MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
01/09/2006
COLUNA - EDITORIAL DE J.J.JAMERSON: PANINI COMICS - 5 ANOS NO BRASIL
 
 
Almanaque Marvel #1, da RGE
 
 
Capitão América #1, pela Editora Abril
 
 
Marvel Force: concorrência direta com a Abril
 
 
Grandes Heróis Marvel Premium: uma nova era
 
 
Linha Planeta DC: o princípio do fim
 
 
Almanaque Marvel, da Pandora Books: fim prematuro
 
 
DC Millennium: outra grande perda
 
 
Quarteto e Capitão Marvel em formato econômico
 



A Panini Comics completará em breve cinco anos no mercado de quadrinhos do Brasil. A editora é responsável pela licença dos quadrinhos da Marvel Comics no mundo, e publica a DC Comics em alguns países. No Brasil, de modo a conter despesas, trabalha em parceria com a Mythos Editora.

A Panini assumiu a publicação da Marvel após um longo período nas mãos da Editora Abril. Salvo erro, antes da Abril, os personagens Marvel estiveram nas mãos da Ebal (a estréia), GEP (poucos e raros números), Bloch Editores (uma série para cada personagem) e RGE, fora outras editoras com menor destaque, seja pela pequena quantidade de títulos ou a curta duração. A Editora Abril publicou a Marvel Comics em “parceria” com a RGE entre 1979/1983. A parceria era em termos. A Abril ficou com uma série de personagens “de segunda”, alguns herdados do período da Bloch como Punho de Ferro, Mestre do Kung Fu, Homem de Ferro, Capitão América, Surfista Prateado, Motoqueiro Fantasma. A RGE tinha o filé que era Homem-Aranha, Marvel Team-Up e Incrível Hulk, favorecidos por séries de tevê e versões destas séries para o cinema da época. Tinha também os X-Men, mas certamente não eram nada comparados aos arrasa-quarteirões de hoje.

A partir de 1983, a Abril publicou sozinha o material da editora americana, já que numa renovação de contrato o casting completo da editora ficou com ela. Justiça seja feita: a RGE era incompetente, tinha traduções ruins, não creditava corretamente os autores, não creditava a revista original e à vezes adulterava a arte, ampliando quadros em close de modo a dar ênfase à suas tramas toscas.

Em 1990 a Editora Globo publicou duas séries da Marvel: Marvel Force e Gibi: Marvel Force. Marvel Force tinha como carro chefe Excalibur, mas trouxe também Motoqueiro Fantasma, Quarteto Futuro, Cavaleiro da Lua e Guardiões da Galáxia. Houve algumas graphic novels (como Excalibur) e várias minisséries, em especial da Epic Comics, um selo da Marvel; mas meses depois a Abril exigiu o cancelamento da Marvel Force argumentando que a cronologia fechada do Universo Marvel não permitia a divisão entre editoras-tradutoras. Vale lembrar que na década de 1970, quando a Abril entrou neste segmento a cronologia não era tão coesa. A série seguinte, Gibi: Marvel Force só trouxe personagens secundários da linha Shadowline da Epic, não tendo sucesso comercial.

Coloquei isto no texto para entender que a Editora Abril em outro momento, se viu ameaçada e agiu rapidamente com medo de perder o terreno para a sucessora da RGE de quem ela havia conseguido a licença dos personagens. Com exceção da série Sandman, a Editora Globo nunca mais retornou para os quadrinhos da Marvel ou DC Comics de forma regular. Sandman por sinal, durante um período teve parceria com a Devir Livraria e foi publicada de forma quase artesanal com tiragens bem tímidas, apenas para que a saga fosse concluída.

Em 2000, impulsionada pelo sucesso de filmes como X-Men e Homem-Aranha, a Editora Abril cancelou suas séries em formatinho e lançou os quadrinhos em formato americano, papel LWC e capa cartonada. Alguns falam que era elitismo, outros que a venda apenas atingiu outro público, o que coleciona. Há meses já havia muito material da Marvel que a Editora Abril não tinha interesse em publicar, sendo publicado por editoras menores. A Mythos Editora, antes de assumir Tex da Editora Globo, publicou várias minisséries e especiais, e continua até hoje com certa regularidade fazendo isto, em especial os encadernados em papel comum e preto & branco chamados por aqui de Edição Histórica, e nos EUA de Essential. A Pandora Books publicou uma série mensal chamada Almanaque Marvel, que trouxe em seus três números material de séries que a Abril começou, mas abandonou com a mudança de formato.

