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09/06/2010
REVIEW - CINEMA: PRÍNCIPE DA PÉRSIA - AS AREIAS DO TEMPO
 
 
Príncipe da Pérsia
 
 
 
 
 
 
 
 


Quem não perdeu horas a fio jogando videogames? Qualquer um que tenha nascido da geração Atari até aqui. Porém, é muito mais difícil achar alguém que tenha perdido ao menos duas horas assistindo a uma adaptação de um game para as telonas.

E o motivo é óbvio: tais adaptações, em geral, são horríveis, como, por exemplo, Tomb Raider e Street Fighter. É claro que existem boas exceções, como o primeiro Mortal Kombat (ainda que seja bem leve se comparado ao jogo) e o segundo Resident Evil, mas a tendência é sempre nos decepcionarmos.

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time) chegou aos cinemas para mostrar que isso pode mudar. Dirigido por Mike Newell e escrito por Boaz Yakin, Doug Miro, Carlo Bernard e Jordan Mechner, o filme é uma grande aventura, bem realizada, bem adaptada e que chega até a expandir o universo do jogo.

O personagem principal é Dastan (Jake Gyllenhaal), o príncipe do título, que cai numa intriga envolvendo sua família real e as míticas Areias do Tempo, que podem fazer o tempo retroceder. Gyllenhaal habitualmente trabalha em dramas ou até tramas policiais, raramente sendo visto numa aventura. Contudo, se encaixou muito bem no papel, convencendo como herói de ação e dando um tom cômico muito apreciado ao personagem. Dastan, aliás, tem detalhes de sua história bem explorados nas telas, detalhes que ou nunca foram mostrados ou apenas foram sugeridos nos games.

O sempre ótimo Ben Kingsley vive Nizam, tio de Dastan. Acredito não estar estragando nenhuma surpresa quando digo que ele é o vilão da trama, já que a divulgação do filme deixou isso mais do que claro nos últimos meses. Ator renomado e premiado, Kingsley desempenha muito bem seu papel, ainda que fique distante de suas mais memoráveis interpretações.

A lindíssima Gemma Anterton vive Tamina, a dama em apuros e interesse romântico de Dastan. Ela é o elo mais fraco da produção, pois só funciona bem nas cenas mais bem humoradas entre ela e Dastan. Por mais bonita que Anterton seja, a verdade é que ela vem acumulando papéis insossos em sua carreira, sendo este justamente seu melhor desempenho até o momento, afinal aqui ela consegue desenvolver um humor que consegue remediar, ao menos em parte a sua falta de talento.

Embora o restante do elenco de apoio se mostre competente, quem realmente se destaca é Alfred Molina no papel de Sheik Amar, um trapaceiro que se envolve de maneira acidental em toda a trama em torno das Areias do Tempo. Amar é o alivio cômico da história, o tipo de personagem essencial a esse tipo de aventura, que costuma, e é este o caso, roubar muitas das cenas onde aparece.

O filme conta ainda com coreografias muito bem trabalhadas, fazendo jus às acrobacias complicadas de Dastan. Porém, os efeitos especiais são inconstantes. Em algumas cenas estão ótimos, mas em outras deixam  a imagem um tanto sem foco, cancelando assim sua eficiência.

Uma aventura com grandes momentos de ação e bom humor, Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, limpa a má reputação das adaptações de games, mas por si só é também uma produção extremamente divertida, resgatando o tipo de entretenimento descompromissado de filmes como Indiana Jones e os dois primeiros A Múmia.

Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Dave Pope, Thomas DuPont. Roteiro: Boaz Yakin, Doug Miro, Carlo Bernard e Jordan Mechner. Direção: Mike Newell.

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