MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
05/06/2009
MATÉRIA: O EXTERMINADOR DAS TELAS
 
 
O Exterminador do Futuro
 
 
 
 
O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final
 
 
 
 
O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas
 
 
 
 
O Exterminador do Futuro: The Sarah Connor Chronicles
 
 
 


O futuro raramente é promissor nos cinemas. Normalmente, vemos futuros pós-apocalípticos, cheios de doenças, guerras, sofrimento e morte. Algumas vezes, os seres humanos estão tão corrompidos, que acabam se tornando os próprios monstros da história.

Este ano, um futuro bem mais amigável foi revisitado no sucesso Star Trek, mas o mais querido dos futuros pós-apocalípticos também está de volta em O Exterminador do Futuro: A Salvação.

O EXTERMINADOR DO FUTURO (THE TERMINATOR)
Oriunda da mente de James Cameron, muito antes de dirigir o blockbuster Titanic, a saga de O Exterminador do Futuro teve início em 1984, com o lançamento do primeiro filme, dirigido por Cameron e roteirizado por ele e Gale Anne Hurd.

O filme tem início em 2029, numa Los Angeles devastada por uma guerra nuclear causada pelas máquinas, que agora tentam eliminar os últimos humanos sobreviventes. Logo o filme pula para o presente (1984), quando dois homens surgem nus em dois lugares diferentes da mesma cidade.

Num ótimo clima de mistério, de imediato não sabemos o que ambos estão fazendo. Um é Kyle Reese (vivido por Michael Biehn), um humano, soldado da Resistência no futuro. O outro é uma máquina, um ciborgue (organismo cibernético criado pela Skynet, camuflado para se parecer humano, sendo coberto de cabelo, carne, pele e sangue humanos), o chamado Exterminador (Arnold Schwarzenegger). Os enviados do futuro chegam nus porque só tecido vivo pode fazer a viagem.

Os dois partem em busca de uma mulher chamada Sarah Connor, embora logo descubram que há três mulheres com este nome em Los Angeles. O Exterminador rapidamente mata as duas primeiras, restando somente o verdadeiro alvo, interpretado por Linda Hamilton. Reese e o Exterminador alcançam a moça, que se vê perdida, mesmo quando salva por Reese, que lhe explica que seu filho ainda não nascido, John Connor, será o líder da Resistência no futuro. Por isso, a Skynet enviou um Exterminador para matar Sarah, evitando a existência de John e garantindo sua vitória no futuro. E claro, Reese foi enviado pelo próprio John para proteger Sarah.

Através de lembranças, sonhos e relatos de Reese, ficamos sabendo que o Exterminador é um modelo 101, criado para se infiltrar entre humanos. Mas existem outras máquinas, como o T-600, um Exterminador com pele de borracha, e os Caça-Assassinos, naves que fazem varreduras nas cidades destruídas do futuro em busca de alvos humanos.

Tentando escapar do Exterminador pelas ruas da cidade, Sarah e Reese acabam levados para a polícia. Na delegacia, Reese é considerado louco pelo Dr. Peter Silberman (Earl Boen), quando lhe conta sobre o futuro, revelando que a empresa Cyberdyne Systems criou a inteligência artificial Skynet como um programa de defesa, que se tornou auto-suficiente e interpretou todos os humanos como ameaça, assim estourando as bombas nucleares. Sarah é cercada de policiais para sua proteção. Nada disso ajuda, pois o Exterminador chega e mata quase todos na delegacia. Somente Sarah, Reese e Silberman (que foi embora no exato momento em que o ciborgue chegou) sobrevivem.

Em sua fuga, Sarah e Reese se abrigam em um hotel de estrada. Lá, Reese revela que sempre a amou, desde que John lhe deu uma foto dela. Após uma noite de amor, eles novamente são encontrados pelo Exterminador. Em fuga, acabam indo parar numa fábrica, onde travam a batalha final. A duras penas, o Exterminador é derrotado, mas isso custa a vida de Reese.

Ao final do filme, vemos Sarah já grávida, abastecendo num posto no meio da estrada. Enquanto grava fitas que servirão para explicar tudo a John, ela compra uma foto que um garoto tirou dela, justamente a mesma foto que no futuro John dará a Reese, seu pai.

