MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
26/02/2004
MATÉRIA: BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS NAS TELAS
Por: x
 
 
Batman e Robin na década de 40
 
 
Adam West e Burt Ward - a dupla dinâmica
 
 
Batman em Superamigos
 
 
Michael Keaton na pele do Homem-Morcego
 
 
 
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BATMAN, talvez um dos personagens mais adorados e consagrados das HQs, é com certeza, aquele que mais rende desenhos, séries e filmes de todo o Universo DC. De 1943 até 2004 foram poucos os anos que Bruce Wayne não apareceu nas telas do mundo todo. A primeira série de TV era intitulada “BATMAN”. No ano de 1943 a Columbia Pictures tomou a iniciativa de colocar o morcego nas telas e escalou para o desafio Lewis Wilson para interpretar Batman/Bruce Wayne, Douglas Croft como Robin/Dick Grayson e Willian Austin para viver o mordomo Alfred. Foram realizados 15 episódios, todos em preto e branco, com duração de 15 a 30 minutos. O interessante era a trama do seriado, que se passava nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. Nos episódios, Batman enfrentava o Dr. Daka e seus espiões japoneses. A série ainda teve a introdução da Batcaverna e a entrada pelo relógio do bisavô de Bruce Wayne, elementos que mais tarde foram aproveitados nas HQs. Em 1949, a Columbia mais uma vez colocava Batman nas telas dos EUA com a série “BATMAN AND ROBIN”, estrelando Robert Lowery como Batman/Bruce Wayne, John Ducan como Robin/Dick, Eric Wilton como Alfred, Lyle Talbot como Comissário Gordon e a primeira mulher na vida do Cavaleiro das Trevas na televisão, Vicki Vale (lembrem deste nome) vivida por Jane Adams. O seriado também teve 15 episódios de duração, porém, o vilão agora era o Wizard, que com fantásticas máquinas, tentava roubar Gotham City, logicamente, sendo sempre frustrado por Batman. Foi nesta série que o Batsinal foi utilizado como meio de comunicação com o herói. Assim, começou o que chamo de a Era Negra de Batman na televisão. Dezessete anos se passaram sem que o Homem-Morcego aparecesse nas telas. Então, a ABC-TV, trouxe Willian Dozier para o projeto que envolveria pela primeira vez uma produção a cores de Batman. Dozier escalou Adam West (Barril) como Batman e Burt Ward como Robin. A então dupla dinâmica iria pela primeira vez enfrentar os inimigos das HQs, como Coringa (Cesar Romero), Pingüim (Burgess Meredith), Charada (Frank Gorshin e John Astin), Mulher-Gato (Julie Newmar, Lee Meriwether e Eartha Kitt), e ainda teria a participação esporádica da Batgirl/Barbara Gordon vivida por Yvone Craig e a presença constante do Comissário Gordon, desta vez interpretado por Neal Hamilton. Ah é... O que seria um Batman sem um Alfred? Alan Napier assumiu o posto de criado. Heróis corretos, vilões corretos, nada poderia dar errado, certo? ERRADO. A série era uma comédia!!! A dupla dinâmica enfrentava a todos com sorrisos e com onomatopéias ridículas (POW, BUM, PLAM!). O barrigudo e seu companheiro, que tinha frases magistrais como “Santos Corpúsculos Batman!...”, ficaram de janeiro de 1966 a março de 1969 no ar. Esta série iria marcar para sempre Adam West e futuramente prejudicar completamente duas mega-produções para o cinema, que erroneamente decidiram beber desta “fonte” de inspiração. Como curiosidade, vale ressaltar que neste seriado Batman e Robin chegaram a encontrar outra dupla de heróis: Besouro Verde e Kato. Em 1966, foi realizado com o elenco do seriado, o primeiro filme para o cinema intitulado “BATMAN - THE MOVIE”. O filme, em cores e com 105 minutos de duração, teve um generoso orçamento e brinquedos como a Bat-lancha, o Bat-cóptero e a Bat-moto, que mais tarde seriam reutilizados no seriado. O extraordinário tema para o filme era: Coringa, Pingüim, Mulher-Gato e Charada tentando roubar uma máquina capaz de desintegrar pessoas e assim dominar o mundo... AHHHHHHHHHHH!!! Em 1968, com o “enorme” sucesso da série, um desenho animado foi feito pela CBS-TV. Neste desenho com o título de “BATMAN - SUPERMAN HOUR”, produzido pela Filmation (a mesma produtora de He-Man, Tarzan, Flash Gordon), o Homem-Morcego dividia espaço com Superman. Mais tarde a dupla foi desmembrada após 17 episódios e cada um seguiu seu próprio rumo. Em 1972 o desenho não existia mais e Batman até se encontrava com Scooby-Doo, no desenho do cachorro falante. Triste não? Chega o maravilhoso ano de 1973 e com ele os “SUPERAMIGOS” (Superfriends), animação produzida pela Hanna-Barbera com Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman e outros diversos astros do Universo DC. Os episódios de uma hora de duração, mostravam alguns absurdos: desde Superman tirando e recolocando a Terra de sua órbita, até Batman, Mulher-Maravilha e Superman indo e voltando para outros planetas de outras galáxias em questões de minutos. Neste último caso, para viajar no espaço Batman descia do Bat-Jato e usava um tipo de capacete de vidro na cabeça para respirar...