MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
19/05/2008
MATÉRIA: A INCRÍVEL HISTÓRIA DOS X-MEN
 
 
Os X-Men originais, no traço de Jack Kirby
 
 
Os mutantes no traço do genial Jim Steranko
 
 
Arte pintada para a Bizarre Adventures
 
 
A estréia de Destrutor com arte de Neal Adams
 
 
Dave Cockrum foi importante na inovação dos mitos
 
 
A Saga da Fênix Negra
 
 
Os mutantes vs. Thor: quadrinho made in Brazil
 
 
Fireman? Somente na ´continuidade´ brasileira
 



O escritor e roteirista Roberto Guedes, autor de três livros dedicados à história das Histórias em Quadrinhos – o mais recente, A Era de Bronze dos Super-Heróis, lançado em 2008 pela HQM Editora – revela alguns segredos e curiosidades dos mutantes mais famosos que existem, tanto em seu país de origem, quanto aqui no Brasil.


Quando surgiram os X-Men?
Tudo começou em setembro de 1963, quando a editora norte-americana Marvel Comics lançou a revista The X-Men, embalada que estava pelo sucesso crescente de sua linha de super-heróis, casos de Homem-Aranha, Thor, Incrível Hulk e Quarteto Fantástico, entre outros tantos. Todos esses personagens foram idealizados pelo editor e roteirista Stan Lee, contando com a colaboração de alguns grandes desenhistas do meio, como Jack Kirby e Steve Ditko.

O que diferenciava, essencialmente, os quadrinhos da Marvel daqueles feitos pela concorrência era o fato de seus protagonistas serem bem parecidos com os leitores, padecendo dos mesmos problemas, angústias e defeitos. Ao contrário de Superman, por exemplo – que parecia ser tão invulnerável aos problemas mundanos quanto o era para as balas de um revólver – Peter Parker, a identidade verdadeira do Homem-Aranha, sofria para conciliar sua vida amorosa, seus deveres de escola, a falta de dinheiro, o aluguel da casa e sua carreira de combate ao crime. Esse tipo de abordagem gerou uma identificação até então inexistente entre leitores e personagens e, de repente, as revistas em quadrinhos (comic books para os americanos) deixaram de ser apenas um subproduto literário infantil para tornarem-se objeto de desejo dos adolescentes e jovens adultos – estes, egressos de universidades, ávidos a tornarem teses de mestrados as estripulias pseudopsiquiátricas de um Hulk ou Homem-Aranha. 

E como todo mundo sabe, no mundo dos negócios, o sucesso “pede” mais sucesso, assim Lee já estava pensando no próximo grande hit a lançar nas prateleiras de revistas: “Após bolar um superdeus, um monstro verde e um sujeito que escalava paredes; esgotei meu repertório de invencionices. Daí, eu resolvi que seria mais fácil criar um bando de jovens que já nasciam com seus poderes!” – lembrou desdenhosamente Stan Lee, certa vez. O título The X-Men apresentava seres que já nasciam com superpoderes, oriundos da radioatividade a que seus pais teriam sido expostos. Ou seja, eram “herdeiros” legítimos da “Era Atômica” (como foram historicamente definidos os anos 50 e 60, que viviam sob a sombra de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e a – hoje extinta – União Soviética).

O “X” era um trocadilho para poderes eXtras, e também para confirmar que agiam sob a supervisão do cientista e “telepata” mutante Charles Xavier – o mentor da equipe. Os X-Men eram formados por adolescentes com habilidades distintas e treinados por Xavier para proteger a humanidade que tanto os temia. Xavier acreditava que só assim poderiam conquistar a confiança da raça humana e poder, um dia, viverem em comunhão. Os integrantes originais eram:

Jean Grey, a Garota Marvel, com poderes de telecinésia e telepatia (assim como o professor). Scott Summers, o Ciclope, um jovem que controlava os terríveis raios ópticos através de óculos feitos de quartzo rubi. Hank McCoy atendia por Fera, pois era ágil e forte como um macaco. Warren Worthington III era um jovem muito rico e de boa aparência, apropriadamente cognominado de Anjo, mesmo porque possuía um par de asas. E, finalmente, o mais novo membro – com apenas 16 anos – Bobby Drake, o Homem de Gelo.

Certa vez, o co-criador da série, Jack Kirby, comentou sobre a gênese dos X-Men: “Havia passado pouco mais de 15 anos desde Hiroshima. O homem descobrira há pouco que podia retirar energia elétrica de uma usina nuclear. Não sabíamos ao certo o que a radioatividade podia fazer com as pessoas, só tínhamos visto o que aconteceu com a população de Hiroshima! Mas, talvez, ela também pudesse ser benéfica! Ela ainda não havia sido totalmente explorada!”