A edição especial em DVD traz algumas cenas extras, não incluídas no filme. Nelas, vemos que Sarah, sabendo que a Cyberdyne Systems será a criadora da Skynet, pesquisa sobre a empresa e decide destruir sua fábrica antes que ela tenha a chance de criar o nefasto futuro dos Exterminadores. A fábrica do final do filme é revelada como sendo da Cyberdyne, e presenciamos dois empregados se apossarem do chip do Exterminador, cena que acaba sendo importante para a continuação.

O primeiro O Exterminador do Futuro foi um grande sucesso, e Cameron se tornou famoso. O autor Harlan Ellison (que escreveu dois episódios do seriado Quinta Dimensão que Cameron apontou como inspirações para o filme) ameaçou um processo, o que o levou a ser creditado nos lançamentos em VHS e DVD. Alguns dizem até que Cameron se inspirou também no trabalho de outro famoso escritor de ficção, Philip K. Dick. Outros dizem que Cameron adaptou a ideia da HQ Dias de um Futuro Esquecido, dos X-Men, que envolve viagem no tempo e um futuro dominado pelos robôs caçadores de mutantes chamados Sentinelas. Já Cameron por diversas vezes declarou que a ideia inicial para o filme lhe surgiu em um pesadelo. Seja qual for a versão real, é consenso que a saga se tornou um fenômeno mundial, gerando continuações, brinquedos, quadrinhos (que serão abordados em outra matéria aqui no HQM) e uma série de TV.

No campo das curiosidades, vale a pena notar as escolhas originais dos atores. Inicialmente, Cameron pensava em Lance Henriksen (da série Millennium) para viver o Exterminador. Ele acabou participando do filme como um policial e viveu uma máquina no próximo grande filme dirigido por Cameron, Aliens - O Resgate, que teve ainda mais dois atores de O Exterminador do Futuro: Biehn e Bill Paxton (uma das primeiras vítimas do Exterminador).

Outro que chegou a ser considerado para o papel do Exterminador foi O.J. Simpson, descartado pois Cameron o achou uma pessoa simpática e boa demais para o papel. Mal sabia Cameron que o ator seria anos depois acusado da morte de sua esposa e do amante. Mais curioso é que Biehn e Schwarzenegger inicialmente foram cogitados para os papéis inversos, o Exterminador e Reese, respectivamente.

Embora tenham ficado famosas nas continuações, as frases de efeito “come with me if you want to live" (venha comigo se você quiser viver) e “I´ll be back" (eu voltarei)”, foram ditas pela primeira vez neste filme: a primeira por Reese e a segunda pelo Exterminador.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL (TERMINATOR 2: JUDGMENT DAY)
Em 1991 foi lançado o segundo filme da série, que Cameron dirigiu e roteirizou (desta vez ao lado de William Wisher Jr.). A abertura novamente nos mostra o mundo em 2029, e vemos pela primeira vez John Connor adulto (Michael Edwards), comandando a Resistência.

Sarah Connor (novamente Hamilton) narra a abertura, contando que a o chamado Dia do Julgamento, quando a Skynet atacou os humanos com armamento nuclear, foi 29 de agosto de 1997. Ela recapitula a história do primeiro filme e revela que novamente a Skynet mandou um Exterminador para o passado, enquanto a Resistência enviou um novo protetor. O alvo desta vez é o jovem John Connor (Edward Furlong).

A trama se passa em 1995, embora a data nunca seja mencionada durante o filme – somente nas sinopses e materiais de divulgação, mas como o alvo é um John Connor com 10 anos, e ele nasceu em 1985, é essa a conclusão lógica, embora Furlong seja claramente mais velho, tendo na época em torno de 13 ou 14 anos. Há uma inconsistência em tudo isso. Como dito, se John tem 10 anos, a trama teria de se passar em 1995, mas por várias vezes (tanto no filme quanto na divulgação) é dito que o filme se passa 10 anos depois do primeiro, o que indicaria o ano de 1994. Do mesmo modo, em determinado momento, o protetor de John diz que foi enviado de 35 anos no futuro (no ano de 2029), o que novamente indica 1994. Por fim, é dito que o Dia do Julgamento acontece três anos depois, o que mais uma vez aponta para 1994.

Schwarzenegger, muito mais famoso do que na época do primeiro filme, desta vez não é o vilão. O Exterminador enviado pela Skynet é um modelo T-1000 (Robert Patrick), feito de metal líquido, capaz de assumir a forma de qualquer um que tocar e de transformar seus braços em armas cortantes. A Resistência, por sua vez, conseguiu reprogramar um Exterminador do mesmo modelo do original, e aí entra Schwarzenegger, enviado para proteger John.