(sem falar também de questões como velocidade do jato, pressão, temperatura etc). Adam West emprestou sua voz também para Batman no desenho... Não poderia ter sido melhor... Em 1977, mais uma tentativa animada para Bruce Wayne. Foram produzidos 16 episódios, também pela Filmation para a CBS, de “NEW ADVENTURES OF BATMAN AND ROBIN”, antes do Cavaleiro das Trevas ter de dividir seu horário com a criação de Edgar Rice Burroughs e o programa passar a se chamar “BATMAN/TARZAN ADVENTURE HOUR”. Os anos entre 1966 e 1969 não foram suficientes para Adam West? Infelizmente não, ele voltava a usar a capa e a máscara riscada de giz em “LEGEND OF THE SUPER-HEROES” no ano de 1979. No filme, Batman e Robin juntavam forças a Gavião Negro, Flash, Capitão Marvel, Canário Negro, Lanterna Verde, Caçadora e o Homem-Aposentado (você não está lendo errado, é Homem-Aposentado mesmo) para enfrentar e deter Dr. Silvana, Charada e Solomon Grundy. Adam West e Burt Ward (o menino-prodígio de meia idade) retornavam aos papéis principais. Não satisfeitas com o "grande" projeto, a NBC-TV e a Hanna-Barbera, voltaram a insistir no mesmo erro em “LEGENDS OF SUPER-HEROES: THE ROAST”. Dez anos passam rápido, e com isso chegamos a 1989. A Warner prepara uma produção milionária, com atores de calibre para o mega-projeto chamado “BATMAN”, com direção de Tim Burton. O diretor havia se envolvido no projeto com seu roteiro de 1985 em que o Coringa matava os pais de Bruce Wayne e com isso, indo de encontro à origem de Batman. A escolha de Michael Keaton para o papel do Homem-Morcego revoltou os fãs em todo o mundo, mas a escolha de Jack Nicholson como Coringa acalmou os ânimos dos mesmos exaltados. O filme ainda contava com Kim Basinger vivendo Vicki Vale (a mesma personagem que surgiu na série Batman and Robin de 1949). Batman foi um sucesso. Um filme sombrio, violento, inteligente e com atuações impecáveis de Keaton e Nicholson. Com o sucesso do primeiro filme, a continuação não tardou a acontecer. Em 1992, Keaton retornava em “BATMAN RETURNS” (Batman, O Retorno). Mais uma vez nomes de enorme peso estiveram envolvidos na franquia: Danny De Vito como Pingüim e a belíssima Michelle Pfeiffer como Mulher-Gato (Mulher-Gato de verdade - não confundam com o novo filme protagonizado por Hale "Tempestade" Berry). Também dirigido por Tim Burton, o filme tornou-se mais um sucesso e a garantia de um terceiro filme. No mesmo ano, 1992, estreou o melhor desenho animado do Batman produzido até hoje: "BATMAN: THE ANIMATED SERIES” que depois se chamaria “THE ADVENTURES OF BATMAN AND ROBIN”. A série produzida pela Warner/Fox durou várias temporadas e arrecadou diversos prêmios. Em 1993 foi produzida “BATMAN - A MÁSCARA DO FANTASMA", animação inspirada no início da carreira de Batman como vingador mascarado, agradando em muito os fãs do Homem-Morcego. Toda essa série se deve a Tim Burton, cuja visão sombria e realista de Batman inspirou o desenho animado. Após inúmeras discussões e conversas, ficou decidido que Joel Schumacher iria dirigir o terceiro filme da Bat-Franquia. BATMAN FOREVER (Batman Eternamente). Tim Burton foi somente o produtor e conselheiro graças aos "gênios" da Warner. Foram escalados para o filme Val Kilmer (Batman/Wayne), Chris O’Donnell (Robin/Dick Grayson), Jim Carrey (Charada), Tommy Lee Jones (Duas-Caras) e Nicole Kidman (Chase Meridian, personagem depois incorporada ao Universo DC dos quadrinhos). Com este elenco de peso, nada poderia dar errado, até mesmo porque a franquia vinha de dois excelentes filmes. O terceiro filme do Homem-Morcego, que estreou em 1995, foi um sucesso, mesmo com a visão conturbada de Schumacher que havia se inspirado na série dos anos 60 para o filme. Com este sucesso, a Warner dispensou Burton, que não gostou do que Schumacher fez com o filme do Morcego. A Warner deu