MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
21/01/2008
COLUNA - MR. SPOILER: HULK #1, YOUNGBLOOD #1 E MAIS QUATRO LANÇAMENTOS
 
 
Hulk #1
 
 
 
 
Green Arrow and Black Canary #4
 
 
Amazing Spider-Man #546
 
 
Green Lantern Corps #20
 
 
Youngblood #1
 
 
The Twelve #1
 
 
 



Bem-vindo ao Mr. Spoiler, coluna do HQ Maniacs onde você encontrará resenhas dos mais recentes lançamentos dos Estados Unidos. Mas cuidado! Não são só as indicações do que é bom ou ruim no mercado estadunidense que constituem esta coluna. Como o próprio nome deixa claro, aqui você encontrará vários spoilers sobre os grandes acontecimentos do momento: mortes, ressurreições, novos status quo e muito mais.

:: HULK #1
Por Leonardo Vicente
Marvel Comics
Argumento: Jeph Loeb
Desenhos: Ed McGuinness
Arte-Final: Dexter Vines
Cores: Jason Keith
É a estréia do Hulk vermelho! Ou não? Neste novo número 1, Loeb inicia uma nova fase, mas ainda sem o prometido Hulk vermelho, que deixa apenas pistas, sem aparecer de fato. O roteiro é típico de Loeb: um assassinato misterioso dá início a tudo, pela enésima vez...
Por outro lado, a edição traz uma sensação nostálgica muito boa, pois temos o retorno de personagens e conceitos clássicos: Rick Jones, General Ross, Bruce Banner, Dr. Samson, Abominável e Mulher-Hulk. Até a arte por demais cartunesca de McGuinness melhorou um pouco.
Contudo, Samson já aparece descaracterizado, estando mais para detetive do que para psiquiatra. O pior elemento na trama é a desnecessária morte de mais um inimigo do Hulk, que assim tem sua galeria de vilões reduzida a praticamente zero.

:: GREEN ARROW AND BLACK CANARY #4
Por Leonardo Vicente
DC Comics
Argumento: Judd Winick
Arte: Cliff Chiang
Cores: Trish Mulvihill
Judd Winick começou sua fase à frente do Arqueiro Verde muito bem, mas rapidamente decaiu (e muito), criando tramas que não levavam a lugar algum. A coisa tomou maiores proporções com o casamento do Arqueiro com sua amada Canário Negro, que se inicia de forma bem divertida para concluir de forma dramática, revoltando os fãs.
Surpreendentemente, Winick conseguiu driblar tudo isso no lançamento de Green Arrow & Black Canary, uma revista que até merecia o título “Família Arqueiro Verde”. Não só os roteiros de Winick melhoram, como a arte deu um salto ainda maior de qualidade com a chegada do excelente Cliff Chiang.
Nesta quarta edição do título, tem fim o primeiro arco de histórias, intitulado “Dead Again”, de uma forma ainda mais dramática do que o casamento do casal.
Connor Hawke, o filho de Oliver Queen, é vitimado por um misterioso disparo (tudo bem, à primeira vista até parece uma trama de Jeph Loeb, mas só à primeira vista). De forma habilidosa, Winick prende o leitor com as tentativas de Ollie e companhia em salvar Connor, primeiro com os desesperados gritos de socorro de Ollie dirigidos ao Superman, mais tarde com a ajuda de Hal Jordan, passando por momentos tocantes nas conversas entre os heróis.
Ao final, não se trata apenas de uma bela (ainda que muito triste) edição, mas também de um desvio do que vem virando moda nos últimos anos: mortes desnecessárias que não têm nenhum efeito. Desta vez, o efeito é devastador na própria edição do evento e a própria morte é encarada de uma nova forma, afinal Connor ainda vive, mas encontra-se em coma (embora a edição erroneamente defina coma e morte cerebral como o mesmo estado).

:: AMAZING SPIDER-MAN #546
Por Vinícius Schiavini
Marvel Comics
Argumento: Dan Slott, Bob Gale, Marc Guggnheim, Zeb Wells
Desenhos: Steve McNiven, John Romita Jr., Greg Land, Phil Winsdale, Mike Deodato
Arte-Final: Dexter Vines, Klaus Janson, Dean White, Jay Leisten, Rainier Beredo
Cores: Morry Hollowell
E começa Brand New Day. A nova fase do Homem-Aranha, com quatro roteiristas (Dan Slott, Marc Guggenhein, Zeb Wells e Bob Gale), cinco desenhistas (Steve McNiven, Phil Jimenez, Chris Bachalo, Salvador Larroca e John Romita Jr.) e saindo três vezes ao mês, começa logo após os efeitos colaterais de One More Day.
One More Day
foi a saga escrita por Joe Quesada e assinada por J. Michael Straczynski em que Mefisto oferece uma chance de salvar a vida da Tia May, mas em troca retira as lembranças do casamento de Peter e Mary Jane, que agora só foram namorados, e ainda traz Harry Osborn de volta dos mortos.
Esta edição traz história principal assinada por Slott e McNiven, além de histórias adicionais assinadas pelos outros da equipe criativa, e mostra um dia na nova vida do Aranha, sem dinheiro, sem emprego e morando com a Tia May.
Fato é que pouca coisa é respondida, mas é uma boa história, que remete às boas fases do Aranha. O que a prejudica é o fato de ser conseqüência de One More Day, uma história fraca e feita para agradar às idéias do editor-chefe, Joe Quesada.

