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13/01/2010
REVIEW - CINEMA: SHERLOCK HOLMES
 
 
Sherlock Holmes
 
 
 
 
 
 
 
 



Criado em 1887 por Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes, o maior e mais famoso detetive do mundo, teve literalmente dezenas de adaptações para diversas mídias com o passar dos anos, mas uma das melhores delas só chegou agora aos cinemas.

Intitulado simplesmente Sherlock Holmes (Sherlock Holmes), o filme tem direção de Guy Ritchie e é estrelado por Robert Downey Jr. No papel do fiel companheiro Watson está Jude Law; Rachel McAdams interpreta Irene Adler, trapaceira e interesse amoroso de Holmes; enquanto Mark Strong vive Lorde Blackwood, o vilão da trama.

Na história, perto do iminente fim da parceria entre Holmes e Watson, a dupla investiga crimes cometidos por Blackwood. Aparentemente um caso simples, tudo se complica demais mesmo depois do caso ser dado como encerrado, quando tanto o mistério quanto o perigo se ampliam, numa trama que pode mudar toda a face da Terra.

Esta versão de Holmes é ao lado do já clássico O Enigma da Pirâmide (de 1985), a mais diferente e interessante interpretação do personagem (fora as várias sátiras, é claro). O Holmes de Downey Jr. é extrovertido, convencido, beberrão e ótimo lutador, sendo fiel a vários elementos raramente adaptados dos livros, ao mesmo tempo que inovador. Downey Jr. nos últimos anos parece escolher apenas papéis que lhe permitam se liberar e se divertir, como em Homem de Ferro e Trovão Tropical, e novamente faz isso em Sherlock Holmes, criando uma interpretação que permite inúmeros estouros de humor em meio a uma ótima aventura, sem nunca transformar a produção numa comédia de fato.

Jude Law também tem sua parcela no humor, cínico como nunca vivendo a versão mais esbelta já vista de Watson. O personagem, aliás, tem um desenvolvimento maior do que o de costume nas histórias de Holmes, ganhando uma história pessoal de fundo e sendo bastante útil para a conclusão do caso investigado.

McAdams também é bastante divertida, se atirando no grupo de antiheroínas amantes de famosos heróis, como a Mulher-Gato, por exemplo. A personagem acaba por ser definida por sua própria ambiguidade, algo que serve muito bem ao roteiro.

Strong, mesmo competente, acaba sendo o membro do elenco principal com menos destaque, até porque seu personagem aparece muito menos, mas ainda assim não faz feio, encarnando o tipo de vilão que já está virando um clichê em sua carreira. Há ainda outros elementos da mitologia de Holmes, com destaque para o indispensável Inspetor Lestrade (vivido por Eddie Marsan).

Mas não é só o desempenho do elenco que merece elogios em Sherlock Holmes. Toda a produção foi bem cuidada, com um roteiro inteligente, fotografia e figurinos impressionantes. Os cenários são muito fiéis ao período retratado, criando um ótimo clima. Até mesmo as cenas de ação apresentam um tom bem particular, o que ajuda a deixar a marca do filme.

Guy Ritchie se provou mais uma vez um diretor de talento. Ainda que explore muitos dos elementos que são costumeiros em sua carreira, dando sempre o devido destaque ao submundo inglês, pode-se dizer que Sherlock Holmes é sua primeira verdadeira superprodução, estrelada por grande elenco, custando muito e com distribuição e divulgação em larga escala. O resultado é empolgante e extremamente divertido e, o melhor de tudo, explora a trama como apenas uma peça de uma história maior, conforme já ficou claro antes mesmo da estreia, com a divulgação de que continuações já estão sendo planejadas.

Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Eddie Marsan, Kelly Reilly. Roteiro: Anthony Peckham. Direção: Guy Ritchie.

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