MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
22/09/2003
MATÉRIA: UMA VISÃO GERAL SOBRE CONAN
Por: x
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A exemplo de personagens famosos como Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, e Drácula, de Bram Stoker, Conan também é oriundo da literatura. O personagem se popularizou nos quadrinhos e foi consagrado no cinema. Sua estréia na literatura se deu em dezembro de 1932, na revista “pulp” Weird Tales (Contos Estranhos), uma publicação americana especializada em contos de ficção. Um dos escritores que publicava seus trabalhos na Weird Tales era um jovem promissor chamado Robert Ervin Howard, que já havia escrito contos de muitos heróis fantásticos como o Rei Kull, um atlante que se tornou soberano de Valúsia; Bran Mak Morn, o rei dos pictos, inimigos da Roma antiga; e Salomão Kane, o puritano destemido da Era Elizabetana (ao lado, Rei Kull no traço de Barry Windsor-Smith). Mas Howard atingiu o auge de sua carreira (e isso só foi percebido muito tempo depois) quando escreveu “The Phoenix on the Sword” (A Fênix na Espada), trazendo a estréia de quem viria a ser seu mais famoso personagem: Conan da Ciméria. Na verdade, “The Phoenix on the Sword” foi uma cópia de “By This Axe, I Rule” (“Por Esse Machado, Eu Governo” ou “Eu Governo Pelo Machado”), uma história do Rei Kull que havia sido rejeitada pelos editores da Weird Tales. No entanto, Howard deu continuidade imediata à saga de seu mais novo herói com histórias como “The Scarlet Citadel” (A Cidadela Escarlate), “The Hour of the Dragon” (A Hora do Dragão), “The Tower of the Elefant” (A Torre do Elefante), “Black Colossus” (Colosso Negro, publicada no Brasil sob o título de A Libertação de Thugra Khotan) e outras tantas histórias, sempre recheadas de ação e barbarismo. Apesar de Howard ter concebido Conan já como rei da Aquilônia, ele passou a explorar as diversas fases da vida do Bárbaro: os tempos de ladrão, de mercenário e de pirata, bem como suas lutas para manter o reinado. Após a morte prematura de Howard, em 1936, escritores de ficção científica e contos fantásticos como L. Sprague de Camp e Lin Carter, fãs das histórias de Howard, deram continuidade à saga, com novas aventuras ou concluindo histórias inacabadas de Howard, e mesmo compilando e organizando os fatos da carreira de Conan. Podemos chamá-los de os atuais “Cronistas da Nemédia”. No início de 1970, após as reedições das aventuras de Conan, no formato de livro de bolso, com capas magistralmente ilustradas pelo fantástico artista Frank Frazetta, o jovem Roy Thomas, então editor da Marvel Comics, convenceu os chefões da editora a aceitarem e publicarem uma nova revista, com um novo e inusitado personagem chamado “Conan”. Tratava-se de um herói – mas não um herói com superpoderes, usando máscara ou capa – e sim um bárbaro, que teria vivido na fictícia Era Hiboriana, há 12.000 anos. Conan teria nascido em um campo de batalha na Ciméria, durante uma luta entre sua tribo e um bando de invasores vanires, inimigos naturais de seu povo. Apesar de o criador de Conan, Robert E. Howard, nunca ter se referido a Conan como “o Bárbaro”, mas sim como “o Aventureiro” ou como “o Cimério”, Roy preferiu chamá-lo de “o Bárbaro”, porque atrairia maior atenção da mídia. Thomas pensava que poderiam confundir cimérios com sumérios (aquele povo da Antiguidade), e que o título “o Aventureiro” soaria muito fraco. O artista escolhido foi o jovem inglês Barry Windsor-Smith, que na época copiava os desenhos de Jack Kirby. Isso porque os primeiros candidatos eram pesos-pesados da Marvel e cobravam muito caro, tratavam-se de Gil Kane e John Buscema. No entanto, não foi fácil convencer os diretores da Marvel a aprovar a nova revista. Afinal, era algo totalmente novo, algo fora dos padrões da Marvel. Mas Roy não desistiu facilmente e em outubro de 1970, chegava às bancas americanas o primeiro número de Conan, the Barbarian. O sucesso de Conan foi imediato. Em 1972 foi a vez de John Buscema assumir o personagem, emprestando a Conan seu estilo mágico e fascinante, tornando o Cimério ainda mais rentável para a Marvel. Em 1974, estreou “The Savage Sword of Conan”, revista em preto & branco que trazia um Conan mais adulto e selvagem. As histórias, tanto de Conan the Barbarian quanto de The Savage Sword, estavam sempre sob a tutela de Roy Thomas e John Buscema. Roy adaptou todos os contos de Howard para as páginas das duas revistas, inclusive para o novo título King Conan, que estreou um 1980, passando depois para Conan the King (talvez alguém estivesse confundindo King Conan com King Kong, aquele macaco gigante do cinema).
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