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22/06/2006
COLUNA - FALA ANIMAL!: O FIM DA LIGA DA JUSTIÇA
 
 
 
 
 
 
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“Até mesmo as coisas boas chegam ao fim”.

Essa frase, normalmente usada por todos para consolar alguém, foi novamente usada recentemente, desta vez para se referir ao seriado animado Liga da Justiça Sem Limites, que chegou ao fim com a aventura dupla apresentada nos episódios Alive! e Destroyer, numa batalha que uniu a Liga e a Sociedade comandada por Luthor contra Darkseid.

Tendo início em 2001, quando era chamada somente de Liga da Justiça, a série logo fascinou a todos, leitores de quadrinhos ou fãs de animação, com suas histórias bem conduzidas, bem como a animação e o respeito quase sempre presente com que retratou os mais diversos personagens apresentados. O sucesso foi alcançado devido a diversos motivos, mas a união entre roteiristas e diretores de animação já consagrados com outras adaptações da DC e outros trabalhos com animação (Paul Dini, Bruce Timm, Dwayne McDuffie, Joaquim Dos Santos, Dan Riba e outros) e profissionais dos quadrinhos (Geoff Johns, J.M. DeMatteis, Darwyn Cooke, Gail Simone, Warren Ellis) foi um dos maiores acertos.

Durante o período em que foi ao ar, o desenho apresentava uma LJA muito melhor do que a que vinha sendo publicada nos quadrinhos, que tinha histórias sofríveis conduzidas em sua maioria por Joe Kelly e até mesmo pelo medonho Chuck Austen. A série apresentou histórias e lutas memoráveis, homenageando histórias como O Homem Que Tinha Tudo de Alan Moore, Lendas e a mega-saga Crise nas Infinitas Terras, bem como lendas dos quadrinhos do nível de Jack Kirby, Joe Kubert e Jim Steranko.

Já no início da série, vimos várias participações especiais como Aquaman, Etrigan, Metamorfo, Tropa dos Lanternas Verdes e Static; e vilões clássicos como Mongul, Félix Fausto, Gorila Grodd, Kanjar Ro, Vandal Savage e Brainiac. A série conseguiu até mesmo trazer personagens não tão conhecidos do grande público, mantendo o bom nível dos episódios, seja com o Pistoleiro ou com os Caçadores Cósmicos.

A coisa só melhorou com a mudança, na terceira temporada, para Liga da Justiça Sem Limites, expandindo de maneira grandiosa o leque de personagens, tanto heróis quanto vilões. Quando a notícia foi divulgada, os produtores disseram que a medida foi tomada para aumentar as possibilidades e o interesse no desenho, e que também se acabariam os episódios divididos em várias partes. Isso assustou a muitos, afinal é óbvio pensar que tantos personagens juntos seriam difíceis de se explorar em episódios curtos. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário: a série ficou ainda melhor e no final das contas, em vez de episódios divididos em duas ou três partes, a série começou a apresentar arcos de um ano inteiro, claro que com alguns episódios isolados no meio do caminho.

Com isso, Lex Luthor se tornou um dos personagens principais da série, por vezes roubando a cena dos heróis. Tanto que é ele quem derrota Darkseid no episódio final, depois de atravessar a Muralha da Fonte. Mas não foi só Luthor quem roubou a cena - outros personagens também o fizeram. Um dos destaques é o Questão, mais perturbado do que nunca, extrapolando com suas teorias de conspiração. Merecem ser citados também o Guerreiro e o Desafiador, mesmo que tenham aparecido somente em um episódio cada um.

O que ninguém entende é como a série encontrou um final tão abrupto. O sucesso continuava, as aventuras também se mantinham cada vez melhores e mesmo assim o programa foi cancelado. E pior, com ele se acabou um verdadeiro universo animado da DC, que se iniciou com Batman e seguiu em Superman e Batman do Futuro, culminando na Liga da Justiça. Todo o estilo e toda a interligação entre eles se perdeu com a nova safra de animações mais infantis, iniciada com Jovens Titãs e mais tarde continuada em O Batman e Krypto, o Supercão.

E talvez seja esse novo rumo das animações DC o culpado pelo fim da Liga animada. Afinal, mesmo tendo sucesso, Liga da Justiça Sem Limites estava se tornando a exceção, destoando dos demais desenhos, principalmente com a confirmação do novo desenho da Legião dos Super-Heróis no mesmo estilo mais infantil das séries mais recentes. Uma pena que não optaram por seguir o estilo da participação da equipe futurista no próprio desenho da Liga.

Pior é quando lemos comentários dos produtores, afirmando que tinham planos para episódios com Besouro Azul e Nuclear, além de outros, aprofundando-se mais em personagens como o Vingador Escarlate e Cavaleiro Andante, por exemplo.

Mesmo com o fim do programa, podemos sempre lembrar grandes momentos como o Flash usando e abusando da Força de Aceleração para derrotar a fusão de Luthor e Brainiac, a verdadeira origem do Batman do Futuro, a perseguição ao vilão Chronos em diversas eras, o flashback contando a origem do Príncipe Viking, a nave de Brainiac, o encontro com o Grêmio da Justiça (uma homenagem aos encontros clássicos com a SJA), as versões dos personagens de Superamigos, e tantas outros.

Agora é esperar para que os boxes contendo as temporadas completas cheguem ao Brasil e torcer para que a idéia de uma animação Brave & Bold (título que apresentava, e voltará a apresentar em sua nova encarnação, encontros entre os heróis DC) vingue. E quem sabe, um dia não podemos ter também um longa metragem da Liga? Sonhar nunca é demais...

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