O garoto vive com pais adotivos, depois que Sarah foi presa ao tentar explodir uma fábrica da Cyberdyne. Ela está numa instituição psiquiátrica, dirigida pelo Dr. Silberman (novamente Earl Boen). Com um visual mais agressivo, que faz com que até o espectador acredite em sua loucura, Sarah se tornou uma mulher dura e violenta, sempre agredindo Silberman e tentando fugir para poder proteger seu filho.

O T-1000, sempre disfarçado como um policial, localiza facilmente John, e logo entra em confronto com o T-101, que o detém por um tempo. Após a fuga, o T-101 explica a situação para John, e revela que está programado para obedecer a ele, já que foi enviado e reprogramado por sua versão futura. Assim, John acaba ordenando que o Exterminador não mate ninguém. Tal fato decepcionou a muitos. A verdade é que nos anos 1980, os filmes de ação eram de fato muito mais violentos, mas nos anos 90 isso já não era verdade. Todo o clima e o visual sujo do primeiro Exterminador ficaram para trás, dando lugar aos efeitos especiais de ponta.

Dando-se conta de que o T-1000 usaria Sarah para chegar a ele, John parte para o resgate de sua mãe, sempre acompanhado do T-101. Paralelamente, Sarah está no hospital sendo interrogada por policiais, já que o confronto entre o T-101 e o T-1000 deixou testemunhas. A polícia acredita que o responsável pelo massacre da delegacia no primeiro filme está de volta.

Sabendo que seu filho está em perigo, Sarah prepara sua fuga, bem na hora que todos convergem para o local. John, Sarah e T-101 conseguem fugir do T-1000 juntos, mas os parâmetros da missão logo mudam.

Sarah consegue com o T-101 as informações sobre Miles Dyson (Joe Morton), o homem que criou a Skynet. Primeiro o grupo se mune com armamento que Sarah havia deixado com um velho amigo, depois ela tenta matar Dyson, mas na hora da verdade volta atrás. Mas Dyson acaba convencido da verdade quando o T-101 revela o que é, e decide ajudá-los. Dyson destrói todos seus arquivos e depois leva o grupo até a sede da Cyberdyne, para explodir tudo. Como deixado claro pelas cenas extras do primeiro filme, a empresa está em posse do chip e de um braço do primeiro Exterminador enviado ao passado, e todas as descobertas de Dyson são fruto da engenharia reversa dessas peças. Ou seja, ambos os lados da guerra no futuro (Skynet e John Connor), só existem graças às viagens no tempo.

Dyson acaba sendo baleado pela polícia e morre, mas o prédio é destruído mesmo assim. O T-1000 também chega, iniciando uma longa perseguição a John e companhia. O clímax ocorre numa siderúrgica, onde o T-1000, a duras penas, é derretido, assim como o chip e o braço que estavam com a Cyberdyne. Para garantir que a Skynet nunca surja, só falta uma coisa: destruir o próprio T-101, por sua própria sugestão, já que ele não pode se auto-exterminar. Ao fim do filme, o Exterminador parece bem mais humano, principalmente ao se sacrificar. Vale notar que um braço dele fica para trás, embora nenhum personagem pareça se dar conta disso.

Existe uma edição especial do filme, inédita no Brasil, que apresenta várias cenas a mais, numa nova montagem do longa. Elas incluem até uma aparição de Kyle Reese (novamente Biehn) em um sonho de Sarah. Outros trechos mostram o T-1000 defeituoso depois de se reconstituir perto do clímax do filme, não conseguindo controlar totalmente a assimilação do que toca, o que torna fácil para John perceber quando ele se disfarça como sua mãe (cena, aliás, que não precisou de efeitos especiais para mostrar duas Sarah Connor, já que a irmã gêmea da atriz, Leslie, foi usada – gêmeos também são usados quando o T-1000 assimila a forma de um empregado do hospital psiquiátrico).