Com o lançamento da série Homem-Aranha: Século 21, que trouxe material do selo Ultimate, houve um grande sucesso comercial para os padrões da época. Houve boatos que uma diferença surgida nos valores pedidos pela Panini para a renovação do contrato e ainda um detalhe no que se refere a álbuns de figurinhas, impediu que a Abril renovasse. Assim em janeiro de 2002 a Marvel estava de casa nova.

A Editora Abril ainda resistiu. Com a DC Comics em suas mãos, criou durante uns poucos meses algo que não se via há anos no Brasil: concorrência real. A Abril cancelou suas séries em formato americano e lançou cinco séries da DC Comics em formatinho, com cinqüenta páginas cada. A Panini respondeu e poucos meses após ter entrado no mercado com seu formato Millennium (similar ao formato Veja, com capa cartonada, papel LWC, 100 páginas – na verdade, o mesmo formato da revista Marvel Século 21 da Abril), investiu numa linha secundária em papel LWC e formato um centímetro maior que o formatinho, o chamado formato Mythos ou semi-americano.

Sem personagens em evidência a Abril cancelou suas séries poucos meses após o início. Seis meses depois a Panini Comics iniciou a publicação da DC Comics. Durante os seis meses de hiato, houve material da DC Comics publicado mensalmente pela Opera Graphica, além de muito material de especiais e minisséries publicado pela Mythos.

A principal perda deste período final da DC são as séries que a Brainstore publicava. Não falo das boas séries do selo Vertigo como Transmetropolitan e Os Invisíveis, nem da série do Lobo, mas de duas séries que fizeram falta: DC Millennium, em formatinho, e Dark Heroes, em formato americano.

DC Millennium publicou uma boa fase dos Novos Deuses nas mãos de John Byrne, além de uma graphic novel do Batman e dois Elseworlds. Em Dark Heroes, além de uma minissérie do Deadman, uma saga com o Espectro/Hal Jordan e uma história do Esquadrão Suicida de 2001, tivemos a sorte de lermos mais cinco histórias do Starman de James Robinson. Esta série Starman é um ponto alto nas histórias de super-heróis da década de 1990, e por si só, já merece um artigo. Pela sua qualidade é de estranhar-se que ainda não tenha sido publicada na integra no Brasil.

No entanto, sabemos apenas que a Brainstore, que planejava publicar Legião dos Super-Heróis & Legionários, Supergirl de Peter David e Capitão Marvel de Jerry Ordway, se retirou do mercado das séries regulares da DC Comics.

Infelizmente, meses depois, um acidente com o editor fez com que todas as séries se tornassem ainda mais irregulares, algumas bem próximas de conclusão de arcos como Os Invisíveis. Até hoje nenhuma série teve seqüência, e Sandman que era republicado pela Brainstore em edições mensais, já está bastante adiantada na Conrad, sua nova casa.

Com seu formato millennium, a Panini conquistou parte do público que gosta de colecionar. Infelizmente o atraso da edição na banca existe desde o início, e meses depois em alguns casos apenas se aprofundou.  Algumas séries chegam com certa regularidade (Superman #45, Batman #45, Homem-Aranha #56, X-Men Extra #56, X-Men #56 todas de agosto de 2006 já estavam nas bancas no dia 12 de agosto, Novos Titãs do mesmo mês já estava disponível antes disto), mas eventualmente especiais e minisséries demoram... e muito.

Um gigantesco problema ao meu ver é o sistema de distribuição. Eu explico em passos: Nanuque - MG, a cidade em que vivo, é pequena. Tem 49 mil habitantes e consume poucas revistas em quadrinhos. Nanuque tem duas bancas de revistas que dividem cinco exemplares de cada série importante da Panini Comics. O problema é que existem sete compradores para tais revistas. Ao pedir envio de mais material as bancas de Nanuque ouvem do distribuidor que ele tem que atender todas as praças. O distribuidor fica em Teófilo Otoni - MG (190 mil habitantes), e por atender a todas as praças ele entende como enviar três edições de revistas à cada banca, o quê é inviável. As bancas de Teófilo Otoni não vendem quadrinhos por que os escondem, e as de Nanuque por que não os têm.

Outro grande problema é o sistema de edições antigas da Panini. Dizem que nunca se esgotou sequer uma edição no estoque, mas quando um leitor pede uma cotação de preço, eles têm a disponibilidade, mas impõem o envio por sedex, o que encarece. Uma revista perdida, com R$ 6,90 tem que ser somada a um sedex que vem da cidade de São Paulo. Para MG, isto acrescentaria mais R$ 29,00 no custo da revista. A solução? Como fazem todas as gibiterias do país: a encomenda normal. Permite o rastreamento, tem opção para reembolso, e em certas cidades o correio ainda entrega em casa.

