MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
25/02/2005
REVIEW - CINEMA: O JUSTICEIRO
 
 
The Punisher: O Justiceiro
 
 
Frank Castle em ação
 
 
Travolta como o mafioso Howard Saint
 
 
Castle encara o Russo
 
 
Rebecca Romijn-Stamos como Joan
 
 
Castle baleado e ferido
 


Antes de falar do filme O Justiceiro, vou falar do fator mais polêmico da produção. O motivo pelo qual ela não foi lançada nos cinemas brasileiros, tendo saído diretamente em vídeo e DVD. Um detalhe que causou ainda mais raiva nos fãs foi o fato de Mulher-Gato, horrível adaptação dos quadrinhos da DC Comics, ter tido chance no cinema e Justiceiro não. Tudo bem, o filme do Justiceiro é zilhares de vezes melhor do que Mulher-Gato, porém, se pergunte sinceramente: qual dos dois personagens é mais conhecido pelo público não leitor de quadrinhos? Pouquíssimos vão se lembrar do Justiceiro, mas qualquer pessoa conhece a Mulher-Gato. Junte isso ao fato da Columbia, na época em que Justiceiro deveria estar chegando aos cinemas, não ter faturado grande coisa com Hellboy e podemos deduzir que a empresa não quis se arriscar a levar prezuízo. Já sei, você deve estar pensando: “Mas John Travolta está no filme, isso não deveria bastar?”. Bom, o ator teve alguns filmes que não arrecadaram muito no Brasil e sua atuação em O Justiceiro não é das melhores, e do lado de Mulher-Gato, Halle Berry ainda colhia os bons frutos de ser uma ganhadora do Oscar e ainda fazer parte da franquia bem sucedida dos X-Men. É claro que produções muito piores e que todos sabiam que seriam fracassos chegaram aos cinemas, como a continuação de Anaconda por exemplo. Ainda acho que a decisão deveria ter sido justificada pela distribuidora, que além de tudo, fez a burrada de jogar dinheiro fora com divulgação para só depois desistir dos cinemas. Mas voltando ao filme... Sim, O Justiceiro é um bom filme. Peca talvez por retratar um Justiceiro com sentimentos demais após a perda da família, mas isso era quase inevitável com o uso dos coadjuvantes criados por Garth Ennis. Nos quadrinhos a pose de homem frio sempre existiu mas nos filmes isso é um pouco mais difícil. Ele continuou sendo frio, mas se aproximou mais de Joan e ainda há o fato de ter sido retratado como um alcoólatra, embora isso não ganhe muito destaque. Houveram algumas mudanças, principalmente na origem do anti-herói, mas nada que estrague a essência do personagem. Inclusive, a explicação para o uniforme foi muito melhor do que nos quadrinhos, onde isso nunca foi devidamente explicado. Não devo ser o único a achar que um uniforme, mesmo que em algumas ocasiões seja só uma camisa (como é no filme), não combina com o perfil de um homem que só quer punir os criminosos. No filme, a ligação emocional com o uniforme foi uma explicação perfeita. John Travolta está um tanto fraco no papel de Howard Saint, mas o resto do elenco compensa isso. Os vizinhos de Castle, o Russo, Mickey, todos estão ótimos e fiéis aos quadrinhos. Aliás, antes da estréia do filme, muito se comentava sobre as inspirações e nestes momentos eram sempre citadas a primeira fase de Ennis no personagem e a mini-série Justiceiro Ano Um, mas ao vermos o filme notamos que outro quadrinho que foi utilizado na produção foi o arco O Homem da Máfia (publicado por aqui em Grandes Heróis Marvel 1º Volume #49). O “recrutamento” de Mickey, o informante, é exatamente igual ao mostrado nas páginas da história. O Russo está fisicamente idêntico, mas a personalidade “abobada” foi deixada de lado. E tenho certeza de que muitos ficaram decepcionados com seu fim, que poderia ser outro momento de total fidelidade para nossa diversão. Rebecca Romijn-Stamos é um feliz problema. Não entendeu? É simples, a atriz é linda demais para convencer como a sofrida Joan. O filme tem uma história simples, mas mesmo assim apresenta um Justiceiro melhor do que o que vemos nos últimos anos nos quadrinhos. Garth Ennis capricha nos personagens bizarros e na carnificina das mortes, mas deixou de lado o perfil planejador do Justiceiro, algo que sempre teve destaque na época em que Castle era publicado nas páginas de Superaventuras Marvel ou até mesmo em sua revista própria de pouca duração e em preto e branco. No filme, além de matar os inimigos, ele planeja muito bem seus passos, conseguindo criar vantagens e eliminar alguns deles sem precisar entrar em confronto. Enfim, Justiceiro foi outro acerto da Marvel, como ficou provado pelo bom desempenho em vendas mesmo que não tenha sido bem sucedido nas telas norte-americanas. As boas vendas já garantiram uma continuação, que conforme o astro Thomas Jane, contará com o vilão Retalho. Será que com sorte veremos também o bom e velho Microchip?
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Thomas Jane no papel do Justiceiro
 
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