MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
16/12/2005
COLUNA - AS RENEGADAS: AS HQS INÉDITAS NO BRASIL
 
 
Toxin
 
 
Spider-Man: Breakout
 
 
Desolation Jones
 
 
Arte interna de Desolation Jones #1
 
 
It´s a Bird
 
 
Space Ghost
 
 
Arte interna de Space Ghost
 
 
 



As Renegadas
é a coluna do HQ Maniacs onde Artur Billy Batson mostra aos leitores quadrinhos que ainda estão inéditos no Brasil.


Toxin
e Breakout
Duas mini-séries que saíram pela Marvel no começo do ano, Toxin e Breakout exploram o Homem-Aranha, ou quase isso.

Toxin conta a história de Pat Mulligan, ou algo do tipo, confesso que não lembro. Ele é o hospedeiro do bebezinho lindo do Carnificina com o Venom, esse casal (na verdade, quase isso), tão adorável. É uma continuação direta da mini-série Venom vs. Carnificina, que a Panini publicou no Brasil. Pelo menos os desenhos eram bons. Toxin tem textos de Peter Milligan (o alter ego de Toxin?) e arte de Darick Robertson (Wolverine, Transmetropolitan).

Spider-Man: Breakout é uma historinha despretensiosa sobre o que acontece nos dias seguintes a fuga em massa da prisão da Ilha Ryker, no começo de New Avengers. E ninguém melhor pra cuidar da baderna do que o Amigão da Vizinhança. Os desenhos desse pega-pega em quadrinhos são péssimos, não vale o preço da capa. O roteiro é de Tony Bedard, desenhos de Manuel Garcia e capas do brazuca Mike Deodato.

Acho que não havia desejado isso para nenhuma revista até agora, mas espero que as duas continuem Renegadas nesse país.


Desolation Jones
Nos anos 90 foi a Vertigo, mas desde o começo do novo milênio não há dúvida: a Wildstorm é o selo mais produtivo de uma empresa de quadrinhos. Foi nele que surgiram Authority, Planetary, Freqüência Global, Wildcats 3.0, entre outros.

Seguindo esse caminho, a Wildstorm lançou no meio do ano sua mais nova aposta nos quadrinhos conceituais: Desolation Jones, de Warren Ellis e J. H. Williams III, o desenhista do prólogo de Seven Soldiers.

Mr. Jones é um ex-agente britânico com diversos problemas comportamentais. Ele é um assassino inescrupuloso, beberrão, com distúrbios psicológicos. Foi expulso do MI6 devido a esses motivos, mas lhe foi dada uma opção, integrar o programa Desolation.

Agora ele é um detetive particular em L.A, e os detalhes do seu passado aos poucos vão sendo revelados. Ele é o único indivíduo do programa que passa por tortura em seus testes. Dorme menos de uma hora por dia, e precisa (ou gosta de, não se sabe) fazer uso da canabis para acalmar a dor.

Contratado por um velho que foi coronel durante a Segunda Guerra Mundial, Jones tem que encontrar um artigo roubado: um filme pornô caseiro feito por Adolf Hitler.

A narrativa possui construção lenta da história e os diálogos são extremamente britânicos, assim como o agente. J. H. Williams faz nesse trabalho desenhos mais comportados que o usual, com menos experimentalismos nos layouts das páginas. A colorização de Jose Villarubia dá um toque especial à série, que tem tudo para ser o grande sucesso do ano.


It´s a Bird
“É um pássaro?”, “É um avião?”, “Não, é o Superman”. Toda criança, e mesmo os adultos, já ouviram esse bordão, um dos mais famosos do mundo. Pois bem, o que acontece quando um autor de quadrinhos tem aversão ao personagem, que detêm o terceiro ícone mais conhecido do mundo, e recebe a oferta de escrevê-lo?

Steven T. Seagle é o personagem principal dessa brincadeira paranóica, com desenhos do fantástico Teddy Kristiansen, que está para ganhar sua edição de Solo. It´s a Bird saiu pela Vertigo em 2004, e mostra o criador revendo sua vida de forma nostálgica, quase que culpando o Superman por seus problemas. Todos os pontos principais do personagem são revistos e reinterpretados por Seagle, como a invulnerabilidade e a kryptonita. O escritor brinca até com as cores do uniforme do kryptoniano, dando a elas uma característica filosófica.

A narrativa é em primeira pessoa, e os desenhos são impressionantes. Há uma noção de estática para os “figurantes” da história, desenhados todos meio borrados e de forma igual. Assim, o movimento e a ação se passam principalmente na cabeça de Seagle, que usa esse espaço para suas reflexões.

O autor, mais conhecido por seu trabalho em revistas com temáticas diferenciadas, garante o sucesso da publicação e o conjunto história-imagem é perfeito. Lamento o Brasil ter tão pouco investimento em quadrinhos inteligentes.


Space Ghost
Não sei se foi no final de 2004 ou no começo desse ano que a DC resolveu contar a origem de um personagem antológico. Space Ghost surgiu pela Hanna-Barbera em 1966 e seu desenho animado teve só duas temporadas, mas vive no imaginativo das pessoas desde então.

Não há muito a se dizer sobre o personagem: um herói interplanetário que pode ficar invisível. Seu maior vilão é Zorak, um grilo gigante. Durante alguns anos ele chegou a ganhar um talk-show pelo canal pago Cartoon Network intitulado Space Ghost Coast-to-Coast.

Investindo nesse sucesso, Joe Kelly, que já escreveu Liga da Justiça, fez uma mini-série em seis edições contando como o policial Thadeus Bach se transformou no herói mascarado.

Lembra muito um certo Homem-Morcego: Thadeus perde a família, descobre que a companhia para que trabalhava era desonesta e depois de se isolar em um planeta distante por algum tempo, assume o manto de Space Ghost procurando vingança. Ele até salva duas crianças da morte, que viriam a se tornar seus pupilos. A arte fica por conta de Ariel Olivetti com as belas capas de Alex Ross.

Vale uma edição nacional, mais pela nostalgia e pela diversão do que por ser algo revolucionário.

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