carta branca para Schumacher para um quarto filme da série. Então, em 1997, aconteceu o que todos temiam. Joel Schumacher, em um provável ataque de senilidade, trouxe “BATMAN AND ROBIN” (Batman e Robin) como se fossem os anos 60. Gotham City colorida, capangas de vilões idiotas e um humor nonsense que nem as crianças achariam engraçado. De cartões de créditos até a volta de Robin dizendo “Santo alguma coisa Batman”, este filme teve tudo de errado. George Clooney (Batman/Wayne) e Chris O’Donnell (Robin/Dick) encarnavam a dupla dinâmica, junto a Alicia Silverstone (Batgirl) para enfrentar Arnold Schwarzenegger (Sr. Frio), Uma Thurman (Hera Venenosa) e até mesmo Jeep Wesson (Bane). Assim como todos os filmes, os vilões roubaram a cena, mas mesmo assim, não houve como salvar algo deste desastre de bilheteria e crítica. Em 1998, foi lançada “BATMAN: VOLUME 2”, nova série decorrente de “Batman: The Animated Series”. Esta continuação se passa dois anos após os eventos contados no segundo longa animado intitulado “BATMAN: ABAIXO DE ZERO" (1997), protagonizado pelo Sr. Frio. A animação foi muito elogiada e teve até união com outro desenho, o do Superman, também da Warner. Evoluindo os personagens, a nova animação mostrava Dick Grayson mudando para a identidade de Asa Noturna e Tim Drake assumindo o manto de Robin. Também em 1998, um projeto no mínimo interessante. “BATMAN BEYOND” (Batman do Futuro) que retrata uma Gotham futurista. Na série, Terry McGinnis acaba se tornando o novo Batman sob a tutela de Bruce Wayne, agora um velho cansado e impossibilitado de continuar seu trabalho. Animação também muito bem produzida, mostrando alguns momentos que valem a pena, como quando Bruce Wayne, mesmo com as marcas da idade, luta e lembra-se de seus velhos inimigos. A série também rendeu um filme animado: “BATMAN: RETURN OF THE JOKER” (Batman: O Retorno do Coringa), com o retorno do Palhaço do Crime. Bob Kane, o eterno criador de Batman, faleceu na semana de estréia de Batman Beyond. Batman também é membro fixo da LIGA DA JUSTIÇA no desenho da equipe, série animada produzida pelos mesmos criadores de Batman Animated. O Homem-Morcego e também o Batman do Futuro ainda participaram, cada um de um episódio de SUPER CHOQUE (Static Shock). Batman também teve mais um longa-metragem lançado no ano passado: "BATMAN: MYSTERY OF THE BATWOMAN", mostrando o surgimento de uma nova Mulher-Morcego. O grande período sem filmes do Batman só foi interrompido no ano passado por "BATMAN: DEAD END", uma pequena produção exibida em uma convenção de quadrinhos, dirigida por Sandy Collora, que queria utilizar o curta-metragem como meio de publicidade para conseguir um trabalho em Hollywood. A produção, que tem pouco menos de 10 minutos de duração, mostra um Batman com o visual do herói inspirado no Ano Um de Frank Miller, em um ambiente e movimentos perfeitos para o personagem. O curta-metragem varreu o planeta e foi rapidamente considerado o melhor filme do Batman de todos os tempos, mesmo com o Predador e com os terríveis Aliens envolvidos. Espero que haja uma continuação dessa ótima iniciativa. Após quatro filmes, sendo o último um mega-fracasso, a Warner arquivou qualquer projeto de Batman por muito tempo, tentando revivê-lo várias vezes, até o ano de 2004, ano em que o próximo filme do Homem-Morcego começa a ser produzido. Com o título de BATMAN BEGINS, o filme promete voltar às origens sombrias e inteligentes em que o personagem se firmou. Com direção de Christopher Nolan e com Christian Bale no papel do Cavaleiro das Trevas, deverá ser um filme digno do Batman. Mas isso, só o tempo dirá. Fora isso, Batman irá ganhar uma nova série em animação chamada THE BATMAN, que apresentará o herói em início de carreira, no seu ano três. Uma promessa feita há dois anos também não sai da cabeça dos fãs: a possível participação do jovem Bruce Wayne em um episódio de SMALLVILLE, série que mostra o Superman adolescente. Agora, uma coisa precisa ser dita: não creio que exista um outro personagem de força o suficiente para agüentar o que o Batman agüentou. De séries ridículas até desenhos grotescos, de humor infantil até uma fama homossexual por alguns, ele superou tudo e ainda tem a mesma força de quando surgiu. BATMAN realmente merece o respeito que conquistou junto aos fãs. Longa vida ao Cavaleiro das Trevas!!!
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