MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
29/05/2006
ESPECIAL: CIVIL WAR - MARVEL EM PÉ DE GUERRA
 
 
Amazing Spider-Man #535
 
 
Cable/Deadpool #30
 
 
Civil War Front Line #5
 
 
Civil War X-Men #1
 
 
Fantastic Four #540
 
 
 
 
 
 


Atenção: essa opinião contém spoilers.

Dias atrás, discorri intensamente sobre tudo que vem acontecendo título a título na DC. Mas, desde que esse espaço semanal voltou a ativa há duas semanas, eu venho dando rápidas pinceladas no mega-evento desse ano na Marvel: a Guerra Civil. Hoje vou falar um pouco sobre a expectativa que tenho por cada título interligado na Guerra Civil e pelo que já foi lançado.

Mesmo falando só dos principais, realmente ligados ao evento, quase todas as revistas da Marvel sofrerão mudanças durante a saga. Vou aqui me ater apenas aos títulos indicados no checklist da editora.

O prólogo de Civil War abrangeu dois títulos mais um especial. Amazing Spider-Man em um arco de três partes que não foi bom, mas mostrou que o Homem-Aranha vai ser fundamental na saga, que promete explorar muito bem os pontos fracos de Peter. Fantastic Four também apresentou um arco, mas em duas edições, que não teve ligação a primeira vista ao evento, mas que trouxe de volta o Dr. Destino e o martelo de Thor. O martelo terá importância na série, mas pelo que parece, Destino só aproveitou a carona.

New Avengers: Illuminati explorou um pouco mais o conceito da sociedade secreta que os líderes das principais equipes da Marvel participam. A história é principalmente um retrospecto, mostrando como cada um deles, Tony Stark, Professor Xavier, Raio Negro, Doutor Estranho, Reed Richards e Namor, se posicionaram a cada mega evento, como a Guerra Kree-Srkull. As relações vão se deteriorando com o tempo, culminando em um racha total quando alguns decidem enviar o Hulk para o espaço e outros não.

Agora, vamos a uma pausa. Você sabe o que é a Guerra Civil? Sabe? Não? Vou explicar. Voltemos para Planeta X, o penúltimo arco de Grant Morrison nos X-Men. Nele, Magneto destrói toda a cidade de Nova Iorque. Com isso, os mutantes passam mais uma vez a serem vistos com maus olhos diante da sociedade. Em meio a isso, vemos Thor tentando tomar conta do reino de Midgard, a Terra, ameaçando a “paz” mundial tentando implantar uma utopia no planeta, não aceita pelos governantes. Algum tempo depois, temos A Queda dos Vingadores, quando em um surto psicológico, Wanda Maximoff destrói a equipe e causa pânico geral.

Com os Vingadores desmantelados, Capitão América e o Homem de Ferro formam uma nova equipe, má vista pela SHIELD, por ter em suas fileiras a espiã dupla Jessica Drew, a Mulher-Aranha. A equipe logo sofre problemas quando Pietro Maximoff seqüestra sua irmã e a obriga a alterar toda a realidade, criando a Dinastia M, um mundo onde todos os desejos de todas as pessoas foram realizados, sendo que o de Magneto era ser o “rei” do mundo, um mundo fundamentalmente mutante.

Pietro é derrotado pela própria irmã, que acaba com 90% da população mutante no mundo em uma tentativa de acabar com as diferenças entre a raça e os humanos. Mais uma se agrava o modo como os mutantes são mau vistos pela sociedade, e quando os Vingadores decidem vir a público, uma grande ameaça destrói tudo por onde passa.

O governo americano começa então a discutir um ato de registro, na tentativa de colocar todos os heróis a seu serviço. Tudo não passa de discussão, até que temos um ponto chave do início da saga com a equipe menos esperada da editora, Novos Guerreiros, formada entre outros por Speedball e Namorita. A equipe participa de um reality show que exibe as aventuras do grupo caçando os vilões fugidos da Ilha Ryker no começo de Novos Vingadores.

É aqui que a Guerra Civil começa. Enquanto Tony Stark discute com o governo o registro dos heróis, repercutindo ainda mais a situação, a equipe é assassinada por alguns vilões, em um ato que também destrói metade de uma cidade. Os heróis agora são vistos como ameaças, mas se dividem entre aceitar o ato de registro ou não.

Voltando à programação normal. Com Civil War explicada, vamos falar um pouco de cada título interligado à minissérie, assim como a própria revista em si. Civil War terá sete edições, assim como a Crise Infinita. A revista, pela qualidade dos textos e desenhos, parece ter sido feita com mais calma do que o mega evento concorrente. Mark Millar apresenta consistentemente na primeira edição alguns pontos e ideologias de alguns envolvidos, enquanto os desenhos de Steve McNiven fazem o leitor não tirar os olhos da revista. A Marvel tem mostrado melhor qualidade, pelo menos gráfica, em suas sagas.

