MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
24/08/2004
ENTREVISTA: GARTH ENNIS
Por: x
 
 
Preacher #66 - ainda inédita no Brasil
 
 
Justiceiro - agora na linha MAX
 
 
The Pro - a nova heroína de Ennis
 
 
Apenas um Peregrino
 
 
303 - Trabalho recente de Ennis pela Avatar
 
 
Estréia em outubro nos cinemas brasileiros
 
 
Thor: Vikings, da linha MAX
 
 
Garth Ennis
 


Autor de diversos trabalhos como Juiz Dredd, Preacher, Hellblazer, Apenas Um Peregrino, Darkness, Soldado Desconhecido, A Pro, Hitman, Etrigan, Às Inimigo, War Story – Histórias de Guerra, Thor: Vikings, entre muitos outros, é também o escritor regular da revista mensal do Justiceiro, cuja adaptação chega às telas brasileiras em outubro. Sim... estamos falando do “doente” GARTH ENNIS. O genial autor irlandês nos concedeu uma entrevista exclusiva onde fala um pouco de seus trabalhos, sobre a nova adaptação do Justiceiro para as telas, seu início nos quadrinhos e muito mais. Confira. HQM: OBRIGADO POR NOS CONCEDER ESTA ENTREVISTA. SABEMOS QUE SEU TEMPO É VALIOSO E QUE NÃO PODE SER GASTO À TOA COM QUALQUER COISA. ENNIS: Nem pensar. Sim, meu tempo é valioso, assim como o seu ou o de qualquer um. É que geralmente, nestas entrevistas, ficam querendo saber tudo, menos sobre meu trabalho. Então, fico já tendo cuidado antes de me aventurar neste tipo de coisa. HQM: QUEM DIRIA EM UM SITE BRASILEIRO ENTÃO? ENNIS: Não esperava realmente. Foi uma surpresa... uma ótima e agradável surpresa. HQM: COMEÇANDO ENTÃO. QUAL FOI A SUA INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER HQS? ENNIS: Sempre gostei muito de ler. Isso vinha da minha família, todos até hoje gostam muito. HQs foram o começo, passado, presente e futuro provavelmente. Sempre adorei a emoção que transmitem e a reação que passam. HQM: GRANDE PARTE DOS LEITORES AFIRMA QUE ATÉ HOJE O SEU MELHOR TRABALHO FOI PREACHER. O QUE VOCÊ ACHA DISSO? ENNIS: Ótimo. Quero dizer, só porque foi meu melhor trabalho até hoje para alguns, não quer dizer que estes mesmos amanhã não possam mudar de opinião. Sou novo, não tenho pressa. HQM: PREACHER TAMBÉM DEVE GANHAR SUA ADAPTAÇÃO PARA OS CINEMAS EM BREVE. O QUE SABE SOBRE O PROJETO? ENNIS: Não muito ainda. Sei um pouco dos boatos e elenco para o filme. Fiquei sabendo que Jason Mardsen fará o papel principal. Gosto dele e acho que foi uma boa pedida. HQM: GOSTARIA DE SE ENVOLVER NO PROJETO, ASSIM COMO SE ENVOLVEU EM JUSTICEIRO? ENNIS: Sim, lógico. Preacher foi um excelente trabalho e dependendo da competência e qualificação das pessoas envolvidas, poderá ser um excelente filme. Tudo depende das pessoas envolvidas. HQM: PELO TEOR ADULTO DE SEUS TEXTOS, ATÉ COM DETERMINADA VIOLÊNCIA, ALGUNS O CHAMAM DE “DOENTE”, “MALUCO” E OUTRAS DENOMINAÇÕES QUE VEMOS POR AI. GOSTA DESSA FAMA? ENNIS: Lógico, ora essa. Por que não gostaria? Leitores de HQs não são crianças. Alguns podem até se comportar como tal, mas não são. Não existe motivo para escrever HQs se não direcionadas a um público mais inteligente. HQM: ATUALMENTE VOCÊ ESCREVE, E MUITO BEM, O JUSTICEIRO PARA A MARVEL. FALE-NOS SOBRE ELE. ENNIS: Todos conhecem o Justiceiro. É um excelente personagem com uma simplicidade aterrorizante que poucos possuem. Pode