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22/07/2015
REVIEW - CINEMA: HOMEM-FORMIGA
 
 
Homem-Formiga
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Quando se inicia um novo e grande negócio, é melhor não se arriscar muito logo de cara. O Marvel Studios seguiu esse conselho, investindo inicialmente em personagens mais famosos, todos conectados pelos Vingadores. Por conta disso, o filme do Homem-Formiga demorou muito a sair do papel, mesmo que pudesse ter sido o primeiro longa do estúdio e que o herói inicialmente  estivesse nos planos para Vingadores.

Depois que Guardiões da Galáxia alcançou o sucesso, ficou difícil acreditar num fracasso do Marvel Studios. Junto da trama de espionagem de Capitão América 2: O Soldado Invernal, Guardiões deu início a uma nova fase do estúdio, onde as coisas estão mais ousadas, abrindo espaço para novas abordagens. E com isso Homem-Formiga enfim estreou, e a espera valeu a pena.

Paul Rudd é Scott Lang, um ex-presidiário tentando levar uma vista honesta e ser um bom pai para sua filha Cassie (Abby Ryder Fortson). Sua chance chega na forma de Hank Pym (Michael Douglas), um cientista que precisa que Lang assuma o papel de Homem-Formiga para garantir que sua tecnologia não se torne uma arma nas mãos de seu antigo pupilo, Darren Cross (Corey Stoll).

O humor é um dos diferenciais de Homem-Formiga, quase no mesmo nível de Guardiões da Galáxia. A humanidade de Scott, um ex-criminoso, divorciado, que mal tem a chance de sequer ver sua filhinha, também é importante, embora não tão aprofundada. Mas o que realmente dá identidade a Homem-Formiga é o fato de ser ao mesmo tempo um filme de super-herói e uma história de golpe elaborado, ao estilo de Onze Homens e um Segredo.

Esse elemento forma um longa-metragem diferente, o que vem se tornando a nova norma do Marvel Studios. E tudo funciona bem. Rudd, oriundo de diversas comédias, é engraçado e carismático e não faz feio no posto de herói. Douglas dá credibilidade e se sai bem também no lado cômico. Stoll é o ponto mais fraco do elenco principal, exercendo o papel de vilão caricato, vazio. Michael Peña rouba um pouco a cena ao interpretar o divertido amigo de Scott, Luis. Evangeline Lilly está bem, dando certa dramaticidade ao enredo na pele de Hope van Dyne, a filha de Hank, que promete ser melhor explorada em futuras produções.

Talvez uma das adaptações da Marvel com mais mudanças em relação aos quadrinhos, Homem-Formiga acerta na maioria delas, as fazendo funcionar dentro do contexto estabelecido. Melhor: aproveitando a importância que Hank Pym deveria ter tido se introduzido anteriormente no cinema, são criadas muitas conexões com o restante do Universo Marvel Cinematográfico.

A vida pregressa de Pym e sua esposa, apresentada em alguns flashbacks, aliás, cria uma aura única para o filme, desenvolvendo um período de tempo antes inexplorado neste mundo dos filmes e nos deixando com água na boca por mais.

Uma das mais divertidas e equilibradas produções do ano, Homem-Formiga acerta até mesmo em suas duas cenas pós-créditos (a primeira, na verdade, entre os créditos), ambas importantes para o futuro dos filmes da Marvel.

Elenco: Paul Rudd, Michael Douglas, Corey Stoll, Evangeline Lilly, Michael Peña, Judy Greer, Hayley Atwell, John Slattery, Stan Lee. Direção: Peyton Reed.

Leonardo Vicente Di Sessa é jornalista e crítico de tudo relacionado à cultura pop. Além de colaborar com o HQ Maniacs, mantém também o Fala Animal! - http://fala-animal.blogspot.com.br -, blog sobre quadrinhos, cinema e seriados.

Veja também:
- Galeria com 68 imagens do filme
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