MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
01/02/2005
REVIEW - CINEMA: ELEKTRA
 
 
Elektra: nascida para matar
 
 
Jennifer Garner: bela e mortal
 
 
Os inimigos da ninja
 
 
Tattoo: tatuagens mortais
 
 
Mary Typhoid e Elektra: o beijo fatal
 
 
Elektra
 


Bela e mortal. Essa é Elektra, que protagoniza filme após ser adjuvante do filme do Demolidor. Estrelado pela belíssima Jennifer Garner, é para ser assistido sem pensar em nada. Se for pensar nos quadrinhos, de onde saiu a personagem, serão encontradas muitas incoerências... No filme, Stick (Terence Stamp, o Jor-El de SMALLVILLE ou se preferir, o General Zod dos filmes do Superman) traz a jovem de volta após sua morte. Aliás, o assassino dela, Mercenário, e o Demolidor nem são citados. Após isso, ela se torna uma assassina profissional que recebe a missão de eliminar duas pessoas... e resolve ir contra isso. É um homem e sua filha adolescente. Vamos dar um pause aqui. Elektra nunca teria uma ajudante mirim. Ela a mataria e pronto. Mataria a todos. Ela conheceu uma jovem, certa vez, e isso aconteceu no final de sua série no final dos anos 90. Essa série, desenhada pelo brasileiro Mike Deodato, termina com Elektra levando a jovem para ser treinada por Stick. Bom, voltando. Todo o filme marca uma transformação na personagem, uma transformação interior, que é mesclada com uma tortura mental de sua tenra e traumática infância, com a morte da mãe. A intenção foi boa, mostrando um "demônio" matando sua mãe, já que esta é a reação básica de defesa do subconsciente com um trauma desse porte, mas, do jeito como foi colocado, ficou perdido, fora do eixo, e, portanto, relativamente sem utilidade. O comportamento de Elektra não agrada EM NADA a organização criminosa Tentáculo, que é o "grande mal que combate o grande bem por séculos a fio" (o bem seria o Clã dos Virtuosos, do Stick). Nos quadrinhos, Elektra realmente deixou o clã de Stick e chegou a servir ao Tentáculo (coisa que nem passou pela cabeça de sua contraparte das películas), até ser contratada pelo Rei do Crime e acabar sendo morta pelo Mercenário. Daí ela voltou "pura" e depois passou a reincorporar seu lado assassino. Voltando ao filme, os vilões, liderados por Kirigi, são tantos e tão distintos que nem chamam a atenção de muitos para a real necessidade de duas cenas de luta. Eles são cinco: o já citado Kirigi, Mary Typhoid, Kinkou, Tattoo e Rocha (peraí... nos quadrinhos o Rocha não é do Clã do Stick?). A cena de luta na floresta, a primeira contra eles, envolvia Rocha (super forte), Kinkou (o capoeirista) e Mary Typhoid dando um beijo em Elektra. Já a cena à noite, na antiga casa dos Natchios, envolve Kirigi (cuja agilidade dá uma impressão de supervelocidade), Tattoo (cujas tatuagens de animais ganham vida) e a mesma Typhoid, que vai matando as plantas enquanto anda. Sacou o ponto? Força e capoeira são habilidades naturais, sem a necessidade de efeitos especiais exagerados, então nenhum tipo de ambiente os prejudicaria. O beijo de Typhoid, com poucos recursos visuais necessários, também não traz problema algum. Supervelocidade e tatuagens de lobos são poderes que pedem recursos complicadíssimos, altamente detalhados, e que podem ter falhas. Daí a necessidade de filmá-los em uma cena noturna. Em Hollywood, muitas cenas com lutas complicadas, envolvendo muitos efeitos visuais, dublês e coisas do tipo, são à noite. Em "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres", veja em que parte do dia se passou a maior parte da batalha pelo Abismo de Helm (Helm´s Deep). Outro ponto interessante é dos críticos falarem que Elektra ganhou superpoderes, como premonição e teletransporte... Santas adagas, Batman! Ela é rápida, sim, e está tão ligada ao ambiente em que se encontra que consegue sentir os próximos movimentos nele, mas em questões de segundos... Isso não é um superpoder, mas sim, uma habilidade ninja. Mas enfim... Como eu disse, Elektra é filme para se divertir e tentar desencanar dos detalhes que citei. Imagine uma nova cronologia para os filmes, e tudo fará sentido. O que importa é que Garner surpreende. Bela e (parafraseando a publicidade) mortal, melhorando ao repetir o papel de Elektra.
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