Civil War: Frontline, em dez edições quinzenais, escrita pelo mediano Paul Jenkins, tem uma abordagem interessante da saga. Nela, Ben Urich e Sally Floyd,  a jornalista surgida em Generation M, contam histórias das batalhas entre os heróis.

Na principal revista do Homem-Aranha, Amazing Spider-Man, devemos ver como o aracnídeo vai encarar o fato de ter que proteger sua identidade e ao mesmo tempo mostrar consideração a Tony Stark, já que agora é seu queridinho. Stark o manipulou para ficar a seu lado, mas criou um drama em Peter. O título não é mais tão bom desde o fim da fase Romita Jr., mas se for bem conduzido pode criar boas histórias.

O Pantera Negra e a Mulher-Hulk terão apenas uma edição ligada à Guerra Civil. Sobre o rei de Wakanda, a edição deve explorar algum tipo de dilema entre ele e sua esposa Tempestade. A Mulher-Hulk, escrita pelo ótimo Dan Slott, deve usar Jennifer principalmente no ponto legal da história. Slott é muito bom escritor, então essa é uma das revistas da saga que eu acredito realmente que vai ser boa.

Cable/Deadpool vai trazer a dupla mais inusitada de heróis dividida, um querendo a legalização e o outro não. O escritor da revista já disse que nunca vai fazer nada sério dentro do título, fundamentalmente de comédia, mas algumas boas situações podem surgir.

Não sou fã do Capitão América, mas ele é ponto chave na saga. Mesmo assim, a revista é perigosa de ser usada, mas passa por uma boa fase, feita por Ed Brubaker. Confio mais pelo escritor do que pelas decisões editoriais.

A primeira das minisséries que surge dentro da saga é Runaways/Young Avengers. Os dois títulos separados são ótimos, e a combinação parece boa a primeira vista. Pelo que entendi, as duas equipes vão ficar de lados opostos, provavelmente os Fugitivos do lado da lei e os Jovens Vingadores ao lado do Capitão América, seu maior mentor.

Os X-Men também terão minissérie própria para não afetar o decorrer das séries mensais, e se não mostrar um grupo dividido, vai mostrar um grupo oprimido pela população. Tenho medo dessa série.

O Clarim Diário vai ganhar uma edição especial durante o evento, talvez em formato de um jornal dando uma cobertura especial e completamente imparcial dos fatos. Parece interessante.

O Quarteto Fantástico passa por uma ótima fase, e um racha na família é certo. É um dos títulos que também tenho extrema curiosidade de acompanhar. Por outro lado, saber da volta dos Heróis de Aluguel me assusta, ainda mais com uma equipe com a Gata Negra e o Mestre do Kung Fu. Justin Gray e Jimmy Palmiotti são ótimos escritores, mas é uma revista que eu enxergo como fracasso.

O contraponto do Capitão América na série é o Homem de Ferro, que também terá um arco relacionado diretamente com a Guerra Civil. Tenho problemas com o personagem também, e pouco vejo nessa revista.

Os textos de Ms. Marvel não me agradaram até agora, mas a volta de Carol Danvers para o Universo Marvel pode ser importante. Esse é um dos títulos que é esperar pra ver. Os Novos Vingadores terão edições especiais, cada uma desenhada por um artista diferente mostrando um personagem do grupo por edição, com as reações de cada um em relação ao problema. Por si só a premissa é interessante, mas a revista até agora foi muito mal.

O Justiceiro, que foi usado recentemente de forma magnífica na revista do Demolidor, ganha seu próprio Diário de Guerra em uma nova série mensal, que deve começar com o personagem na cadeia. É a chance de redenção da Marvel com os leitores pelas histórias repetitivas de Garth Ennis.

Os Thunderbolts, assim como Wolverine, são duas revistas que me dizem pouco no andamento da saga. A primeira, por melhor que esteja, deve ter uma participação para não ficar apagada. Wolverine, que já será usado na minissérie, em X-Men e em Novos Vingadores, fica repetitivo aparecendo em tantos títulos, mas a Marvel sabe da popularidade do personagem e usa disso.

Por fim, X-Factor. A série é a minha favorita na Marvel desde que começou. Favorita não, divide o pódio com Demolidor. Peter David escreve tudo que sabe no título, diferente de Friendly Neighborhood Spider-Man. O escritor está acostumado com a equipe, e ainda está se reacostumando com o aracnídeo. X-Factor vale ser lido na Guerra Civil pela comédia, pelo drama, pelo mistério, e principalmente por Layla Miller, a Borboleta, personagem mais intrigante da Marvel dos últimos tempos.

A Guerra Civil está aí, eu já escolhi meu lado, e você, de que lado vai ficar?

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Wolverine #42
X-Factor #9
 
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