Mas a cena mais importante nesta edição especial é uma em que o Exterminador explica que poderia aprender coisas novas, mas não o faz pois a Skynet o enviou ao passado com seu chip em posição de “apenas leitura”, ou seja, capaz de apenas obedecer ordens. Instruídos pelo Exterminador, Sarah e John abrem sua cabeça e retiram o chip, mudando a posição para que ele possa aprender. Isso não só explica porque o personagem vai se tornando mais humano durante o filme, como tira uma dúvida que surgiu nos games da saga. Embora o ciborgue sempre se apresente como um modelo 101, diversas vezes, principalmente nos games, ele é designado como um T-800. No momento de sua reativação, seu sistema revela que ele é um produto da Cyberdyne Systems (como já dito no filme anterior, mas que ainda assim levanta a possibilidade de os Exterminadores serem fabricados pela empresa, e não diretamente pela Skynet), série 800, modelo 101, versão 2.4. Ou seja, quando um Exterminador é chamado de T-800, isso se refere à sua série. Mas o número 101 é seu modelo, que teorias indicam ser o modelo usando o rosto de Schwarzenegger.

Ainda no campo das curiosidades, James Cameron pretendia ter o cantor Billy Idol como intérprete do T-1000, mas Idol não pôde participar do filme pois sofreu um acidente de moto na época.

Há ainda mais uma versão diferente do filme, também inédita no Brasil, que mostra o T-1000 escaneando o quarto de John em busca de pistas, encontrando as fitas gravadas por Sarah com instruções para seu filho e até a famosa foto que será dada para Reese no futuro. Nesta versão existe também um final alternativo, que mostra Sarah já velha relembrando como foi evitado o Dia do Julgamento. Tais cenas só podem ser assistidas através de truques durante a exibição do filme ou no próprio menu do DVD ou Blu-ray.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 3: A REBELIÃO DAS MÁQUINAS (TERMINATOR 3: RISE OF THE MACHINES)
O terceiro filme da saga demorou para ser realizado, sendo lançado apenas em 2003, sem nenhum envolvimento de James Cameron. O roteiro foi criado por John D. Brancato, Michael Ferris e Tedi Sarafian, enquanto a direção ficou a cargo de Jonathan Mostow.

O filme tem início no dia 24 de julho de 2004. John Connor (desta vez interpretado por Nick Stahl) já é um adulto. O Dia do Julgamento foi evitado, mas ele não acredita que tudo tenha acabado, por isso leva uma vida nômade, sem endereço, sem amigos, sem ninguém.

John reapresenta a saga ao espectador, criando uma inconsistência logo nos primeiros minutos de exibição, dizendo que tinha 13 anos quando foi atacado pelo T-1000, quando na verdade tinha 10. Como dito acima, quem tinha mais ou menos essa idade era o ator Edward Furlong, não o personagem. Parece que a óbvia diferença de idade entre ator e personagem confundiu até mesmo os realizadores dos filmes.

No mesmo dia, dois Exterminadores chegam ao presente. O primeiro é um modelo feminino, a T-X (Kristanna Loken), que acabou apelidada de Terminatrix. Sendo um modelo ainda mais avançado do que o T-1000, a T-X tem um endoesqueleto com um variado sistema de armas internas, tudo isso coberto pelo mesmo metal líquido que formava o T-1000. Fora isso, ela é capaz de conexão com a internet, pode controlar outras máquinas e até mesmo consegue escanear sangue para determinar de quem ele é (algo muito útil quando se pode ter atirado na pessoa errada...). Ela foi enviada para matar os tenentes de John na Resistência, já que o próprio John não pode ser encontrado, desde que sumiu de qualquer tipo de registro.

O bom e velho Schwarzenegger é enviado novamente no papel de herói. Ainda um modelo 101, nas notas de produção e releases é tratado como um T-850, embora isso passe em branco no próprio filme.
Machucando-se num acidente na estrada, John invade uma clínica para animais para roubar remédios. Logo dá de cara com Kate Brewster (Claire Danes), que trabalha no local. Ela é também um dos alvos da T-X, que chega ao local encontrando John, que logo se torna o alvo prioritário.

Salvos pelo T-101 (ou T-800, ou até T-850, o que você preferir), John e Kate pegam a estrada, indo até onde Sarah Connor está enterrada. Ela morreu de leucemia, resistindo muito além do que os médicos previram, aguentando até o dia seguinte do que quase foi o Dia do Julgamento. Contudo, ela não foi enterrada, mas sim cremada, e no seu túmulo deixou um verdadeiro arsenal, que agora será útil a John e seus companheiros.

A polícia logo é ativada e Kate, que ainda não entende bem o que está acontecendo, é aconselhada pelo psicólogo de plantão, o Dr. Silberman (novamente Boen), ainda afetado pelos acontecimentos do filme anterior - ele corre como um louco quando revê o Exterminador.