se dizer que ele é um homem com um trabalho interminável. HQM: QUANDO VOCÊ PRIMEIRAMENTE SENTOU PARA DESCOBRIR ONDE ESTAVA O PERSONAGEM, O QUE PENSOU? ENNIS: Acho que a minha primeira reação, honestamente, foi de nojo. Indignação, mais nojo. Raiva e por fim um pouco mais de nojo. O que tinham feito com Castle era no mínimo gozação de bar... Ridículo. Perguntei se eu teria carta livre e a resposta da Marvel foi um sim claro e perfeito. Daí, numa daquelas típicas ações extremistas, escolhi apenas ignorar tudo o que tinha acontecido, falando que foi um enorme e longo pesadelo. HQM: A MUDANÇA PARA O SELO MAX DÁ MAIS LIBERDADE PARA ESCREVER O QUE LHE CONVIR? ENNIS: Com certeza. Na criação da linha MAX, a Marvel já tinha em mente levar o Justiceiro para lá, mas como era início de trabalho para todos, resolveram esperar. A decisão de levá-lo para a MAX foi da Marvel e minha. Não vou dizer que as histórias mudaram muito, porque nunca tive muito cuidado com o que escrevia em matéria de palavrões ou realismo. Sempre fui o mais realista possível, mas não ter censura alguma é sempre melhor. HQM: E QUANTO À SENSAÇÃO DE TER UM FILME DE UM HERÓI COMO O JUSTICEIRO, BASEADO EM UMA DE SUAS FASES À FRENTE DO PERSONAGEM? ENNIS: Única em qualquer sentido. Vi o filme faz pouco tempo e adorei cada minuto. Não inventaram nenhuma frescura para o personagem. Não inventaram vilões ridículos, luta do bem contra o mal... Nada disso. Apenas um homem em sua guerra particular com o crime e consigo mesmo. Espero que o público goste e que renda muitas continuações. HQM: DE TODAS AS EDITORAS QUE JÁ TRABALHOU, QUAL FOI A MELHOR? ENNIS: Não foram tantas assim. A Marvel é a melhor em ambiente de trabalho, não ficam impondo restrições absurdas para personagens que já estão com problemas. A DC, até por se tratar de personagens mais historicamente consagrados, símbolos, por falta de termo melhor, não permite nada de radical em seus personagens principais. HQM: POR ESSE MOTIVO A SUA PREFERÊNCIA PELA LINHA VERTIGO? ENNIS: Com certeza. Não estou dizendo que a DC seja ruim, mas é diferente. Se me deixassem fazer tudo que eu quero no Superman ou no Batman seria maravilhoso, mas não. Para mexer na cor ou no cabelo deles já é uma batalha épica. Tem que se ter paciência, coisa que não tenho quando se trata do meu trabalho. HQM: E THE PRO? PARA NÓS, É UM DE SEUS TRABALHOS NO MÍNIMO MAIS INTERESSANTE. NO QUE ESTAVA PENSANDO? ENNIS: Honestamente? Em mexer um pouco as coisas. Coloquei tudo o que existe de mais doente, sarcástico, nojento, enfim, de legal que eu tinha na cabeça e coloquei naquelas páginas. Peguei estereótipos de alguns heróis consagrados e os elevei à décima potência. O resultado foi aquele, uma heroína que faz uma chuva dourada na cara dos vilões. HQM: DESDE JÁ AGRADEÇO PELAS RESPOSTAS. PARA FINALIZAR, QUAIS SÃO OS SEUS PLANOS PARA O FUTURO? ENNIS: Ganhar mais alguns apelidos e continuar escrevendo, o que acho que deve ser em personagens que por si apenas são fantásticos buracos negros de emoções, muito realismo e de preferência, angústia. E de nada. Desculpe-me pela demora em responder e agradeço a oportunidade de me comunicar com fãs estrangeiros.
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