MATÉRIAS/REVIEWS
 
  
 
08/11/2013
REVIEW - HQ: HOMENS-ARANHA
 
 
Homens-Aranha
 
 
 
 
 
 
 
 


Por muito tempo, o “chefão” da Marvel, Joe Quesada, jurou de pés juntos que a editora não planejava um crossover entre o Universo Marvel tradicional e o Universo Ultimate, chegando até a declarar que, se um dia isso acontecesse, seria sinal de que as boas ideias acabaram.

Bem, para a surpresa de absolutamente ninguém, as boas ideias acabaram e o resultado é Homens-Aranha, publicada originalmente nos EUA como uma minissérie em cinco edições com roteiro de Brian Michael Bendis e arte por Sara Pichelli.

Na trama, enfrentando um de seus tradicionais vilões, Mystério, Peter Parker, o Homem-Aranha original, atravessa um portal e vai parar no Universo Ultimate, um mundo onde Peter morreu e é adorado como um herói caído, sendo substituído por um novo Homem-Aranha, Miles Morales. Claro, como a tradição manda, os dois heróis primeiramente se confrontam e logo se unem, contando ainda com a ajuda de outros heróis Ultimate: Nick Fury e os Supremos.

A trama é bem simples, mas bastante divertida. Depois de anos enrolando para criar uma história que todos sabiam ser inevitável, ao menos a Marvel escolheu um bom momento, afinal a ausência de um Peter Parker no Universo Ultimate, abre um bom leque de situações interessantes, seja no humor ou no drama, que vira foco num dos capítulos da história, quando o Peter do Universo Marvel original encontra as versões Ultimate de May Parker e Gwen Stacy, ainda de luto por seu Peter.

O modo como Miles admira Peter também é uma ótima sacada, mas o destaque mesmo são as piadinhas rápidas que ressaltam as diferenças entre os dois universos, principalmente quando o assunto é Nick Fury. Brian Bendis sempre desperdiçou o Homem-Aranha nas páginas dos Vingadores, mas aqui, como no título mensal da versão Ultimate, prova que sabe usar o lado humorístico do personagem muito bem quando quer. Pena que deixe isso de lado tantas vezes, e em outras tantas invista somente nisso, esquecendo as outras características do herói. Realmente falta equilíbrio.

A arte de Sara Pichelli não é totalmente convencional, mas é bonita, tem seu (grande) charme. O grande problema de Homens-Aranha é que, por mais divertida que seja qualquer história precisa de um roteiro, um plot real. E é isso que falta nestas páginas. A leitura, que flui muito bem, acaba em decepção, afinal não existe nenhuma explicação de como e por que Mystério tem acesso ao Universo Ultimate e a ponta instigante levantada na página final, aparentemente foi esquecida com o tempo.

Homens-Aranha – 108 páginas - formato americano - R$ 17,90 - lançado em setembro de 2013 – Panini Comics.

Veja também:
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