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01/12/2005
COLUNA - AS RENEGADAS: AS HQS INÉDITAS NO BRASIL
 
 
Wildsiderz
 
 
All-Star Batman & Robin The Boy Wonder
 
 
 
 
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Global Frequency
 
 
 
 
 
 



As Renegadas é a coluna do HQ Maniacs onde Artur Billy Batson mostra aos leitores quadrinhos que ainda estão inéditos no Brasil.


Wildsiderz
Herança direta dos anos 90, Wildsiderz é a nova revista da Wildstorm. Calma, calma, os anos 90 foram péssimos para os quadrinhos, mas a série é fantástica.

J. Scott Campbell, de Danger Girl, conta a história de cinco adolescentes de uma escola americana normal, com o nome de Rolling Rock, que alcançam uma tecnologia digital capaz de criar exoesqueletos com habilidades de animais.

Quando eu digo escola normal, Campbell afirma isso mostrando como os adolescentes americanos são classificados: nerds, góticos, patricinhas, esportistas e os alheios a tudo isso, como Styler, o criador da tecnologia. E há, é claro, o cientista do mal.

Os desenhos de Campbell e as cores de Edgar Delgado completam a história, transformando-a em única. É... a Era Image ainda traz boas lembranças.


All-Star Batman & Robin The Boy Wonder
Na edição passada da coluna, eu falei de Justice, um lançamento que a Panini com certeza irá publicar no Brasil. Nesta coluna, eu quero mais uma vez mostrar meu descontentamento com outro título da DC.

All-Star Batman & Robin The Boy Wonder também vai ser lançado por aqui, por dois motivos: Frank Miller e Jim Lee. Mas falar do Frank Miller em Batman não tira mais suspiros de ninguém, principalmente de mim. Não desde o segundo Cavaleiro das Trevas, que eu, sim, gostei. Do Jim Lee então, nem se fale. Joguei um ano de dinheiro fora lendo Silêncio. Pra falar a verdade, comprei Batman nessa época por causa de Batgirl Year One.

A premissa da linha All-Star é contar boas histórias dos personagens escolhidos, e a dupla em questão decidiu recontar a origem do primeiro Robin, Dick Grayson. A primeira edição não me deixou descontente, é uma história ruim, com desenhos ruins, mas pelo menos, bem caracterizada.

Já a segunda edição, meu coração quase parou. O morcegão não ajuda o pequeno garoto de doze anos que acabou de perder os pais. Ele prefere botar pânico em Dick, dirigindo o Batmóvel como um maníaco, gritando como um psicopata, destruindo carros da polícia de Gotham.

Eu até entendo a intenção de Miller, mas não colou. O moleque enlouqueceria. Aqui não. Ele aceita o “dever” de ajudar Batman. Prefiro contar nos dedos os dias para ler All-Star Superman, com a fantástica (de verdade) dupla Grant Morrison e Frank Quitely, que vão até retornar com Solaris, o Sol Artificial criado para DC Um Milhão.


Toe Tags
A DC no ano passado pediu para George A. Romero fazer uma história para uma mini-série em seis edições. A temática foi, é claro, zumbis. O mestre do terror após quatro filmes de zumbis mostra que ainda tem o que contar.

A história é a mesma. Um mundo infestado de zumbis burros que precisam se alimentar e alguns humanos fugindo para não se tornarem a caça. Uma garota, que procura seu namorado, o encontra, mas ele morreu e se tornou vítima de uma experiência, que o ressuscitou. Há também uma intriga corporativa, para a aquisição do soro que transformou Damien em meio zumbi. 

Os desenhos de Tommy Castillo se parecem muito com os de Glen Fabry e funcionam muito bem na série. Revista bem legal, completamente diferente do maior sucesso de revistas de zumbi atualmente, The Walking Dead, de Robert Kirkman.


Global Frequency – por Vinícius Schiavini
O que? As Renegadas? Ah sim, a coluna do nosso amigo Artur. Bom, fui convidado por ele pra falar de uma maxi-série muito boa que até foi publicada no Brasil (contrariando a idéia principal desta coluna), mas somente uma parte e de forma nada divulgada.

Freqüência Global (Global Frequency no original) teve 12 edições lançadas lá fora, todas escritas pelo genial Warren Ellis (Planetary, Authority) e cada uma desenhada por um desenhista diferente. Cada edição contém uma história fechada e, ao final das doze, você tem total noção do universo onde FG (pra encurtar) se passa.

A Freqüência Global é uma organização mundial totalmente secreta e sem ligações governamentais, controlada por uma mulher misteriosa chamada Miranda Zero e que conta com mil e um agentes (esse número é repetido inúmeras vezes durante as edições).

Como fazer parte da Freqüência? Dependendo da necessidade, o agente mais adequado é indicado pelos sistemas controlados por Aleph, uma hacker que passa os dias nos controles operacionais. Localizando o agente, este é contatado e imediatamente começa sua missão. Quando a pessoa não trabalha (ainda) para a Freqüência Global, passa a trabalhar quando Aleph a contata.

A frase é sempre a mesma: “(o nome aqui), você está na Freqüência Global”. Após isso, o que se segue é muita ação com ficção científica, teses malucas envolvendo ciências e tramas gigantescas. Tudo, claro, criado pela doentia mente de Warren Ellis.

É uma pena que esta série tenha saído somente pela metade no Brasil, e está na hora de alguém acordar e lançar ela como um todo, já que as outras obras de Ellis na Wildstorm, as já citadas Planetary e Authority, já estão recebendo o devido tratamento em terras brazucas.



Quero agradecer ao Schias por ter participado dessa edição e aproveitar para fazer uma proposta. Quem estiver interessado em colaborar, ter um pequeno espaço nessa coluna, mande um email para billybatson@hqmaniacs.com . Envie seu texto e torça para que seja publicado ou indique o seu título preferido.

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