MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
25/07/2005
MATÉRIA: ASPEN COMICS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



A exemplo da Image Comics, que surgiu nos bastidores da Marvel, a Aspen MLT se emancipou e deixou a Top Cow para dar seguimento a seus próprios projetos e criar seu próprio universo. Michael Turner, junto com Peter Steigerwald e alguns outros artistas, deixaram as asas de Marc Silvestri e assumiram, além das funções artísticas, os cargos administrativos da nova editora.

Para alavancar a Aspen e ganhar espaço no mercado dos quadrinhos norte-americanos, Michael Turner, presidente da editora, usou de três artimanhas: a primeira, foi levar da Top Cow sua obra, Fathom, que com apenas quatorze edições na antiga casa, teve ótimo retorno e relativo sucesso.

A segunda foi espalhar pela DC mais de 80 capas com sua arte, dentre essas, 7 para o sucesso de vendas Identity Crisis (Crise de Identidade). Ele também integrou a equipe criativa de Superman/Batman, a revista número um de vendas da DC, com Jeph Loeb no roteiro, para trazer de volta a Supergirl Kara Zor-El.

Por último, de forma mais direta, a Aspen Comics recebeu contribuições de peso: Geoff Johns, o homem por trás da revolução na DC, foi o responsável pela mini-série Aspen, em três edições, que introduz o universo da editora, com arte do próprio Turner.

Talent Caldwell (Superman: Godfall, Spetacular Spider-man) inaugurou a volta da franquia Fathom na mini-série Fathom: Dawn of War. Os convidados não pararam por aí: Jeph Loeb repetiu a parceria com Turner nas três primeiras edições de Soulfire.

Jim Lee (Batman: Hush), J. Scott Campbell (Danger Girl, Wildsiderz) e Jae Lee (Hulk/The Thing, Marvel: Nemesis) contribuíram com capas variantes para alguns dos títulos da editora. Por último, Ale Garza (Titans/Young Justice: Graduation Day) ilustrou a edição Fathom: Prelude.

Personagens consagrados, títulos inéditos e artistas famosos. Ainda assim, a editora usa de sua condição independente para revelar novos talentos, tanto nos desenhos (Koi Turnbull) quanto no roteiro (J. T. Krull). Com todos esses elementos a favor, o mercado se abriu para a editora, e Turner & cia. não se contiveram. Edições de “preview”, edições “beginnings”, “#0” e sketchbooks lotaram as prateleiras das comic shops.

A Aspen também invadiu Cons (convenções), sempre com capas variantes exclusivas, chamando a atenção mesmo com Identity Crisis e Avengers Disassemble no foco. Isso porque Turner se preocupou em deixar sua marca nesses grandes eventos também com outras editoras (na DC no caso).

Hoje, depois de um ano e meio da estréia no mercado norte-americano de quadrinhos, a Aspen Comics conta com seu carro chefe, Soulfire, entre os 100 mais vendidos da distribuidora Diamond. Poderia ser um ranking mais alto, mas o título se encontra apenas na quarta edição e a periodicidade é comprometida pelos graves problemas de saúde de Turner.

O detalhe é que Soulfire não nasceu para ser o titulo principal da editora, e sim Fathom (daí saiu o nome da editora: Aspen é a protagonista da série). Junho marcou a volta da série mensal em seu segundo volume, prometendo aumentar o volume de vendas da editora.

Se a Aspen Comics vai ser bem sucedida ninguém pode dizer, mas a editora começou com o pé direito e Turner parece ter aprendido bem em sua antiga casa, a Top Cow, com seu antigo chefe, Marc Silvestri, que organização e estabilidade são a chave pra manter uma editora rodando e crescendo.

Cada vez mais, profissionais com talento para o lápis e papel se destacam quando o assunto é administração, vide Quesada, Silvestri e agora Turner.

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