultar em histórias intrigantes, diferentes do usual e capazes de agradar a gregos e troianos. E é exatamente este o caso de Inconcebível, cujo roteiro é de Mark Waid, famoso por seus trabalhos com o Flash e o Capitão América e pelas aclamadas séries Superman: Legado das Estrelas e O Reino do Amanhã. Portanto, sabemos, logo de cara, que nesta graphic novel o Quarteto está em boas mãos, ainda mais pelos desenhos serem de responsabilidade de Mike Wieringo e, ao final, de Casey Jones, com seu ótimo traço que remete à arte de Mike Allred.

O grande vilão aqui é o maior rival de toda a história do grupo: Victor Von Doom, também bastante conhecido pela alcunha de Doutor Destino. De início, vemos Doom chafurdando respostas sobre passado e futuro em consultas com diversas videntes numa cidade do estado da Geórgia, no Estados Unidos, país pelo qual o soberano da Latvéria nutre verdadeiro desprezo. Logo descobrimos sua intenção de reencontrar Valéria, seu antigo e não esquecido amor da adolescência. E quando isso acontece, somos pegos de surpresa, mesmo sabendo que estamos diante de um facínora de marca maior. A intenção do “cara de lata”, como diria o Coisa, é deixar de lado a ciência para abraçar integralmente a causa das artes místicas. No mínimo, uma decisão acertada após levar tantos pés na bunda do maior cientista e mente mais brilhante do planeta Terra, o homem à frente do Quarteto Fantástico.

Aliás, homem este que tem seus sentimentos e receios mais profundos revelados nesta excelente história. Vemos um Reed Richards arrogante, presunçoso diante das próprias limitações que ele nem cogita ter. O borrachudo faz lembrar a famosa frase do professor Girafales: “Eu jamais me engano. Só me enganei uma vez: quando acreditei estar enganado!”. A pompa fica ainda mais clara quando o Sr. Fantástico (nome, aliás, bem prepotente, como mencionado pelo próprio Doom) se depara com magia, cuja manifestação ele não sabe explicar. E é justamente com ela que ele precisa lidar para resgatar seu filho Franklin de uma armadilha arquitetada pelo seu arqui-inimigo.

Uma história que mal deixa tempo para respirar, seja em meio à pancadaria, às lágrimas ou aos discursos ultraeloquentes de Doom e Richards. Vale cada página, seja você fã ou não dos moradores do Four Freedoms Plaza.

Quarteto Fantástico - Inconcebível (Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel Vol. 30) - 192 páginas - formato 17 x 26 cm - R$ 32,90 - lançado em fevereiro de 2015 – Editora Salvat do Brasil (coleção prevista para ter 60 volumes).

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