MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
22/03/2007
COLUNA - AS RENEGADAS: AS HQS INÉDITAS NO BRASIL
 
 
Perhapanauts
 
 
The Exterminators
 
 
Hero@Large
 
 
The Hunger
 
 
 
 
 
 
 



Olá, galera! Estamos mais uma vez aqui para desvendar revistas que não são lançadas aqui no Brasil, feliz ou infelizmente. Nesta edição, teremos Perhapanauts, Exterminators e mais algumas coisinhas. Vamos lá?

:: Perhapanauts

Nesse lançamento da Dark Horse, Todd Degazo e Craig Rosseau nos levam ao BEDLAM, o Bureau of Extra-Dimensional Liabilities and Management, ou, simplificando, um órgão responsável por pesadelos e problemas extra-dimensionais.

Porém, os times que deixam tudo em ordem são compostos por pessoas que não são normais: telepatas, fantasmas, bichos-papões, chupacabras, alguns, como pode-se observar, nem pessoas são. A série começa bem apresentando os personagens e a organização de forma bem humorada.

Mas há um problema, sempre há: os diálogos são sujos, cheios de maneirismos de linguagem bobos que o escritor poderia ter evitado. O público agradece. Craig Rosseau está bem nos desenhos, com belos designs de personagens, principalmente o do Chupacabra, o meu favorito. Vale lembrar que a série tem alguns elementos de MIB. A Dark Horse já lançou duas mini-séries.


:: The Exterminators

Junte agora MIB, os Caça-Fantasmas e Joe e as Baratas e imagine o que seria. Ou então, leia The Exterminators, da Vertigo. Como diria a própria capa da primeira edição: “É um mundo de insetos, e nós apenas vivemos nele”. Já pararam pra pensar quantos insetos e coisinhas nojentas existem por aí e que mantêm o equilíbrio natural das coisas?

Simon Oliver e Tony Moore, o primeiro desenhista de Os Mortos-Vivos (The Walking Dead), contam a história da Bug-Bee-Gone, a maior empresa dedetizadora de Hollywood. Nela, um viciado e um novato exterminam insetos sem pensar duas vezes. Eles fazem seus trabalhos. Essa mesma dedetizadora estuda variações do físico dos insetos para criar venenos mais eficazes. Há uma zona da cidade, porém, em que baratas sofreram tantas mutações a ponto de comer qualquer tipo de veneno existente e mesmo assim usá-lo como alimento. Qual é o próximo animal que sofrerá a mesma mutação?

A série é bem divertida, os desenhos são muito bons e a idéia é interessante. A revista é mensal, e isso me incomoda. Como mini-série, tudo bem, fazer um começo, meio e fim, mas ninguém sabe ainda qual direção a revista vai tomar, e eu juro que não gostaria de ler insetos tomando o mundo e um grupo de matadores profissionais salvando o dia.


:: Hero@Large
Acho que sempre falo bem dos lançamentos da Speakeasy aqui, mas dessa vez vou começar falando mal. Hero@Large é uma série bimestral de comédia que conta a história de Alpha Major, o líder da Justice Five. Os desenhos são péssimos, parecidos com esboços do Humberto Ramos. Pior, são esboços do Humberto Ramos em 2-D.

Só isso me fez querer não ler a série, apesar de ter me dado uma chance para as páginas seguintes, afinal, que mal tem? E não é que é até engraçadinho? Alfie foi despedido da companhia de talentos onde trabalhava porque novos heróis, mais bad boys e adaptados ao nosso tempo, surgiram. O grupo que ele liderava o despejou, e agora ele só bebe, com sua cabeça o acusando de ser um perdedor a cada momento. Mas ele salva um garotinho e sua mãe de um namorado violento e um novo começo surge. Mais perdedores, digo, heróis, vão surgindo, se juntando aos poucos com Alfie.

A série é bacana, mas os desenhos, como eu disse anteriormente, são desencorajadores. Deu para perceber que ironicamente ela é voltada para um público mais seleto, que se enraivece cada vez que vê heróis japoneses ultra poderosos ou bad boys sem sentido. Roteiro de Erick Hogan e arte, cores e arte-final de Jeremy Treece.


:: The Hunger
Já repararam que eu sempre falo de alguma série de terror aqui? Ultimamente elas andam bem ruizinhas. Será que eu esgotei as boas? Acho que essa opção pode ser descartada, já que escolho aleatoriamente o que vou escrever na coluna. Vamos encerrar essa com mais um lançamento da Speakeasy: The Hunger, com roteiro e desenhos dos desconhecidos Jose Torres e Chris Dibari.

Nela, um garoto que foi comemorar o Mardi Gras em Nova Orleans, um tipo de carnaval local, é pego por uma espécie de zumbi antigo que o transforma em um comedor de carne. Ele vive em busca de sangue, mas vive também em busca de uma vida normal. Desenhos feios, violência sem propósito, história medíocre, tudo em um gibi só, pode? Não, não pode, pelo menos aqui no Brasil.


Pois é pessoal! Encerramos mais uma coluna. Como é de praxe, peço que enviem suas sugestões de títulos inéditos no Brasil para billybatson@hqmaniacs.com. Na próxima edição: alguns títulos da linha Shadowline da Image, o novo trabalho de Garth Ennis, e ratos... um exército deles. Até lá!

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