MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
08/02/2012
REVIEW - GAME: BATMAN - ARKHAM CITY
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Um dos melhores jogos de 2011, assim é definido o último jogo do Cavaleiro das Trevas, Batman: Arkham City. Em um ano quente para a indústria de games – destaque para jogos como The Elders Scrolls V: Skyrim, Uncharted 3: Drake´s Deception e The Legend of Zelda: Syward Sword, só para citar alguns – a continuação do sucesso de 2009, Batman: Arkham Asylum, figura como a melhor adaptação de um personagem de HQs para games.

A história se passa seis meses depois dos eventos de Arkham Asylum e tem como premissa a eleição do diretor do Asilo Arkham Quincy Sharp – catapultado pela “ação eficiente” contra os vilões e bandidos no primeiro jogo – a prefeito de Gotham. Com a ajuda de Hugo Strange, Sharp constrói no coração da cidade um complexo para abrigar todos os criminosos. Batman (e por consequência Bruce Wayne) é contra essa extrema medida e busca acabar com isso.

O roteiro, escrito por Paul Dini, Paul Crocker e Sefton Hill, abusa (no sentido positivo) dos vilões do Batman, sendo que a maioria é inédita na franquia. Não é possível falar destes personagens sem soltar algum spoiler comprometedor, então, pra saber quem está ou não, só jogando. Entretanto, o Coringa volta, assim como a Hera Venenosa. Também está na história a Mulher-Gato, no entanto, obtida somente por download. O ponto negativo do jogo em relação à história é a duração: ela é relativamente curta (corresponde a quase 50% do game), dando prioridade paras a missões secundárias.

Por outro lado, estas missões receberam um cuidado especial. O Charada tem a maior parte delas, entre charadas envolvendo personagens do universo do Batman, troféus e uma mini-história para resgatar reféns no melhor estilo Jogos Mortais. O resto corresponde a salvar presos políticos espalhados por Arkham City, confrontos com vilões secundários e treinos para planar com a capa. Além da Mulher-Gato, o Robin (Tim Drake) faz uma pequena ponta na história e só se torna um personagem jogável – junto com Asa Noturna – através de download.

Não há muito que falar sobre a jogabilidade. O sistema de lutas praticamente não foi alterado, assim como as partes em que Batman deve neutralizar os bandidos sem ser visto. Em poucos momentos durante as lutas, a câmera não facilita a vida do jogador, porém, nada que comprometa o seu desenvolvimento no jogo. E muitos poderão achar que planar com a capa sobre Arkham City com os novos movimentos – como o de mergulhar no ar, por exemplo – é digno de destaque.

Outro bom destaque, desta vez direcionado para nós brasileiros, são as legendas em português. A WB Games lançou o game com apenas os diálogos em inglês – as legendas e as informações de menu e gadgets do Batman estão em um bom português, o que facilita muito a vida de muitos jogadores daqui.

Batman: Arkham City é espetacular em todos os sentidos. Gráficos muito bons, história curta, porém envolvente e empolgante (muito pela escolha dos vilões presentes) e um controle preciso para aproveitar bem o game. Todas essas qualidades, depois de algumas horas de jogo e reflexão, se revertem em um pensamento único: por que essa dedicação não pode ser estendida a outros personagens da DC?

É bem verdade que DC Universe Online também é uma bela incursão no mundo dos games, mas parem e imaginem diversos jogos desse porte com outras figuras famosas da editora. Isso não é uma crítica severa aos desenvolvedores, editora e distribuidores –  é apenas uma reflexão, que o autor espera que um dia se torne realidade.

Veja também:
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