MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
29/05/2009
REVIEW - CINEMA: HERÓIS
 
 
Heróis
 
 
Cena da HQ da Wildstorm
 
 
 
 
 
 
 



NAS TELAS
Com a crescente onda de adaptações de quadrinhos para os cinemas, em sua maioria protagonizadas por super-heróis, não é de se estranhar que Hollywood tenha aberto espaço também para adaptações de livros com temática parecida ou até mesmo heróis originais. Essa nova fatia do mercado cinematográfico nos deu filmes como Hancock e Jumper, e agora chega a vez de Heróis (Push).

Em um mundo onde desde a 2ª Guerra Mundial experimentos criam seres superpoderosos, é necessário um meio para contê-los e controlá-los. Esse meio é a Divisão, uma organização secreta dentro do governo dos Estados Unidos, composta pelos mesmos seres extraordinários que costuma caçar. Porém a Divisão, como toda boa organização secreta dos cinemas, não é confiável como se pensa, e sim corrupta, tendo um perigoso projeto em desenvolvimento, sob a supervisão de Henry Carver (Djimon Hounsou).

É quando esse projeto sai de controle que os mocinhos, todos já previamente envolvidos com a Divisão de alguma forma, são sugados para a trama, querendo ou não. Nick Gant (Chris Evans, o Tocha Humana dos filmes do Quarteto Fantástico) é um telecinético que quer só levar sua vida, enquanto tenta deixar para trás a morte de seu pai pelas mãos da Divisão. A garota Cassie Holmes (Dakota Fanning) consegue ver o futuro e, através dessas visões e de instruções dadas por sua mãe (uma visionária ainda mais poderosa), guia o grupo em sua missão. Kira Hudson (Camilla Belle) consegue implantar pensamentos e memórias nas cabeças dos outros, porém tem seus próprios problemas de memória.

O elenco, digno de nota, conta ainda com alguns rostos conhecidos, mas não tão famosos, em papéis de menor destaque. Heróis (numa tradução claramente pensada apenas para chamar a atenção, mas que acaba eliminando todo o sentido, já que o nome original diz muito a respeito da trama) triunfa ao criar um mundo muito interessante, com regras bem definidas para as variedades de poderes, e até uma divisão clara entre cada tipo de superser.

O grande porém é o próprio desenvolvimento da trama, ao mesmo tempo confusa e óbvia demais, embora com alguns bons momentos. As cenas de ação, normalmente um dos maiores atrativos de filmes com tal temática, também decepcionam bastante, sendo bem rápidas.

A trama deixa espaço aberto para continuações, que serão muito bem-vindas, desde que explorem melhor este universo de personagens bem elaborado, mas aqui mal utilizado.

NOS QUADRINHOS
Prova de que o cenário de Heróis foi bem elaborado é o prelúdio lançado em quadrinhos pela Wildstorm, um selo da DC Comics.

A minissérie em seis edições Push, ainda inédita no Brasil, volta bastante no tempo, tendo início em 1986, quando um ilustre e dedicado membro da Divisão começa a perceber o quão corrupta a organização é. Conseguindo provas de todas as artimanhas da Divisão, Ezra, o tal agente renegado, reúne um grupo de pessoas de confiança para atacarem a Divisão e acabarem com os planos dela.

Com uma trama muito superior ao filme, tendo um ritmo típico de uma aventura de 007 (mediando muito bem ação, reviravoltas e traições), a minissérie ainda consegue plantar as raízes dos personagens da produção, mostrando o início da ascensão de Carver, bem como os pais de Nick e Cassie.

Os realizadores do filme com certeza deveriam se espelhar no trabalho de Adam Freeman e Marc Bernardin (textos) e Bruno Redondo (arte).

Elenco: Chris Evans, Djimon Hounsou, Dakota Fanning, Camilla Belle, Paula Patton. Roteiro: David Bourla. Direção: Paul McGuigan.

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