O grande diferencial da Panini é a agilidade em entrar em novos mercados. Comprou a licença da Marvel, depois a da DC Comics, publicou em formato millennium e formato Mythos, depois mudou para o formato americano. Entrou no mercado de encadernados e tem publicado com regularidade histórias clássicas. Já fez isso com Demolidor (quatro volumes), Homem-Aranha (três volumes), X-Men (quatro volumes), Quarteto Fantástico (dois volumes) e Thor (um volume). Este último deve chegar às bancas a qualquer momento.

Na DC tem republicado material antigo e bom: Batman: Asilo Arkham, Crise nas Infinitas Terras e O Reino do Amanhã estão entre eles. Diferente da Marvel, a DC tem uma série trimestral chamada Grandes Clássicos DC que já trouxe Mulher-Maravilha, Novos Titãs, Lanterna Verde e Arqueiro Verde, Batman: Ano Um, Batman: Contos do Demônio, entre outros. Republicou da Marvel também Marvels, Wolverine: Arma X e Elektra Assassina.

Publicou revistas para crianças, inclusive material nacional e derivados do Cartoon Network, e recentemente assinou contrato com Mauricio de Sousa. Ao ver o sucesso comercial dos mangás, a Panini também invadiu a praia. Atualmente entre vários, está publicando Lobo Solitário em 28 volumes.

Em 2005, quando a Ediouro começou a publicar quadrinhos europeus discretamente com a série Arthur - Uma Epopéia Celta, a Panini se armou e programou uma série de lançamentos europeus em 2006, entre eles Aldebaran (que teve comercial na tevê) e Blueberry. A fase coincidiu com lançamentos europeus a muito esperados como O Incal, que foi lançado pela Devir Livraria. O incrível é que com exceção de Arthur as edições são caras.

Nota-se claramente uma agressividade da editora. Se há um mercado, ela quer estar. Diferente da Abril que achava que não havia público o suficiente, a Panini inunda as bancas com dezenas de títulos para que cada um deles encontre o seu público. Até mesmo a DC Comics, que nunca cresceu com a Editora Abril cresce a níveis visíveis na Panini, ainda que se evidente a preferência da editora (e do público) pela Marvel.

A Abril entendia que havia um grupo pequeno de compradores. Digamos 50 mil, por exemplo. Se ela publicasse uma ou quatro séries, seriam os mesmos 50 mil que comprariam. Assim, se ela pusesse no mercado 16 séries mensais estes tais 50 mil compradores iram escolher melhor os títulos, e com tanta opção alguns títulos teriam tiragens reduzidas, tornando-se inviáveis. Quando a Abril criou o selo Hot Comics, que abrangeu séries em formato americano para “adultos” com poucas bancas onde poderiam ser encontradas, houve um aumento considerável de títulos, sem, no entanto, aumento real de tiragens. Quando a Abril cancelou uma dezena de séries neste período, rolou-se esta justificativa. Groo, o Errante; Os Caçadores; Monstro do Pântano; Conflito no Vietnã; Blueberry/Tenente Blueberry; Hellraiser e Storm são algumas da séries canceladas neste período. Isto sem contar o freio que as minisséries sofreram.

Houve erros na Panini? Sim houve. O meu preferido é com os dois últimos álbuns de Alex Ross e Paul Dini, ambos com a Liga da Justiça. A primeira edição saiu com lombada colada em contraste com as lombadas costuradas em cadernos da época da Editora Abril. Fabiano Denardin, editor da DC Comics até agosto de 2006, disse no Grupo de Discussão do Yahoo DCBrasil (dcbrasil@yahoogrupos.com.br) que foi um erro da gráfica e que teria uma fiscalização para a edição seguinte. Esta infelizmente saiu do mesmo jeito. Ao admitir que houve um erro na gráfica Denardin demonstrou que a DC não tinha a mesma atenção da Marvel, ou seja, o editor não acompanhava todos os passos, em especial de um álbum tão importante.

Ao mesmo tempo temos uma comparação. Na verdade duas. A primeira é recente. X-23 e Pesadelo Supremo foram impressas em papel errado. A Panini recolheu as edições, premiando os leitores com uma nova em papel correto. A minha Pesadelo Supremo # 3foi corrigida (a X-23 não comprei). Ou seja, na Marvel houve uma preocupação de não alterar um formato das edições, com a DC não houve.

Outro caso é a eterna comparação entre Marvel e DC. Personagens secundárias da Marvel como Deadpool/Agente X têm minisséries no Brasil, enquanto alguns personagens mais conhecidos da DC Comics como Asa Noturna e Mulher-Gato precisam de eventos de evidência em séries de outros personagens para serem publicados. Parte disso foi resolvido e acho que hoje a DC está bem servida no Brasil. Pode melhorar? Sim, já que existem personagens que não estão sendo publicados com regularidade, mas pelo menos o Gavião Negro recebe um DC Especial por ano...

