MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
20/09/2013
REVIEW - CINEMA: ELYSIUM
 
 
Elysium
 
 
 
 
 
 
 
 


Em Distrito 9, de 2009, o então estreante em longas-metragens Neill Blomkamp provou que tinha talento, criando um filme com muita ação, ótimos efeitos especiais, crítica social, uma bela dose de ficção, tudo isso sem ser muito original, fazendo uma salada de referências a outras produções, e por isso mesmo criando um produto de fácil apreciação, e mesmo assim com uma identidade própria. Sim, é possível ter sua própria “cara” mesmo quando se inspira em outros trabalhos, embora de fato seja uma tarefa difícil, o que comprova o talento de Blomkamp.

Agora o diretor está de volta com Elysium, e repete a dose de Distrito 9, mas desta vez com um grande elenco e um alto orçamento. Em 2154, a Terra está pior do que nunca. Pobreza, poluição, doenças. Os ricos vivem numa estação espacial chamada Elysium, onde tudo é bom, toda doença é curável, e não existem problemas. Na Terra ficam os pobres, dando duro para conseguirem seguir uma vidinha miserável.

Matt Damon interpreta Max, que depois de anos fora da lei, tenta levar uma vida honesta. Mas um acidente de trabalho o condena, e agora sua única esperança é chegar até Elysium. Para isso, aceita um trabalho de Spider (Wagner Moura), criminoso local que tem meios de falsificar identidades e mandar pessoas clandestinamente para Elysium.

Para complicar, Max ainda precisa ajudar a filha doente de sua amiga de infância, Frey (Alice Braga), enfrentar um psicótico agente que trabalha para os ricaços, Kruger (Sharlto Copley), enquanto se mete numa conspiração para mudar a rede de comando de Elysium, num golpe orquestrado pela chefe de segurança da estação, Delacourt (Jodie Foster).

Elysium segue mais ou menos os mesmos princípios de Distrito 9, mas com tudo numa proporção bem maior. Muito mais ação, efeitos ainda melhores em cenas incríveis, e uma desigualdade social abismal.

Todo o elenco se sai muito bem, com destaque para Copley, num papel bem diferente do que é seu habitual, provando seu valor como ator. Moura, embora apresente um sotaque forte, também manda bem, mas infelizmente seu personagem é daqueles “fluídos”, que mudam de moralidade sem mais, nem menos perto do final do filme.

O filme é envolvente, com um ritmo bem dosado, mas infelizmente peca na dramatização. O excesso de flashbacks contando a infância dos personagens de Damon e Braga chega a cansar. E o mais estranho é que essa ligação tão forte entre os dois não se reflete nas cenas no presente, tornando os flashbacks ainda mais desnecessários.

Apesar de simplista no modo como explora os problemas sociais, algo que nem podemos criticar, afinal é lugar comum em qualquer filme sobre o tema, Elysium ainda assim é uma ótima ficção, com grandes momentos e um verdadeiro alento para um gênero que vem sofrendo com produções fraquíssimas há anos.

Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, William Fichtner, Diego Luna, Alice Braga, Wagner Moura. Roteiro e direção: Neill Blomkamp. 

Veja também:
- Galeria com 35 imagens do filme
- Notícias, vídeos e notas de produção de Elysium
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