Lee e Kirby fizeram boas histórias enquanto estiveram no título. Até hoje, os principais conceitos e personagens inseridos por eles são os mais aproveitados nas revistas e mesmo no cinema, como o arquiinimigo Magneto, a Irmandade de Mutantes, o poderoso Fanático e os gigantescos Sentinelas. Mas após o frenesi inicial, Lee e Kirby passaram a se ocupar de outras séries, deixando o título em mãos, se não menos hábeis, com certeza nada adequadas à empreitada de manter o pique da revista, que acabou oscilando bons momentos com períodos medíocres durante o decorrer da década.

Mas então, perto da virada para os anos 70, a dupla Roy Thomas (roteiro) e Neal Adams (arte) criou uma seqüência de belas histórias que, entre outras coisas, introduziu o herói Havok (Destrutor) – detentor de um dos uniformes mais legais dos quadrinhos – e chamou mais uma vez a atenção do público e da crítica especializa para os mutantes da Marvel. Infelizmente, assim como Lee e Kirby haviam feito anos antes, a nova dupla também partiu para novas paragens. Como a revista voltara a vender bem, a editora continuou a publicá-la, mas então, apenas reprisando material antigo. Mas logo, as coisas iriam mudar para os X-Men... e para melhor!

Os Novos X-Men
Em 1972, Stan Lee foi promovido a Publisher pela diretoria da Marvel, e Roy Thomas assumiu a posição de Editor-Chefe, numa sucessão que pareceu bem natural à época, devido à proximidade e amizade entre os dois profissionais – embora Thomas confessasse, anos depois, que não se sentia confortável na nova posição burocrática. Thomas ficaria pouco tempo no cargo, mas antes de resignar, teve uma importante conversa com o jovem roteirista Len Wein: “Nós falamos sobre criar um personagem canadense, pois nossas revistas vendiam muito naquele país. Eu achei que ´Wolverine´ era um bom nome, pois queria que ele fosse um sujeitinho briguento. A partir daí, deixei por conta de Len.” Assim, o roteirista introduziu o tal Wolverine na última página da revista Incredible Hulk #180 (outubro de 1974) – apresentado como a secreta “Arma X” do governo do Canadá. Wolverine era ágil, feroz, tinha fator de cura (que o sarava rapidamente de qualquer ferimento) e possuía três garras afiadas de Adamantium – o metal mais duro do mundo, só existente no Universo Marvel – em cada uma das mãos.

O Presidente da Marvel, Al Landau, encabeçava a Trans World Features Syndicate, uma organização que licenciava quadrinhos americanos para o resto do mundo, e achou que a Marvel poderia se aproveitar disso e criar uma série com personagens oriundos de diversos países para, assim, realizar grandes vendas. De imediato, Thomas lembrou da série Blackhawk (“Os Falcões” pela EBAL e “Falcões Negros” pela Editora Abril), uma esquadrilha de aviadores criada por Will Eisner e Chuck Cuidera, onde cada membro era de uma etnia diferente. A sugestão de Thomas era aplicar o conceito num revitalizado grupo dos X-Men.

Proposta aceita, o editor mais uma vez passou as diretrizes a Len Wein e ao desenhista Dave Cockrum, para logo em seguida, demitir-se do cargo de editor-chefe – que passou a Wein. Por ironia, Wein acabou não levando em conta a principal ordem da editora: a de se criar personagens oriundos de países onde as vendas da Marvel fossem maiores. Caso contrário, heróis como Colossus (da Rússia), e Tempestade (do Quênia) jamais veriam a luz do dia. Junto com Cockrum, que era famoso pela facilidade em criar uniformes, Wein idealizou os X-Men ainda com: Noturno (Nightcrawler, no original em inglês), uma aberração originária da Alemanha com poder de teletransporte; Wolverine, do Canadá; Pássaro Trovejante (Thunderbird, no original), um superíndio Apache; os já comentados Colossus (um jovem com uma pele de aço) e Ororo, capaz de controlar o clima; além de dois ex-inimigos: Banshee, o gritador escocês e Solaris (Sunfire, no original), proveniente do Japão. A primeira missão destes novos mutantes se deu em Giant-Size X-Men #1 (maio de 1975) e foi um sucesso instantâneo, encorajando a editora a criar, mais uma vez, histórias inéditas para os X-Men.

