07/11/2008

 
Marvel Max #55
     
   
  Editora: Panini Comics 100 paginas
   
   
  Preço: R$ 6,90 Formato: americano - cor
 
 
 
 
     

 

   
 

Data do Review:  07/11/2008

Por:  Will Costa    

Barracuda – Parte 3
Argumento: Garth Ennis
Arte: Goran Parlov
Originalmente em Punisher #33

Finalmente o confronto mortal entre o Justiceiro e Barracuda!

Os Rudimentos da Sabedoria - Parte 3: Era Uma Vez Uu Dragão. Vai Encarar?
Argumento: Paul Cornell
Desenhos: Manuel Garcia
Arte-final: Mark Farmer
Originalmente em Wisdom #03

Wisdom solicita a ajuda de Shang Chi, o Mestre do Kung Fu, para que ele derrote um... dragão?!?

Tiros na Noite 5
Argumento: J. Michael Straczynski
Arte: Tommy Lee Edwards
Originalmente em Bullet Points #05

Em um universo muito diferente do Universo Marvel tradicional, uma ameaça se revela igual: Galactus! E desta vez, o Surfista Prateado não está nem um pouco a fim de ajudar a humanidade. Quem poderá derrotar esses dois seres poderosíssimos?

Nova Onda
Argumento: Warren Ellis
Desenhos: Stuart Immonen
Arte-final: Wade Von Grawbadger
Originalmente em Nextwave #12

A última aventura da Nova Onda!

Opinião:

Justiceiro: resumo da história: uma insana e sensacional briga do Justiceiro com o vilão Barracuda. O que não falta é facada no olho, membros cortados, enforcamento na base do arame farpado e mordida na mão. Um verdadeiro vale-tudo entre anti-herói e bandidão da pesada.

Garth Ennis estava pra lá de inspirado no dia que escreveu isso, mostrando que é capaz de contar uma ótima história com muita irreverência e violência desenfreada.

Não é nem preciso tecer elogios também, à excelente capa que abre essa edição com a realística arte de Jim Bradstreet, que na época era capista oficial da revista do Justiceiro.

Wisdom: o besteirol e o humor non-sense continuam. Neste capítulo, o destaque não é o mutante inglês e sim outro ilustre habitante do Reino Unido. Se pensou no Príncipe Charles, errou feio. Trata-se de Shang Chi, o Mestre do Kung Fu, que aparece em um medonho combate contra um dragão humano.

Como se não bastasse, a arte razoável de Trevor Hairsine foi trocada pela mais razoável ainda, para não dizer outra coisa, arte de Manuel Garcia, que não é um desenhista de destaque.

Tiros na Noite: é frustrante como Straczynski termina a trama, quando tinha começado tão bem. Ele repetiu um tema já tão batido que é a invasão de Galactus à Terra, e não incrementa nenhum elemento digno de nota.

O sacrifício do Hulk perante o poder de Galactus, se é que tinha o intuito de comover o leitor, foi um tiro no pé. Não surtiu resultado.

Uma trama que podia ter se desenvolvido melhor, ter sido melhor desenhada e que não acrescenta em nada ao Universo Marvel. Uma pena realmente.

Nova Onda: outra saga que se encerra nessa edição. Mas ao contrário de Tiros na Noite, a Nova Onda vai deixar saudades. Warren Ellis e Stuart Immonen se superaram a cada capítulo com uma ironia insuperável e um humor non-sense marcante.

Dá a impressão que o final foi feito meio às pressas, talvez pelo anúncio do cancelamento da revista mensal americana à época. Mas vindo da mente de Ellis, quem sabe o que realmente passa na cabeça do escritor numa hora dessas?

Para quem queria fugir da mesmice que invade a maioria dos títulos atuais de super-heróis, Nova Onda divertia sem cansar. Realmente, uma lástima que acabou.



 

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