No decorrer dos acontecimentos, John e Kate descobrem que já se conhecem desde crianças, tendo se beijado numa festa um dia antes dos acontecimentos do segundo filme. E não é só: conforme o Exterminador revela, eles estão casados no futuro e têm até filhos, que também serão importantes. Para completar as novidades, o Exterminador conta que foi enviado por Kate (e por isso obedece só a ela) do ano 2032, logo depois de ter exterminado John.

Kate é importante por causa de seu pai, Robert (David Andrews), um militar envolvido no desenvolvimento da Skynet e, portanto, um dos alvos da T-X. Kate, é claro, decide salvar o pai, mas o grande problema é que neste momento já é o dia 25 de julho de 2004, a nova data do Dia do Julgamento.

Durante todo o filme, são apresentadas panes de sistema e redes (internet, televisão etc.) caindo. Um vírus está afetando todas as tecnologias do mundo, e o exército americano, que já tem a Skynet pronta, se vê forçada a acioná-la para não deixar o país desprotegido. No fim das contas, a própria Skynet é o vírus, e vem forçando sua ativação plena para ter acesso aos meios de defesa americanos. John e Kate chegam tarde demais ao pai dela, que, além de ter acionado a Skynet, é morto pela T-X. No entanto, antes de morrer ele fornece uma localização para o casal. Os dois acreditam que o local guarda a última chance de destruir a Skynet, que neste momento já está dando início a seus ataques, utilizando os protótipos dos Caças-Assassinos (em menor escala) e os T-1, todos desenvolvidos para o exército.

O Exterminador cai sobre o controle da T-X, mas se recupera a tempo de destruí-la, sendo também exterminado no processo. John e Kate descobrem que foram o tempo todos guiados a um local seguro, um abrigo do governo. No final, o mundo é devastado pela Skynet, que, sendo um programa espalhado por todos os computadores do mundo, não tem uma forma física que possa ser destruída.

Este terceiro filme dividiu bastante as opiniões e foi o último papel principal de Schwarzenegger antes de ingressar na política. Um dos maiores problemas notados pelos fãs foi o desenvolvimento (ou falta dele) de John Connor, aqui retratado como um fracassado, que não aceita seu futuro, constituindo-se de alguém que não lembra em nada um grande líder.

Como todos os outros filmes, este também tem uma cena importante em uma edição especial em DVD. A tal cena apresenta o Sargento William Candy (Schwarzenegger), o humano que foi escolhido como modelo para os Exterminadores. Vale lembrar que em livros da saga, o modelo foi um austríaco (assim como Schwarzenegger) contra-terrorista chamado Dieter Von Rossbach.

TERMINATOR: THE SARAH CONNOR CHRONICLES
Em 2008, O Exterminador do Futuro trocou as telas de cinema pela telinha da televisão, com a estréia do seriado Terminator – The Sarah Connor Chronicles.

A trama do seriado se passa antes do terceiro filme da série, mas ainda o leva em consideração (mais ou menos). Tudo o que aconteceu nos dois primeiros filmes é levado ao pé da letra... exceto as datas. Tudo isso para colocar a trama como algo mais recente, ambientada no presente.

O história da série tem início em 24 de agosto de 1999. Há dois anos Sarah (Lena Headey) e John (Thomas Dekker) destruíram o projeto da Cyberdyne (ou seja, nesta linha temporal, os acontecimentos do segundo filme se deram em 1997), acreditando assim ter evitado a criação da Skynet.

Ainda que acreditem estar livres de Exterminadores, os dois não estão inteiramente livres de perigo, já que são procurados pela fuga de Sarah do hospital psiquiátrico, pela destruição do prédio da Cyberdyne e também são acusados da morte de Miles Dyson (Phil Morris).

John tem agora 15 anos (mais uma vez, as contas apontam que ele deveria então ter 13 anos no segundo filme) e ele e Sarah vivem sob um nome falso, com relativa tranquilidade. Sarah está noiva de Charley Dixon (Dean Winters), um bom homem que a ama e que cuida muito bem de John.

Mas Sarah continua bastante paranóica, tendo sempre pesadelos desastrosos. O medo a leva a acreditar que ela e John não devem ficar parados num mesmo lugar, o que a leva a fugir de seu noivo e se mudar para outra cidade. E é aí que os problemas começam.

Dixon vai até a polícia, o que atrai o agente James Ellison (Richard T. Jones) do FBI, que está no encalço de Sarah e John. Vale notar que o agente foi assim batizado em homenagem ao autor Harlan Ellison (de quem falamos no início desta matéria).

