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20/09/2011
REVIEW - GAME: DEAD ISLAND
 
 
Dead Island
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Quando o primeiro trailer de Dead Island foi lançado no começo do ano, muita gente ficou impressionada. Era um filme em computação gráfica mostrando os últimos momentos de uma família em um resort paradisíaco antes de um ataque zumbi começar. Nove meses depois, o game finalmente foi lançado, e é surpreendente.

Antes monstros “baixos” do terror, os zumbis ganharam nas duas últimas décadas muita projeção. Surgiu a literatura especializada no tema, com autores como Max Brooks (O Guia de Sobrevivência a Zumbis; Guerra Mundial Z); a grandiosa HQ Os Mortos-Vivos, de Robert Kirkman; George Romero virou cult e inspirou produções como a série de filmes espanhola Rec; e os games viram o lançamento de Resident Evil, Left 4 Dead, além dos infinitos joguinhos em flash no qual o entediado trabalhador poderia exterminar zumbis por tardes inteiras.

O game da Techland (a mesma produtora do bem-sucedido Call of Juarez) é frenético desde a primeira aparição dos zumbis, logo no quarto ou quinto minuto de ação. Na história, seu personagem - você pode escolher entre quatro: um especialista em armas de fogo, um especialista em atirar objetos, um que usa a força bruta, e um faquir – acorda bêbado após uma noitada na tal ilha, só para descobrir que é um dos poucos sobreviventes da praga dos mortos-vivos. Pouco depois, é mordido, mas milagrosamente sobrevive. Um rádio toca, somente para informar o personagem de sua imunidade ao vírus, o transformando na salvação do mundo.

Se a história é simples, o game se torna complexo pela inventividade de seus desenvolvedores. O primeiro e mais divertido fator: nada de armas de fogo (pelo menos depois das mais de oito horas que este escriba passou na frente do computador). Ao invés disso, o jogador precisa se virar com remos de pequenas canoas, facas de cozinha, cutelos, pés de cabra, tacos de beisebol – todos eles têm desgaste, e não duram por muito tempo. A melhor forma de enfrentar os monstros é, pasmem, o bom e velho chute até o crânio se desmontar (é possível dar voadoras!!!).

Outro fator é a progressão. O game, em primeira pessoa, incorpora elementos de RPG. Cada zumbi aniquilado (difícil dizer “morto”) se transforma em pontos de experiência, que servem pra ser gastos em habilidades que vão desde abrir baús trancados (o famoso lockpick) até mais força na hora de martelar a cabeça de um zumbi. E não é só o personagem que evolui. A cada nível passado, os zumbis também se tornam mais fortes, mais rápidos (eles já começam bem velozes, e até usam as armas com as quais morreram), mais perigosos. E, eles voltam a aparecer na ilha. Não adianta querer fazer uma limpa, eles vão voltar.

Sobre a progressão, ainda vale citar que é possível melhorar as armas adquiridas ao longo da exploração da ilha, bem como criar algumas delas combinando alguns materiais específicos. Ainda sobre as armas: não é possível usar todas desde o começo do game. Você precisa evoluir para ganhar a habilidade de manejar algumas delas.

Como fã de Resident Evil desde o primeiro game da franquia, particularmente sempre senti falta de uma única coisinha, e foi ela que fez meus olhos brilharem mais em Dead Island: alguns carros abandonados na ilha funcionam, e você pode efetivamente dirigi-los. Em outras palavras, dá pra perder um bom tempo brincando de atropelar mortos-vivos.

Da parte técnica, ainda vale ressaltar a beleza do game. A ilha é enorme e muito bem desenhada. Há diversos tipos de vegetação, a água é cristalina, existem quiosques com bares, chalés para serem explorados, montanhas, praias afastadas. Os zumbis são um show a parte. Dá pra decepá-los, esquartejá-los, quebrar suas costelas, braços, pernas, escalpelá-los. Pense em uma crueldade. É possível!

Sendo assim, Dead Island é, talvez, o melhor jogo do ano até o momento. É claro que Batman: Arkham City ainda não foi lançado, e que esse resenhista ainda está maravilhado com a produção.

Por falar nisso, deixa eu voltar a jogar...


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