Como Wein também escrevia o gibi do Incrível Hulk e suas funções como Editor-Chefe lhe tomavam muito de seu tempo, “passou a bola” dos X-Men para seu assistente Chris Claremont. Este, oriundo dos palcos de teatro, tinha uma veia dramática bem apurada, e escreveu as aventuras dos Novos X-Men ininterruptamente por cerca de 17 anos, transformando a revista no maior sucesso comercial das décadas de 1980 e 1990 – o que o fez receber o carinhoso apelido de “Senhor X”. Ou conforme as próprias palavras de outro Editor-Chefe da Marvel, o enérgico Jim Shooter: “Chris era grande... foi ele quem construiu a franchise X-Men!”

E se o grande número de personagens obrigava o autor a trabalhar as personalidades dos mesmos de um modo mais lento que, por exemplo, Stan Lee em séries como as de Quarteto Fantástico e Homem-Aranha – onde desde o princípio já se era possível identificar as características dos heróis –, por outro lado, as caracterizações intrínsecas dos X-Men agradavam e divertiam os leitores, gerando uma compulsão generalizada de se comprar todos os meses o título: “O truque com os X-Men era que você não conseguiria ler apenas um número. Sempre tinha alguma coisa interessante que o fazia desejar comprar a edição seguinte!” – argumentou Claremont, com satisfação.

Em X-Men #108 (dezembro de 1977) John Byrne assumiu o lugar de Cockrum e o título ganhou mais notoriedade, devido, principalmente à sua arte elegante e, ao mesmo tempo vigorosa. Prova disso, é que a partir da edição 112 (agosto de 1978) a revista passou a ser mensal. No mês seguinte, o crédito da história já apontava Byrne como co-planejador das tramas.

A Saga da Fênix Negra
Fundado há 150 anos, o Clube do Inferno era a sociedade secreta mais antiga dos Estados Unidos, e tinha entre seus associados, homens da elite econômica e política. Seu líder, o industrial bilionário Sebastian Shaw também era mutante e queria subjugar os X-Men para efetivar seus próprios interesses malignos. Contudo, ao mexerem com a poderosa mente de Jean Grey, que na ocasião atendia pelo cognome Fênix, um lado sombrio e terrível que habitava no interior de Jean foi liberado. Em seguida, desnorteada e sem controle, Jean transformou-se na terrível e superpoderosa Fênix Negra.

Desprendida de qualquer senso moral ou sentimento de clemência, na seqüência, ela destruiu uma civilização alienígena inteira e se regozijou disso. Uma comissão formada por vários membros de civilizações alienígenas como os Krees e os Skrulls, decidiu pela execução sumária de Jean Grey. Após um combate desigual contra a poderosíssima Guarda Imperial Shi’Ar, um após outro, os X-Men foram tombando até que Jean Grey liberou seu lado Fênix mais uma vez.
Seu amante, Ciclope, implorou para que Jean fizesse valer sua vontade sobre a personalidade Fênix, mas a moça, com lágrimas nos olhos, explicou: “...eu não posso esquecer que matei um mundo inteiro... cinco bilhões de pessoas... eu não quero mais mortes em minha consciência... por isso, é melhor que seja assim. Rápido. Limpo. Definitivo. Eu te amo, Scott!” – Em seguida, Jean foi desintegrada por uma arma alienígena desconhecida acionada por ela mesma e, Scott, caiu em prantos (vários anos depois seria instituido que a Entidade Fênix tomou o lugar da verdadeira Jean Grey neste período).

Apesar do sucesso de público e crítica da fase Claremont/Byrne com os X-Men, a revista acabou se tornando o grande best seller do mercado americano (superando em vendas, inclusive a revista do carismático Homem-Aranha), ironicamente, após a saída do desenhista do título. Com certeza, a repercussão da “Saga da Fênix Negra” acabou por atrair uma parcela bem grande de leitores que ainda não conhecia as aventuras dos mutantes.

Durante toda década de 1980, Chris Claremont teve a seu favor alguns dos melhores colaboradores do meio, o que, de certo modo, explica que mesmo com a evidente decadência dos enredos das histórias, os X-Men continuaram a dominar as prateleiras e o gosto popular.

Com o surgimento de uma nova leva de mutantes adolescentes, os Novos Mutantes, o retorno dos antigos X-Men (que agora seriam conhecidos como “X-Factor”) e a criação de inúmeras outras séries, minisséries e especiais com a marca “X” (até os dias de hoje), tornou-se praticamente impossível, mesmo para aquele leitor mais fiel acompanhar todas as revistas mutantes que surgiram na esteira do sucesso dos Novos X-Men. Ainda assim os mutantes da Marvel Comics continuam gozando de grande prestígio e boas vendas, tornando-se sucesso em diversas outras mídias (desenhos animados, videogames e cinema), e, bem ou mal, parecem ainda ter fôlego de sobra e muitos anos de sucesso pela frente.

