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27/09/2013
REVIEW - CINEMA: R.I.P.D. - AGENTES DO ALÉM
 
 
R.I.P.D. - Agentes do Além
 
 
 
 
 
 
 
 


Hoje em dia temos o Marvel Studios nos brindando com ótimas adaptações de quadrinhos, além de outras produções como a trilogia Batman de Christopher Nolan. Mas houve época em que as adaptações ainda estavam começando a ser populares. Nesse período, se destacou Homens de Preto, uma comédia de ficção científica que adaptava uma HQ da Malibu Comics, praticamente desconhecida, mesmo entre os leitores.

De lá para cá o mercado mudou muito, mas sempre surgem produções que tentam repetir fórmulas antigas. R.I.P.D. – Agentes do Além (R.I.P.D.) tenta reproduzir exatamente o sucesso de Homens de Preto, mas fracassa miseravelmente, já que os envolvidos preferiram copiar descaradamente MiB, ao invés de apenas se inspirarem em seu estilo.

Ryan Reynolds interpreta Nick, policial que acaba de falecer. No Além, é recrutado como agente do R.I.P.D. (Rest in Peace Departament), a polícia sobrenatural que tem como missão prender espíritos que estão na Terra fugindo de seu julgamento. Seu parceiro é um veterano do Velho Oeste, Roy (Jeff Bridges). Entre infinitas discussões, os dois desvendam um caso que tem ligações com a morte de Nick e que pode levar ao fim do mundo terreno.

Os trailers já mostravam, mas ainda assim é de se surpreender a cara de pau com que toda a estrutura de Homens de Preto é copiada. O novato com um parceiro veterano e ranzinza. O escritório cheio de esquisitices. Os alienígenas que se disfarçavam mal como humanos, são substituídos por espíritos que se disfarçam mal como vivos. Até mesmo o resultado “melequento” de um disparo de uma arma dos agentes é o mesmo.

R.I.P.D. até tenta criar alguma coisa nova, mas nunca se aprofunda o bastante. A maneira como o disfarce dos espíritos fugitivos é revelado, por exemplo, poderia ser um ponto forte, mas é colocada de maneira tão largada no roteiro, que se torna uma piada sem graça. A melhor sacada, os avatares que os agentes do além usam na Terra, ao invés de ser bem desenvolvida, é apresentada diversas vezes da mesma maneira, repetindo a mesma piada, deixando de explorar um dos poucos pontos altos do filme.

Parece que nada em R.I.P.D. foi caprichado. O roteiro é totalmente genérico. Os efeitos especiais são incrivelmente artificiais. O elenco é fraco de dar vergonha, até Bridges, que tem algumas boas cenas, mesmo assim não parece à vontade no papel. Kevin Bacon encarna o papel mais canastrão de sua carreira, e olha que ela é cheia de personagens canastrões. A única pessoa que consegue arrancar alguns risos com competência é Mary-Louise Parker, que comanda essa divisão dos agentes do além.

Diga-se de passagem, não deveria ser uma surpresa tão grande o resultado final de R.I.P.D., afinal temos um ator fraco como protagonista (Reynolds), numa adaptação de uma HQ sem graça e sem atrativos. Ainda assim, poderiam ter ao menos tentado mais...

Elenco: Ryan Reynolds, Jeff Bridges, Kevin Bacon, Mary-Louise Parker, Robert Knepper, Marisa Miller, James Hong. Roteiro: Phil Hay e Matt Manfredi, baseado na HQ de Peter M. Lenkov publicada pela Dark Horse Comics. Direção: Robert Schwentke.

Veja também:
- Galeria com 22 imagens do filme
- Notícias, vídeos e notas de produção de . R.I.P.D. – Agentes do Além
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