Graças aos registros de Ellison sobre o caso, um Exterminador chamado Cromartie (Owain Yeoman) chega até John, que é salvo por uma Exterminadora chamada Cameron (Summer Glau), enviada do ano 2027. Cromartie é um novo modelo, um T-888, já Cameron não tem seu modelo revelado, mas seu nome é uma óbvia homenagem a James Cameron.

No desenrolar dos acontecimentos, é revelado que a nova data para o Dia do Julgamento é 21 de abril de 2011. John e Sarah novamente querem tentar destruir a Skynet antes que ela seja colocada em funcionamento. É importante notar que tanto Cromartie quanto Cameron parecem aprender rápido a assimilar o comportamento humano, sendo capazes também de melhor planejamento e improvisação. Com isso em mente, entendemos melhor porque Cameron surge com um plano pronto para ajudar os Connors.

O trio vai até um banco, onde enviados da Resistência esconderam armamento e uma máquina do tempo em 1963. Eles destroem Cromartie (ou assim pensam) e se deslocam para 2007, onde são considerados mortos, portando teoricamente livres da interferência direta de qualquer um de seus perseguidores.

Deste momento em diante, a série segue as tentativas do trio em deter o surgimento da Skynet, procurando pistas de seus criadores. Cromartie retorna, agora interpretado por Garret Dilahunt, já que precisa refazer sua aparência humana destruída. Ellison logo começa a seguir os rastros dos Connors e vai pouco a pouco descobrindo a verdade.

Ainda na primeira temporada chega um importante soldado da Resistência vindo do futuro: Derek Reese (Brian Austin Green, bastante conhecido por seu papel na série Barrados no Baile), irmão de Kyle, o pai de John. Ele se junta ao grupo e logo fica claro que tanto membros da Resistência quanto Exterminadores estão voltando no tempo com variadas missões.

Na segunda temporada, surge Catherine Weaver (a cantora Shirley Manson), responsável por uma empresa que desenvolve uma nova inteligência artificial. Na verdade ela é uma T-1001 (uma evolução do modelo T-1000), cuja verdadeira missão é bem misteriosa.

Novos personagens vão entrando no programa, tornando a história cada vez mais cativante e complexa, explorando o mundo de O Exterminador do Futuro de uma maneira eficaz, como nenhum filme jamais foi capaz. Personagens já existentes nos filmes ressurgem, como a família de Miles Dyson, o Dr. Silberman (desta vez vivido por Bruce Davison) e até Kyle Reese (Jonathan Jackson), através de alucinações de Sarah, que lembram muito a aparição do personagem na cena da edição especial do segundo filme.

Primeiramente revoltado com seu destino, John Connor aos poucos vai amadurecendo, pela primeira vez demonstrando seus dons como líder e estrategista, distanciando-se cada vez mais da versão mostrada em A Rebelião das Máquinas. Aliás, durante a série Sarah descobre seu futuro, morrendo de leucemia, como apresentado no terceiro filme. Entretanto, a viagem no tempo no episódio-piloto foi apenas o primeiro passo para mudar a linha temporal. Com o passar dos episódios, alguns até mostrando o mundo do futuro, vamos descobrindo pelo menos três linhas temporais distintas, criadas pelas ações dos personagens no presente.

A série foi recentemente cancelada, vítima da baixa audiência, o que é uma pena, dada sua qualidade elevada. Com apenas 31 episódios, distribuídos em duas temporadas, o programa deixou literalmente dezenas de pontas soltas, sendo cancelado num momento crucial da trama, o que deixou todos com água na boca e extremamente decepcionados. No Brasil, ainda é exibido pelos canais Warner Channel e SBT (onde foi rebatizado simplesmente como O Exterminador do Futuro).

O FUTURO
O Exterminador do Futuro: A Salvação, o quarto episódio da saga nos cinemas, estreou sem lucrar o esperado, mas ainda assim se saindo bem nas bilheterias, a despeito das críticas negativas. Este novo capítulo se passa no futuro, em 2018, e é melhor comentado em nosso review. A intenção é iniciar com ele uma nova trilogia, que colocaria um fim à saga.

Fãs esperançosos esperam que, se o filme arrecadar o bastante, a série de TV seja resgatada das cinzas. Isso infelizmente parece bem improvável, pois boa parte dos atores principais já estão ingressando em novos projetos na TV e no cinema.


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O Exterminador do Futuro 4: A Salvação
 


 

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