MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
22/03/2013
REVIEW - DVD: CHERNOBYL
 
 
Chernobyl
 
 
 
 
 
 
 
 


Não é novidade para ninguém que, quando se busca um filme de terror, o que mais se deseja obter são sustos, medos, calafrios, enfim, aquelas sensações estranhas que, por mais incômodas que sejam, são o que tornam tão especiais os filmes de suspense, terror e horror. Sim, há uma diferença entre os dois últimos. Terror envolve, basicamente, sangue, morte e situações grotescas. O horror também tem todos esses elementos, mas parte mais pro fantástico, com monstros e misticismos. Muitos clássicos assim se tornaram justamente por mexer com o imaginário das pessoas e causar todas essas sensações de repulsa, pavor e pânico. É como andar numa montanha russa: na hora é desesperador e costumamos até mesmo fechar os olhos para amenizar o pânico, mas quando acaba, queremos é mais.

Pois bem, se você deseja apenas sentir medo pra se atarracar convenientemente à(ao) namorada(o) ou gastar o tempo comendo aquela pipoquinha de maneira frenética, talvez Chernobyl (Chernobyl Diaries) possa satisfazer suas expectativas. Mas que fique bem claro que nada muito além disso pode ser obtido com a tal sessão cinematográfica. E são nítidas as razões que tornam o filme tão limitado. Pois bem...

O roteiro é fraco de dar dó. Já no início se esbarra com a falta de criatividade, com aquela mesmice das imagens captadas por um grupo de amigos, que, no caso, estão passando as férias na Europa. Adiante, o grupinho se reúne com mais um membro – o valentão da turma – e decide, assim, sem mais nem menos, trocar o roteiro de sua viagem a Moscou por uma bela e edificante viagem à cidade de Pripyat, onde ficava a famigerada usina de Chernobyl, na qual houve o catastrófico acidente nuclear que matou mais de 15 mil pessoas (de acordo com o governo soviético da época) em 1986. Daí em diante restam apenas tentativas desesperadas de causar medo a todo custo. E que se dane o roteiro!

Nenhum dos atores é um primor das artes cênicas, mas isso não é o maior dos problemas do filme. Muitos diálogos são absolutamente desnecessários e deixam a impressão de que só estão ali pra encher a boa e velha linguiça. E verossimilhança também não é uma das maiores preocupações da nova produção de Oren Peli, que trouxe muito do seu Atividade Paranormal para este seu mais recente projeto, numa tremenda cara de pau de autoplágio. Não dá para entender como os personagens simplesmente parecem partir em busca do perigo ao longo do filme. Se um lugar parece aterrador, então é exatamente pra lá que todo mundo corre. E dá-lhe susto gratuito!

Pela completa ausência de preocupação em construir um filme interessante, enfocando apenas as sensações citadas no início desta resenha, é que o filme não passa de um terror barato – e não apenas no sentido financeiro da palavra. Muitos detratores alegam que o horror é um típico gênero de entretenimento que não possui profundidade de forma e conteúdo. Não concordo, mas filmes como Chernobyl corroboram com esta opinião.

Elenco: Ingrid Bolsø Berdal, Dimitri Diatchenko, Olivia Dudley, Devin Kelley, Jesse McCartney, Nathan Phillips, Jonathan Sadowski, Milos Timotijevic. Roteiro: Oren Peli, Carey Van Dyke e Shane Van Dyke. Direção: Bradley Parker.

Veja também:
- Galeria com 24 imagens do filme
- Notícias, vídeos e notas de produção de Chernobyl
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