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07/12/2006
COLUNA - FALA ANIMAL!: BLADE THE SERIES - DO CINEMA PARA A TV
 
 
Blade
 
 
O elenco
 
 
Blade e Krista
 
 
 
 
 
 
 


Estreou no dia 12 de novembro, no canal a cabo Warner às 22 horas, Blade - The Series, seriado que segue as aventuras do caçador de vampiros da Marvel iniciadas nos cinemas.

Embora o produtor seja David S. Goyer, que roteirizou os três filmes e dirigiu o último, a sensação é de que é um produto muito diferente. Goyer roteirizou o episódio piloto ao lado de Geoff Johns, velho companheiro de SJA. Kirk “Sticky” Jones, que substitui Wesley Snipes no papel principal, é uma folha em branco na tela. Não interpreta, não tem presença e apela ao máximo para soar parecido com Snipes, o que só torna sua atuação ainda pior. Pelo menos não passa vergonha nas cenas de luta, superiores ao visto na maioria dos seriados televisivos.

A série foi anunciada como continuação direta de Blade: Trinity, mas a verdade é que poucos elementos dos filmes são usados ou citados. A suposta “cura” do último filme não é comentada em nenhum momento, bem como os Nightstalkers. Até mesmo a origem de Blade é levemente alterada, incluindo agora o seu pai, que dará as caras na série mais para frente. Um detalhe digno de nota: trechos do primeiro filme são usados neste piloto, o que garante melhores efeitos especiais do que a média da tevê e até mesmo a reapresentação do nascimento do personagem.

Uma tradição dos filmes é mantida, graças a tantas mudanças. Quem acompanhou as aventuras cinematográficas do caçador de vampiros já está acostumado a mudanças na trama, principalmente na organização dos vampiros, que em cada filme era totalmente diferente, quase ignorando as versões anteriores. Na série, tal coisa acontece novamente, mas há um lado bom, já que a mitologia renovada das Casas dos vampiros incorpora elementos dos quadrinhos, como o nome do demônio Chthon, que nas HQs da Marvel deu origem a todos os vampiros.

O mentor de Blade, Abraham Whistler, tem sua existência confirmada, bem como sua morte, ocorrida no terceiro filme, embora outros fatos, como seu primeiro encontro com Blade (que será mostrado em flashback em um episódio), contradigam os fatos dos filmes. Logo de cara Blade tem dois novos aliados: seu novo “faz-tudo”, o oriental Shen (Nelson Lee) e a ex-militar Krista (Jill Wagner), que investiga a morte de seu irmão gêmeo nas mãos dos vampiros. Ambos são personagens muito mais agradáveis do que o próprio Blade, já que os atores sabem um mínimo de interpretação, ao contrário de Jones. A incompetência do ator é pior do que se pensa num primeiro momento, pois o herói agora gasta mais tempo em investigações, sendo menos impulsivo do que nos filmes.

Resumindo, Blade é um bom seriado de ação, com cenas de luta bem elaboradas e efeitos especiais competentes. O enredo é razoável, mas escorrega com idéias dignas de filmes trash, como a nova droga oriunda das cinzas dos vampiros mortos, que confere temporariamente os poderes das criaturas aos usuários.

Resta agora acompanhar os demais episódios para constatar se a série mereceu ou não o recente cancelamento, resultando numa temporada com apenas treze episódios. De qualquer modo, ainda existe a chance de Blade ganhar nova vida em outro canal.

Vale lembrar que Goyer, Johns e o restante da equipe de produção tinham em mente integrar ainda mais personagens do Universo Marvel no programa, como Union Jack, Barão Sangue e Cavaleiro da Lua. Este último deu mais sorte: foi brevemente citado no primeiro episódio de Blade e já teve uma série própria anunciada.
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Krista
Shen
 


 

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