Os “X-Men Brasileiros”?!
Os X-Men originais de Stan Lee e Jack Kirby chegaram ao Brasil em 1968, graças a GEP (Gráfica Editora Penteado) do lendário Miguel Penteado, e tiveram suas histórias publicadas na revista Edições GEP. Como outras publicações brasileiras da época, seu miolo vinha com a impressão em preto e branco, por questões econômicas, mas o formato era até um pouco maior que o dos comic books. Outro dado interessante é que os X-Men tiveram suas HQs revezadas a cada edição com as de outros personagens, como o Surfista Prateado e o Capitão Marvel (não confundir este com aquele que grita a palavra mágica “Shazam”). Algumas traduções utilizadas para os personagens foram bem interessantes, para não dizermos hilárias, casos de “Bolão” (Blob) e “Jaganata” (Juggernaut, ou “Fanático”, como é conhecido pelos brasileiros hoje em dia). Na verdade, a GEP é a única editora brasileira que fez uma tradução literal da palavra “juggernaut”, que tem vários sentidos – sendo, pois, uma das grandes sacadas de Stan Lee no batismo de um de seus personagens.

Explicando melhor: na religião hindu, Juggernaut é Krishna, oitavo avatar de Vishnu; ou ainda um ídolo de Krishna, levado anualmente em procissão num grande carro sob cujas rodas, os fanáticos se lançavam. A palavra serve ainda, para especificar a crença cega num ídolo ou ideal, causa da destruição cruel do indivíduo fanatizado (daí, com certeza, a apropriação do termo “Fanático” pelas editoras subseqüentes); e também “força tremenda” e “irresistível”. Aqui no Brasil, “Jaganata” é usado em referência a “caminhão grande” ou “carreta pesada”.

Como as histórias originais americanas tinham cerca de 20 páginas, e a GEP não dispunha de tantos anunciantes como a editora americana para preencher as páginas restantes da revista, optou por encomendar a artistas brasileiros a execução de histórias novas. Os principais encarregados dessa tarefa inusitada (afinal, é pouco provável que a Marvel estivesse inteirada desse fato) foram Gedeone Malagola e Walter S. Gomes, entre outros não creditados, que produziram um total de nove HQs. Foram as seguintes:

1, “Luta de titãs” (sem créditos);
2, “O dia em que Jean se tornou líder” (sem créditos);
3, “Corrida complicada” (sem créditos);
4, “Os X-Men contra Octópus, o Terrível” (sem créditos);
5, “A casa assombrada” (sem créditos);
6, “Os mutantes de Júpiter” (roteiro de F. Assis, arte de Walter S. Gomes, letras de Luiz Meri);
7, “O homem que queria dominar o mundo!” (roteiro de Gedeone Malgola, arte de Walter S. Gomes);
8, “Os X-Men enfrentam ... Thor o Vinking!” (roteiro de Gedeone Malagola, arte de Walter S. Gomes); e por fim,
13, “Perigo sob as águas” (sem créditos).

Malagola, um dos mais prolíficos quadrinhistas do Brasil, criador do super-herói Raio Negro (um híbrido de Lanterna Verde com Ciclope) chegou a afirmar, anos depois, que a Marvel tinha sim, autorizado essa produção de histórias dos X-Men por parte dos brasileiros. Em 1967, por exemplo, a RGE já havia usado do mesmo expediente ao produzir um crossover totalmente irregular entre os super-heróis Tocha Humana e Capitão Marvel. Na verdade, há vários outros casos, como por exemplo: as histórias de O Mosca, personagem criado por Joe Simon em 1959, e que foi desenhado em revistas – brasileiras – da editora La Selva por Luis Rodrigues e Izomar.

Entretanto, devido à popularidade alcançada pelos mutantes da Marvel, as raríssimas edições da GEP configuram-se, hoje, em itens preciosos de colecionador, tanto pelo teor histórico dos exemplares quanto (e principalmente) pelo ineditismo dos mesmos, que trazem o material brasileiro... ou melhor... os “X-Men Brasileiros”.


*Agradecimentos especiais aos jornalistas Worney e Wagner Augusto, e a Gérson Fasano (o maior colecionador do Brasil), por algumas informações preciosas que foram anexadas a este “X-File”.

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Arte de John Byrne para um fanzine de 1980
 
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