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10/06/2008
REVIEW - CINEMA: AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - PRÍNCIPE CASPIAN
 
 
As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Embora seja um grande épico da literatura, As Crônicas de Nárnia, em seu primeiro grande filme, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, deixou um pouco a desejar, seja pela facilidade excessiva com que as soluções são encontradas, seja pela pouca ação.

Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian), o segundo filme da franquia, vem para corrigir tais defeitos. Os irmãos Pevensie estão há um ano fora de Nárnia, novamente vivendo como crianças, até que são convocados para ajudar o Príncipe Caspian (Ben Barnes).

Embora na Terra apenas um ano tenha se passado, em Nárnia se passou muito mais tempo, 1300 anos para ser mais preciso. Neste período, o leão Aslam (voz de Liam Neeson) desapareceu e as criaturas mágicas se uniram, mesmo as que outrora apoiaram a Feiticeira Branca (Tilda Swinton) no primeiro filme. Mas a maior mudança foi a chegada dos Telmarines, povo que pensa ter aniquilado todos os Narnianos, tornando-se os donos de todo este mundo.

O nobre Príncipe Caspian, estudioso e admirador da antiga Nárnia, logo se vê em fuga, quando seu tio Miraz (Sergio Castellitto – o melhor ator do filme) arma um complô para assassiná-lo e tornar-se rei. O complô toma dimensões maiores quando Caspian acidentalmente entra em contado com os Narnianos e convoca os irmãos Pevensie, os antigos Reis e Rainhas de Nárnia, dando origem a uma nova guerra.

Com um tom mais sombrio e menos infantil, Príncipe Caspian é mais violento (embora o sangue tenha sido “abolido” das cenas, por mais violentas que sejam) e apresenta uma trama mais bem construída. A ação é mais dinâmica e os efeitos são primorosos. Figurinos e cenários também impressionam, principalmente as armaduras Telmarines, que são claramente inspiradas nos antigos espanhóis conquistadores.

O defeito no filme são os irmãos Pevensie, que quase a todo o momento parecem deslocados e desnecessários na trama. O principal motivo disso é o fato de Caspian ter assumido o posto de herói, o que vai tornando o quarteto de reis mais e mais irrelevante no decorrer do filme.

O papel que cada um representa no cenário geral só piora as coisas: as atitudes impulsivas de Pedro (William Moseley) contradizem sua liderança de outrora, o quase romance entre Susana (Anna Popplewell) e Caspian beira o ridículo pela falta de desenvolvimento, e o amadurecimento de Edmundo (Skandar Keynes) é jogado para segundo plano. A pequena Lúcia (Georgie Henley) é a única personagem do quarteto a ter um papel decisivo na trama, graças ao teor religioso de toda a saga de Nárnia.

Claro, As Crônicas de Nárnia é um épico de fantasia, mas o ingrediente que tornou este segundo filme tão superior ao primeiro foi sem dúvida o roteiro mais fincado num mal bem comum aos humanos: a política, o que cria situações de reviravolta, que prendem a atenção do público e conduzem toda a diversão.

Elenco: Ben Barnes, Liam Neeson, Sergio Castellitto, William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes, Warwick Davis, Georgie Henley, Peter Dinklage, Damián Alcázar, Alicia Borrachero, Pierfrancesco Favino. Roteiro: Andrew Adamson, Stephen McFeely, Christopher Markus. Direção: Andrew Adamson.

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