:: GREEN LANTERN CORPS #20
Por Artur Tavares
DC Comics
Argumento: Peter J. Tomasi
Desenhos: Patrick Gleason e Carlos Magno
Arte-Final: Prentis Rollins, Tom Nguyen, Drew Geraci, Rodney Ramos e Rebecca Buchman
Cores: Guy Major
A vigésima edição da revista mensal da Tropa dos Lanternas Verdes funciona como o primeiro passo da história após o fim de Sinestro Corps War. Confirmando o que algumas entrevistas diziam sobre o futuro do título, a edição mostrou a mudança da Terra para Oa feita por Guy Gardner e Kyle Rayner. Ambos serão destaque na revista durante esta nova fase das histórias, que deve se estender por pelo menos seis meses.
Guy deixa para trás a recém-revivida Gelo, com quem sempre manteve um relacionamento próximo, enquanto Kyle recusa uma proposta para trabalhar como designer em um planetário. O plano de ambos os Lanternas Verdes é montar um novo Warriors (o clássico bar de Guy) em Oa, e ajudar na formação de novos membros da Tropa.
Claro, os heróis também pedem à Salaak a TV a cabo da Terra, para transmissão de jogos do futebol americano. O sério Lanterna Verde cai em risadas, e diz aos heróis que a volta de ambos valeria a pena pela diversão.
Outro personagem central da HQ é Mongul, que detém um anel amarelo. O vilão aprende tudo sobre a guerra, os limites de poder da arma e também traça uma rota de anéis que estão em busca de novos recrutas. Os Guardiões de Oa também estão atentos à rota dos anéis, mas perdem uma série deles de vista.
A HQ agora dá uma pausa na trama até a vigésima terceira edição. Até lá, os leitores ficam com interligações da saga Alpha Lanterns, que se iniciou na vigésima sexta edição de Green Lantern.

:: YOUNGBLOOD #01
Por Leonardo Vicente
Image Comics
Argumento: Joe Casey
Arte: Derec Donovan
Cores: Bill Crabtree
O retorno pelo qual ninguém pediu! Depois de inúmeras tentativas de relançar Youngblood, Rob Liefeld retornou à Image Comics e pode ser que desta vez a coisa dê certo.
Inesperadamente, este novo número 1 apresenta uma boa história. Claro, ajuda muito a presença de profissionais que dominam bem suas áreas. Casey, Donovan e Crabtree mandam muito bem no argumento, arte e cores, respectivamente.
Provavelmente pela primeira vez, um membro do grupo apresenta personalidade própria, no caso, Shaft.
Resta esperar pelo desenrolar da trama para saber se este retorno marcará a primeira vez em que o Youngblood tem algum significado, apresentando boas histórias. Até o momento, mesmo indo num bom caminho, ainda é parecido demais com os X-Táticos.

:: THE TWELVE #01
Por Leonardo Vicente
Marvel Comics
Argumento: J. Michael Straczynski
Desenhos: Chris Weston
Arte-Final: Garry Leach
Cores: Chris Chuckry
Após anos escrevendo o Homem-Aranha, J. Michael Straczynski conquistou o ódio de muitos leitores. A verdade é que o autor é muito competente, como aponta seu recente trabalho com o Surfista Prateado e seu seriado de TV Babylon 5. O que pode atrapalhar são interferências editoriais ou até mesmo o fato de escrever um dos maiores heróis de uma editora subir à cabeça.
Bem, agora Straczynski tem sua chance de provar mais uma vez sua habilidade em The Twelve, resgatando personagens simplesmente ignorados por décadas pela Marvel. Só isso já garante a atenção do público, afinal a Marvel nunca foi muito conhecida por se importar com seus personagens da Era de Ouro, salvo raríssimas exceções, quase todas pelas mãos de Stan Lee, Roy Thomas ou John Byrne.
Agora, doze heróis ressurgem de uma só vez, numa trama apenas engatinhando, mas que já cria um bom clima. Contudo, existem os (infelizmente) esperados erros de continuidade: Nick Fury caolho anos antes do correto e um verdadeiro exército de super-heróis reunidos em Berlim, quando deveria haver só alguns poucos deles – ainda que seja um prazeroso e muito raro momento de reunião entre tão clássicos personagens.
Nota 10 também para a bela e realista arte de Chris Weston, que consegue conferir facilmente identidades distintas para todos os protagonistas.

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