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12/03/2012
REVIEW - CINEMA: MOTOQUEIRO FANTASMA - ESPÍRITO DE VINGANÇA
 
 
Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança
 
 
 
 
 
 
 
 


A (falta de) qualidade do primeiro filme do Motoqueiro Fantasma é praticamente incontestável. Por isso todos se surpreenderam quando foi dado o sinal verde para uma continuação. Quando confirmaram que Nicolas Cage voltaria ao papel, aí as coisas se complicaram, mas ainda existia esperança, afinal Mark Neveldine e Brian Taylor, a dupla responsável pela franquia Adrenalina, assumiu a direção, o que animou aos fãs. Só que todos se esqueceram que os dois também dirigiram o péssimo Gamer...

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance) é bem superior ao anterior, mas isso não quer dizer muita coisa. Muito longe da diversão de Adrenalina, a produção está mais perto da decepção de Gamer. O que poderia ser um filme divertidíssimo e violento, se torna forçado, sem graça e malfeito.

Johnny Blaze está se escondendo na Europa quando é contatado pelo monge Moreau (Idris Elba), que lhe oferece um belo trato: livrá-lo de sua maldição se em troca ele ajudar a proteger o garoto Danny (Fergus Riordan) e sua mãe Nadya (Violante Placido), que estão sendo perseguidos por enviados do Diabo, que planeja usar o menino num ritual.

Blaze aceita e daí por diante é muita enrolação com péssimas cenas de ação que nunca empolgam e nas quais o nível de poder do Motoqueiro varia demais, em momentos sendo fraco e continuando com ferimentos ao voltar à forma humana, e em outras cenas aguentando sem problemas ataques muito mais potentes.

O elenco é uma piada, daquelas de mau gosto. O único que chega a ter algum carisma é Elba como o bêbado Moreau, que se torna o personagem mais simpático da trama. Blaze continua péssimo no papel, mas desta vez tiveram o bom senso de diminuir as cenas mais dramáticas dele.

A presença de personagens consagrados dos quadrinhos, como Danny Ketch (que nas HQs é outro Motoqueiro Fantasma e irmão de Blaze) e o vilão Blecaute (Johnny Whitworth) é um tiro pela culatra. O que poderia agradar aos fãs, só serve para decepcioná-los ainda mais, pois os personagens são por demais diferentes de suas versões originais.

Christopher Lambert surge numa ponta inútil que poderia ter sido feita por qualquer outro e Ciarán Hinds parece fazer o papel de Roarke (o Diabo da vez, ainda pior do que o anterior vivido por Peter Fonda) de má vontade.

O Motoqueiro é muito mal usado. Ou se fere com muita facilidade, ou derrota seus inimigos ainda mais facilmente, tirando toda a empolgação que poderia proporcionar. Sua movimentação “sobrenatural” parece uma versão piorada da “supervelocidade” dos vampiros de A Rainha dos Condenados.

As únicas coisas que realmente se salvam são os visuais do Motoqueiro e de Blecaute. Portanto, mais uma vez falharam miseravelmente em uma adaptação do personagem para os cinemas. Esperemos que desta vez entendam claramente os muitos erros cometidos e deem um tempo para o pobre Motoqueiro, esperando vários anos até tentarem uma abordagem mais fiel num remake que, torçamos, passe longe do que foi feito até aqui.

Elenco: Nicolas Cage, Ciarán Hinds, Idris Elba, Fergus Riordan, Violante Placido, Johnny Whitworth, Christopher Lambert. Roteiro: Scott M. Gimple, Seth Hoffman, David S. Goyer. Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor.

Veja também:
- Noticias, vídeos e notas de produção sobre o Motoqueiro Fantasma
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