Houve também falsas verdades. A Panini disse que nunca cortaria histórias (cortou algumas de uma série do Capitão América), disse que não pularia sem avisar (pulou história do Quarteto e do próprio Capitão na série seguinte, dos Vingadores), mas no geral não se comprometeu. As histórias eram ruins ou o salto permitiu o acesso do público a um material mais relevante. Quem quiser comprar as edições saltadas em inglês pode me enviar um e-mail que indico uma ou duas gibiterias.

Quando começou a publicar a Marvel, a Panini Comics lançou X-Men, X-Men Extra, Marvel 2002, Homem-Aranha, Marvel Millennium: Homem-Aranha e Paladinos Marvel. Supostamente a Paladinos Marvel deveria ser a casa dos títulos do selo Marvel Knights, mas não foi bem assim, já que um dos principais, a série Demolidor, estava em Marvel 2002. Logo lançou Quarteto Fantástico & Capitão Marvel e Marvel Knights – esta última uma série nacional que trazia o restante do material de uma equipe de personagens secundários da Marvel.

Paladinos Marvel se foi e transformou-se em Incrível Hulk & Demolidor e Elektra & Justiceiro, os quatros com filmes na mídia. A segunda série não sobreviveu bem, e a primeira após um ano transformou-se em Incrível Hulk (que trazia Hulk, Quarteto e Capitão Marvel) e Demolidor (que traz Demolidor, o restante de histórias de Elektra e Justiceiro e mais recentemente Pantera Negra). Hulk e Quarteto estão na recente série Universo Marvel.

X-Men, X-Men Extra, Homem-Aranha, Demolidor, Marvel Millennium: Homem-Aranha, Universo Marvel, Os Novos Vingadores (que substituiu as séries Marvel de cada ano) Marvel MAX (traz séries dos selos MAX e Marvel Knights), Marvel Apresenta (série bimestral, dedicada a apresentar minisséries completas), Os Maiores Clássicos (série irregular apresentando material clássico em formato americano, nova tradução, cores digitalizadas) e dezenas de minisséries fazem parte do pacote básico dos títulos Marvel-Panini. Somente nas séries regulares é possível ler trinta séries regulares da Marvel no Brasil todas os meses! Trinta! Um recorde!

Na DC começamos com Superman, Batman, Liga da Justiça e Liga da Justiça - O Desenho da TV, que durou pouco e trouxe histórias da linha Animated. Lentamente a DC cresceu, muito lentamente. Houve Novos Titãs, Jovens Titãs e Superman & Batman, sendo que Jovens Titãs também é para a linha Animated. Junto com as cinco séries mensais, temos o almanaque trimestral DC Especial, normalmente com uma saga completa de até seis histórias (diferente do Marvel Apresenta que normalmente publica minisséries, DC Especial mostra sagas vinculadas às séries regulares) e Grandes Clássicos DC, que traz sempre uma boa história. Soma-se uma constante de minisséries como Superman: Identidade Secreta, Superman: Entre a Foice e o Martelo, Superman: O Legado das Estrelas, Superman: O Juízo Final, LJA: Outro Prego, Batman: Vitória Sombria, Contagem Regressiva para Crise Infinita, entre outras, e várias edições especiais.

As cinco séries regulares permitem que sejam publicadas vinte séries americanas, mas com o trabalho de alinhamento de cronologia para a Crise Infinita somente estão sendo publicadas 18 séries.

Numa conta simples é possível encontrar 48 das principais séries da Marvel e DC Comics no Brasil com relativa facilidade. Ainda assim algumas faltas são sentidas. Apesar de manter um título “adulto” para a Marvel, a série Marvel MAX, a Panini não publica os títulos da Vertigo (exceção feita à recente reedição de V de Vingança e We3), que continuam na Conrad, Devir e Opera Graphica. Ex-Machina, da Wildstorm, teve um encadernado no final de 2005 e ainda não tem um segundo programado.

Uma análise colocaria a Panini entre as melhores. Sendo crítico como sou, a ponho como a melhor seguida de perto pela Ebal, que só perde por duas razões: alterou muitas histórias no texto para aproximá-las da realidade brasileira, e publicou muito material em preto & branco, quando o original é colorido. A Editora Abril fica em terceiro lugar, com suas tramas inconclusas, seus textos adulterados, suas páginas cortadas, suas letras enormes para balões pequenos e sua miopia editorial que não permitiu o crescimento do mercado ou criou uma sólida base de leitores.

Feliz aniversário Panini! Longa vida Panini!


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