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02/08/2008
REVIEW - CINEMA: A MÚMIA - TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO
 
 
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Mudando a ação do Egito para a China, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor), terceiro filme da franquia, traz Jet Li como uma nova múmia, o Imperador Han, desperto depois de séculos por um general que pretende unificar o mundo sobre o comando de Han e seu exército de terracota.

Agora, a família O´Connell e seus aliados devem correr contra o tempo para evitar que seus inimigos se tornem imortais e invencíveis, dominando todo o planeta.

A Múmia e O Retorno da Múmia foram alguns dos filmes de aventura/fantasia mais agradáveis dos últimos anos, misturando com perfeição humor e ação a ótimos personagens, com um elenco sempre bem sintonizado com a produção.

Infelizmente, este terceiro filme não foi tão bem sucedido. A trama já começa de forma equivocada. Numa tentativa de fazer de Alex O´Connell (Luke Ford) um sucessor de seus pais aventureiros, a produção pula anos no tempo para mostrá-lo já adulto.

Rick (Brendan Fraser) e Evelyn (Maria Bello), seus pais, estão aposentados e entediados, sempre lembrando (e até certo ponto vivendo às custas) dos velhos tempos. De forma alguma a idéia é convincente, afinal os atores continuam jovens e a sensação de tempo passado é bem menor, já que o filme anterior foi lançado há apenas 7 anos, ao contrário de outras franquias como Indiana Jones ou Duro de Matar, onde o efeito nostalgia funciona plenamente.

O exagero em mostrar o tédio do casal é extremamente cansativo no início da exibição e o status em que se encontram vai contra tudo o que foi traçado com os personagens anteriormente. Maria Bello no lugar de Rachel Weisz rapidamente se mostra o erro supremo. Weisz, além de melhor atriz e muito diferente de sua substituta, criou e manteve todo o charme de Evelyn. Já Bello protagoniza cenas vergonhosamente piegas e forçadas, tornando a personagem totalmente desnecessária na trama. Fosse o novo filme uma aventura apenas de Rick e seu filho Alex, tudo seria bem melhor...

Como dito antes, há a tentativa de dar mais destaque para Alex, que até se sai bem (mas não tanto quanto sua versão criança no filme anterior, quando interpretado por Freddie Boath), mas a verdade é que Brendan Fraser sempre foi a cara da franquia e colocá-lo em segundo plano é mais um erro.

Mesmo Jonathan (John Hannah), o irmão de Evelyn, que sempre foi o perfeito alivio cômico, tem sua participação reduzida, mesmo que não decepcione nestes poucos momentos. Ironicamente, mesmo sem haver a necessidade para a trama, é claramente o ator que mais envelheceu do elenco já estabelecido.

As coisas só entram nos eixos nas cenas de ação, quando boa parte do clima da franquia vem à tona. Com os heróis em enorme desvantagem, em viagens suicidas, encontrando todo o tipo de criatura (contando com yetis, mortos-vivos, feiticeiras e mais) enfim o fã da cinessérie se sente à vontade.

Ainda assim, a ala oriental do elenco se mostra desperdiçada em papéis que não exigem tanto do talento de nomes famosos, casos de Jet Li e Michelle Yeoh (que vive a feiticeira Zi Juan).

Em certos momentos superando seus antecessores no quesito ação e inventibilidade no que diz respeito às criaturas fantásticas, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão peca em quase todo o restante, sendo um bom filme de ação, mas perdendo toda a alma da franquia no desenrolar dos eventos. Rob Cohen é um bom diretor, mas a verdade é que A Múmia é uma “cria” de Stephen Sommers, e sem sombra de dúvidas não é a mesma coisa sem seu envolvimento.

Elenco: Brendan Fraser, Maria Bello, Jet Li, Michelle Yeoh, John Hannah, Luke Ford. Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar. Direção: Rob Cohen.

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