MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
16/08/2004
MATÉRIA: X-MEN RELOAD
 
 
Weapon X
 
 
New X-Men: Academy X
 
 
Excalibur
 
 
District X
 
 
 
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:: O QUE É BOM E O QUE NÃO É ::
No começo deste milênio, as vendas dos X-Men estavam indo de mal a pior. Histórias ruins, personagens sem carisma, e não havia nenhuma luz no fim do túnel. Não? Foi aí que Joe Quesada assumiu como Editor-Chefe da Marvel. Uma de suas medidas foi chamar o polêmico Grant Morrison para a revista X-MEN (rebatizada então de NEW X-MEN) e lhe dar carta branca. Morrison revitalizou a franquia X, com Chuck Austen e Chris Claremont na sua cola. Só que havia um problema: ele criou quatro anos de história como uma saga fechada, e não haveria o que fazer depois disso. E foi aí que ele assinou um contrato de exclusividade com a DC. Depois de quatro anos de enorme sucesso, os editores X ficaram com a dúvida: O que fazer agora que Morrison saiu? O jeito é lançar uma nova fase X, assim como foi feita quando ele entrou. Nisso nasceu X-Men Reload. Com um nome bem original (coloque ED no final...), mudaram escritores e desenhistas de lugar, criaram novos títulos e voltaram a alguns conceitos abandonados por Morrison. O mais visível é, claro, dos uniformes coloridos, que na Era Morrison viraram roupas de couro pretas, mais de acordo com os tempos atuais. Outra é a ampliação do conceito do Instituto Xavier como escola para mutantes. Agora você confere o que ficou bom nesta fase RELOAD e o que não faz falta. Claro que isto é de acordo com o que se vê na primeira edição de cada título nesta nova fase. - WEAPON X, EMMA FROST, MYSTIQUE (atualmente publicadas aqui em Arma X) e EXILES (X-Men Extra) Praticamente não sofreram alterações, apenas nos desenhistas de WEAPON X e EXILES. Brian K. Vaughn, que escrevia a revista da Mística, cedeu a vez. AS JÁ CONHECIDAS: - X-MEN (publicada aqui em X-Men) Largando a palavra NEW da Era Morrison, foi assumida por Chuck Austen (o que alguns amam odiar e outros odeiam amar), com Salvador Larroca nos desenhos. Vai trabalhar uma equipe tradicional dos X-Men, com seus conflitos e problemas. Na primeira edição faz um apanhado de como ficou o Instituto, mas já continuando o trabalho realizado em UNCANNY X-MEN, chamado por alguns de “novelão mutante”. - UNCANNY X-MEN (publicada em X-Men) E o bom filho a casa retorna… pela segunda vez. Começando agora seu TERCEIRO ciclo no título (de 1974 a 1991 e de 2000 a 2001), Chris Claremont parece querer esquecer quase todas as 46 edições de X-Treme X-Men, e só deixou o que lhe interessava: a idéia dos X-Men agirem agora como uma “polícia mutante”, mais ou menos nos moldes de Bishop no futuro. Com isso, mostra o Instituto como base de operações desta facção de controle de mutantes malignos, já começando em uma ação contra terroristas no deserto. Tenho esperanças de que desta vez ele acerte, ainda mais com Alan Davis de volta ao lápis (e, sempre que pode, dando idéias). - ULTIMATE X-MEN (publicada em Marvel Millennium Homem-Aranha) Nem a versão “Século 21” dos mutantes passou completamente ilesa. Sem grandes mudanças na formação da equipe ou em seu propósito, Brian Michael Bendis (o Multi-Homem) cedeu a vez a Brian K. Vaughn, outro escritor em ascensão, enquanto David Finch dá lugar no lápis a Brandon Peterson. Bendis e Finch vão agora trabalhar na revista regular dos Vingadores. AS NOVAS: - DISTRICT X Uma revista dos mutantes pela Marvel Knights já não é tão comum de acontecer. Uma revista-solo do Bishop, sendo esta sua segunda tentativa. Mas a boa sacada da equipe de David Hine e David Yardin é não dar ênfase ao herói, mas sim ao policial Bishop, trabalhando em um distrito de NY onde a maioria dos moradores são mutantes. E o Bishop mal aparece na primeira edição... - EXCALIBUR Calma, calma. Não foi uma daquelas histórias “nossa, como éramos bons em equipe... vamos nos reunir”, mas o nome engana. Neste título não aparecem Noturno, Lince Negra, Meggan, Capitão Bretanha ou qualquer outro que fez parte da equipe Excalibur. A história aqui é sobre o Professor Xavier sozinho (ou quase), tentando reconstruir Genosha, em todos os sentidos. Escrita por Claremont, na primeira edição você não tem muita idéia do que pode acontecer. Afinal, só lembro de UMA história solo do Professor... e dentro da revista UNCANNY X-MEN. - NEW X-MEN: ACADEMY X Sabe a revista dos Novos Mutantes que ganhou uma edição de Marvel Apresenta pela Panini? Pois é, ela mudou de nome. Com um “Mutant Academy” lembrando o game e um “New X-Men” pra lembrar a Era Morrison, a equipe continua a mesma: Nunzio DeFilippis e Christina Weir nos roteiros e Randy Green (que, no Brasil, está na revista da Emma Frost) no lápis. O foco é quase o mesmo, mas agora com uma idéia mais ampla do Instituto, com seus “clãs”, o que lembra até aquela escola chamada Hogwarts. - ASTONISHING X-MEN Usar um mesmo nome com outro propósito para ser o ponto forte deste X-Men Reload. ASTONISHING X-MEN já existiu duas vezes: durante a Era do Apocalipse e, posteriormente, durante a Saga dos Doze. Mas desta vez é diferente. ASTONISHING é o “creme de la creme” do X-Men Reload, com Joss Whedon, o criador do universo Buffy, nos roteiros e John Cassaday, de PLANETARY, nos desenhos. Usando quase a mesma equipe que Morrison usava (não vou falar as diferenças por motivos óbvios), Whedon é um Morrison. Um Morrison mais leve, mais pop e que entende da confusa e complexa cronologia X. Ponto a favor. Os traços de Cassaday só acrescentam a este “blockbuster”. Assim como na época de Morrison com Frank Quitely, o leitor tem a impressão de estar lendo algo das editoras “cult” (Wildstorm, o selo Vertigo), mas no universo X. É muito bom, depois de tantos anos com histórias ralas e personagens profundos como uma piscina infantil. Com pontos altos e alguns pontos não tão bons, só resta esperar pra ver se valeu mesmo a pena reformular novamente a franquia. E os leitores brasileiros ficam aguardando tudo isso chegar aqui...
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